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Anticorpo pode ajudar a combater câncer nos seus estágios finais

Por em 10.10.2010 as 14:25

Um novo estudo descobriu um tratamento que pode ser uma esperança na luta contra a fase metastática final do câncer.

Os pesquisadores perceberam que, excepcionalmente, os anticorpos alvejam tecidos saudáveis, e não as células tumorais; isso sugere que as células normais desempenham um papel involuntário nos cânceres terminais.

Foi realizado um tratamento com ratos. Os cientistas usaram um anticorpo que se liga a um receptor encontrado apenas em células epiteliais saudáveis, que revestem órgãos e vasos sanguíneos, chamadas de células de adesão endotelial plaquetárias 1 (CAEP-1).

Eles afirmam que é inesperado (e um contra-senso) que um receptor expresso apenas em células epiteliais normais desempenhe um papel importante na progressão fatal de metástases avançadas.

Ao bloquear o acesso do receptor às células sadias, os anticorpos pararam o crescimento de células tumorais nos ratos. Alguns tumores até diminuíram. Os anticorpos também pararam a perda de peso, a atrofia muscular e a fadiga, que caracterizam um câncer terminal.

Os pesquisadores afirmaram que o anticorpo impediu o crescimento de tumores secundários de cânceres de mama, pulmão, cólon e melanoma nos ratos. Mas o anticorpo não funcionou contra estágios anteriores e menos agressivos do câncer, sugerindo que ele interrompe um processo comum somente das fases finais do câncer.

Os experimentos ainda estão em andamento, porque os pesquisadores querem descobrir como o receptor interrompe os sinais de crescimento tumoral.

O estudo sugere que o anticorpo pode ajudar a prolongar a vida de pessoas com câncer. A pesquisa pode levar ao desenvolvimento de um tratamento capaz de atacar e destruir o câncer mesmo depois dele ter se espalhado. O tratamento tem potencial, porém, mais pesquisas e aperfeiçoamentos são necessários antes afirmar com certeza o seu valor e eficácia. [NewScientist]

Natasha Romanzoti tem 23 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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2 comentários

  1. Volto a dizer que a oligoterapia e a homeopatia são fundamentais nesse processo.

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  2. jose nilson /

    isto evidencia o fato de que o balanço bioquímico na célula
    é fator decisivo na condução da terapia.

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fazendinha
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