O universo em um clique

Cientistas criam nova maneira de “falar” com pacientes vegetativos

Por em 16.11.2011 as 17:00

Neurologistas ainda encontram muitos mistérios do cérebro humano no tratamento com seus pacientes. Um deles é o estado vegetativo: a pessoa está consciente, mas não reage ao ambiente. A medicina moderna não sabe, exatamente, o quanto um paciente nesse estado compreende o que acontece à sua volta. Mas cientistas do Reino Unido e da Bélgica aprimoraram a comunicação com o cérebro de pacientes vegetativos.

Em experimento feito com pacientes de dois hospitais, um em Cambridge (Inglaterra) e outro em Liege (Bélgica), os pesquisadores testaram 16 pessoas em estado vegetativo. Usando eletroencefalografia (EEG), que envolve acoplar eletrodos aos cérebros dos doentes, os cientistas mediram a atividade cerebral de cada pessoa em uma série de experimentos.

Aos pacientes, foi pedido em voz alta que mexessem os dedos dos pés ou contraíssem as mãos. Dos dezesseis pacientes, três registraram atividade cerebral que comprova a tentativa de fazer os movimentos. Com um deles, o comando de mexer os membros foi obedecido mais de cem vezes.

Esse aspecto neurológico ainda está sendo investigado, mas os cientistas estão certos de que as áreas cerebrais que controlam movimentos são ativadas mesmo que você só imagine que está se movendo.

O fato é que os pacientes estavam realmente conscientes a responder os comandos, apesar do estado vegetativo. A EEG, feita por monitoramento a partir de um pequeno aparelho, é simples, barata e eficiente.

E os médicos conseguem descobrir muito sobre o estado do dano mental de cada paciente a partir de um diagnóstico como esse. Eles explicam que a EEG é um enorme avanço nas técnicas de acessar o cérebro de pacientes vegetativos, e que deve haver prioridade no desenvolvimento deste método. [BBC]

Stephanie D’Ornelas é estudante de jornalismo, tem 20 anos e adora um café e um bom livro. Curte ciência, arte, culturas e escrever, mesmo que sejam poesias para guardar na gaveta.

Site

12 comentários

  1. Helô /

    Nao entendi, o que os Kardecistas tem a ver com o artigo?

    Gostei deste comentário ou não: Thumb up 1
  2. Nunca duvide do que pode a ciencia criar, voce quando era criança imaginava que um dia iria ver um robo fazer uma cirurgia de ponte de safena sem abrir o torax? ou saberia que um dia voce poderia falar com outra pessoa entre um continente e outro olhando a cara dele como se estivesse a sua frente? Um dia não muito distante garanto que os problemas como esses que afetam o cerebro poderá ser resolvido.

    Gostei deste comentário ou não: Thumb up 0
  3. Antonella /

    E só de pensar que muitos desses pacientes vegetativos têm seus aparelhos desligados e acabam morrendo, vemos o quanto é um milagre e importante isso que esses cientistas estão tentando alcançar. Os pacientes continuam vivos, tendo noções, mas não conseguem se mexer. É triste desligar os aparelhos, sabendo que a pessoa ainda está viva. Desejo muito que essas pesquisas e estudos tenham sucesso!

    Gostei deste comentário ou não: Thumb up 5
  4. igor /

    To com vc mano, quanto jogadores de futebol empresas e politicos n ganham?Pra produzir e fazer besteiras?Esse dinheiro deveria ser investido em pesquisas na área de saúde.

    Gostei deste comentário ou não: Thumb up 3
  5. Elizabeth /

    Nunca estive em coma, mas já passei por uma situação muito ruim depois de uma cirurgia. Eu ouvia tudo mas não conseguia me mexer, nem falar. Foi a pior sensação que tive na vida e se o tal coma for assim, fico abismada quando as pessoas preferem deixar esses doentes morrerem ao invés de fazer algo para salvá-los. Espero que esses experimentos continuem e que encontrem logo um jeito de conseguir comunicação com essas pessoas.

    Gostei deste comentário ou não: Thumb up 9
  6. José Calasans /

    É como sempre digo e as vezes sou mal interpretado,o que falta é a vontade de se investir em pesquisas como essa,se agente parar para prestar atenção em como muito dinheiro é gasto com coisas sem muita importância,veremos que muita pessoas seriam beneficiadas com o avanço dessas pesquisas.Uma experiência como essa já é o bastante para abrir um leque enorme de outras que trará grandes avanços para o tratamento ou cura desses pacientes.Só para exemplificar vou dar uma sugestão:Se alguém criar uma interface entre o cérebro de algum paciente desse utilizando os eletrodos e a técnica de EEG e um programa específico desses que estão usando para mover membros robóticos com os impulsos elétricos da mente,acredito que funcionaria,permitindo a comunicação entre o paciente em estado vegetativo e as pessoas normais.Isso já seria um grande progresso e tiraria muitas dessas pessoas de uma prisão terrivelmente solitária,quem sabe essas pessoas podendo se comunicar e se expressar,elas não teriam mais chances de se recuperar?,Fica ai a sugestão.

    Gostei deste comentário ou não: Thumb up 3
  7. Agora me bateu uma dúvida. O que será que os cardecistas pensam sobre isso??????????????????????????????????????
    Eu sou a favor de desligar os aparelhos.

    Gostei deste comentário ou não: Thumb up 1
  8. André /

    Não seria melhor se desligassem os aparelhos? Se eu estivesse nesta situação, eu gostaria que fizessem isto, desligassem.

    Gostei deste comentário ou não: Thumb up 10
    • Cassio /

      Acho que não né. Ninguém quer morrer e com um avanço nessa área será possível até se comunicar com a pessoa. Quer dizer que apesar da pessoa estar em estado vegetativo, ela conseguirá ao mesmo tempo não estar, pois se o cérebro dele funcionar, ele poderá até conversar. A medicina adia a morte, sempre. Então, que tal adiar a morte com uma certa ‘qualidade’ rs. Gostei do artigo.

      Gostei deste comentário ou não: Thumb up 12
    • André /

      Quem garante que ninguém prefere morrer?!

      Gostei deste comentário ou não: Thumb up 2
  9. Artur W /

    Incrível, gigante passo, minhas honras!

    Gostei deste comentário ou não: Thumb up 12
  10. JANE JACK /

    CHOREI…

    Gostei deste comentário ou não: Thumb up 6

Reponder

Leia o post anterior:
sca_1883126c
Novo medicamento ajuda obesos a perder 10% de peso em um mês

De acordo com um estudo, um novo remédio que detrói o suprimeto de sangue para o tecido adiposo pode ajudar as pessoas a perder um décimo do peso em apenas um mês

Fechar