Cientistas transformam bactérias em um super HD de computador

Publicado em 11.01.2011

Você pode até se encolher com a mera menção da bactéria E. Coli por causa das doenças terríveis que ela causa. Mas cientistas chineses criaram um uso mais agradável para as “bichinhas” – transformaram as bactérias em unidades de armazenamento de memória.

Os pesquisadores encontraram uma forma de armazenar informação no DNA das bactérias que faz com que um grama de E. Coli seja capaz de armazenar a mesma quantidade de dados do que 450 hard drives de dois terabytes.

O bioarmazenamento, como é conhecida essa técnica, pode parecer surpreendente, mas não é uma técnica nova. A tecnologia já está circulando por aí durante a última década inteira. Mas as tentativas de colocar informações no DNA de outros seres não foi levada adiante – por exemplo, alguns anos atrás uma equipe de cientistas japoneses colocou a teoria da relatividade de Einstein no DNA de bactérias, mas não pesquisou aplicações mais relevantes para o nosso dia a dia.

Agora os cientistas chineses mostraram que não apenas texto, mas imagens, sons e vídeos podem ser armazenados nas células. Os dados são comprimidos, separados em pequenos pedaços e depois, quando queremos usá-los, são mapeados – assim como um CPU faz com os dados que armazenamos em HDs comuns.

Os cientistas até conseguiram criar um método que torna as bactérias completamente seguras contra cyber-ataques, impedindo que alguém invada o sistema e consiga os dados que elas escondem.

Em teoria, o bioarmazenamento de dados em bactérias permite o armazenamento de dados em espaços pequenos e, como as bactérias continuam se replicando, os dados ficam seguros por milênios.

Basta saber se elas usam eletricidade ou ração como comida. [PopSci]

Autor: Luciana Galastri

é jornalista. Viciada em livros, lê desde publicações sobre física a romances de menininha do estilo "Crepúsculo". Toca piano desde os oito anos de idade e seu estilo de música preferido é o metal.

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35 Comentários

  1. Vc vai chega na lan-house um dia pro teu amigo passa o instalador de CS1.6 e vai te pergunta:

    Vc trouxe o pen drive?
    Esqueci, vou coloca o USb no meu nariz pra joga Cs em casa.
    KKKKKKKKKKKK

    Agora imagina se isto vier para o mercado o preço salgado do “Bio-HD” como da pra se chamar.

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  2. eu sou a lenda???? usar organismos vivos modificados geneticamente é seguro? o que aconteceria no caso de um vazamento destas bacterias modificadas? e se elas sofrerem mutações ou evoluirem para algo mortal? um novo tipo de doença pode aparecer, poisse usam bacterias como container de informações nada os impede de programar bacterias para coisas piores, imagine dar instruções a bacteria s para utiliza-las como uma arma quimica e biologica.

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    • acho que a humanidade iria preferir que os cientistas continuassem as pesquisas e você parasse de ver filmes de ficção.

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  3. Imagine, vc usando um HD baseado em micro-organismos, daí vc eskece de lavar a mão,quem vai pegar “vírus” é vc e naum o computador. Q tenso….
    E se for usar em humanos….ninguém mais vai usar pen drive, é só colocar um fio de cabelo num leitor de pc muito NINJA e pronto.

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  4. Como será feita a leitura dos dados ? Alguém pode detalhar isso ?

    Quanto a alimentação das bactérias é extremamente simples, em laboratório elas são cultivadas com Ágar+nutrientes, um produto simples,barato e acessivel a qualquer um. creio que quanto a estas que servirão de HD não serão muito diferente na nutrição, o lance em si é o metodo de controle do crescimento das mesmas, algo que ainda não concebi para a utilização delas como fonte de armazenamento de dados. Talvez uma programação genetica do crescimento…

    Enfim, é algo interessante que causa muita curiosidade, quem sober a fonte dessa informação por favor me passem.

    Falou galera.

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  5. Além disso, o DNA humano deve ser muito mais complexo que o de uma bactéria, oferecendo zilhões de oportunidades a mais, não sou versado em biologia, mas isso é uma coisa que todo mundo sabe.

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  6. Pois é Danilo, é mais ou menos isso que eu quis dizer, a maneira de armazenamento por DNA é diferente da que é feita naturalmente no cérebro humano e nada impede que possam coexistir, daí só seria preciso mais uma “interface” um processador/tradudor para estabelecer a comunicação entre as duas.

    E a computação embutida, personalíssima não quer dizer que vai-se aposentar os computadores convencionais, é só uma opção a mais.

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  7. Rafael Babes, a maneira que armazenamos informações no nosso cérebro é bem diferente da maneira que fazemos para armazenar em unidades de disco rígido, memórias flash entre outras.
    A maneira que fariamos para armazenar informações em bactérias, seria seguindo a mesma lógica de armazenamento atual. Para implantar informações no cérebro, é MUITO, mas MUITO mais complexo. Pra começar, tu passaria muito tempo só para fazer as diversas ligações de assuntos relacionados no seu cérebro com essa informação. Além é claro de ligar essa informação com o sistema emocional (amigdala cortical e tals) mara usá-lo como reflexo e afins.
    Essa técnologia ainda está distante =)

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  8. (Fico pensando se no lugar de bactérias usarmos nossas próprias células como unidades de memória, daí um processador pequeno mas potente poderia ser implantado e os dados poderiam ser acessados diretasmente no cérebro, já li artigos aqui sobre o comtrole de máquinas com o pensamento, tudo isso junto seria bem legal.)

    ESSA VAI PRO Tony Amorim

    VC FAZ ISSO A VIDA INTEIRA E NÃO SE LIGOU USA AS SUAS CÉLULAS PRA CARREGAR INFORMAÇÃO
    MAS ACHO QUE VC NÃO AS USA
    O SEU CEREBRO RAPÁ SÃO CÉLULAS E FAZ ISSO
    COM CERTEZA OS OLHOS PUXADOS JA USAM A TEC PRA FAZER UM CEREBRO PARA UNS DROIDS POR AEE…

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  9. O Bom desta história é que o processamento gastará menos energia e isso é ótimo, só que eles não falaram como conservaremos estas bactérias no HD, como será a sua reprodução, o HD aumentará com o tempo??

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  10. Eu acho isso perigoso.
    E se reprogramarem a bacteria e tornando uma bactéria letal.
    O homem desconhece esse terreno ainda, o da genética.
    Não estamos dando passos firmes, seguros.

    É necessário mais pesquisas para depois explorarmos essa capacidade de armazenamento que o dna possui.

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  11. Fico pensando se no lugar de bactérias usarmos nossas próprias células como unidades de memória, daí um processador pequeno mas potente poderia ser implantado e os dados poderiam ser acessados diretasmente no cérebro, já li artigos aqui sobre o comtrole de máquinas com o pensamento, tudo isso junto seria bem legal.

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