Como se formam os raros arco-íris gêmeos

Publicado em 5.09.2012

Entre as coisas mais bonitas da natureza, está o arco-íris. Ele se forma quando a luz branca do sol é interceptada por uma gota d’água na atmosfera. Parte da luz é refratada para dentro da gota, refletida no seu interior, e novamente refratada para fora da gota.

Como a luz branca é uma mistura de várias cores, quando a luz atravessa a superfície líquida da gota de chuva, a refração faz aparecer todo seu espectro de cores: violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho – o arco-íris, um simples arco colorido.

Se fosse só isso, a física não teria nenhum problema. No entanto, além dos arco-íris “normais”, várias formações mais raras e complexas intrigam os cientistas: arco-íris duplos (compostos de dois arcos concêntricos), triplos e até quádruplos já foram vistos, além dos arco-íris gêmeos, ou arco-íris geminados, compostos de dois arcos separados que nascem da mesma base (diferentemente do duplo).

Para essas belezas naturais, os pesquisadores ainda não tinham explicação. Mas, sem querer, uma equipe de cientistas da Suíça, Espanha, Estados Unidos e Reino Unido pode ter descoberto como o fenômeno ocorre.

A equipe internacional de pesquisadores estava estudando o arco-íris para uso em aplicações gráficas, como filmes de animação e jogos de vídeo, considerando a forma física das gotas de água e suas interações complexas com a luz.

“Simulações anteriores assumiram que gotas de chuva eram esféricas. Enquanto isso pode facilmente explicar o arco-íris e até mesmo o arco-íris duplo, não pode explicar o arco-íris geminado”, diz Wojciech Jarosz, pesquisador da Disney Research em Zurique (Suíça).

Foi assim que a equipe concluiu que as gotas de chuva “achatam” conforme caem, por causa da resistência do ar. Este achatamento é mais pronunciado em gotas maiores. A chave para o mistério dos arco-íris gêmeos é, então, a combinação de diferentes tamanhos de gotas de água que caem do céu.

“Às vezes duas pancadas de chuva caem ao mesmo tempo”, explica Jarosz. “Quando as duas são compostas por gotas de diferentes tamanhos, cada conjunto de gotas produz arco-íris ligeiramente deformados, que se combinam para formar o arco-íris geminado”.

O software criado pela equipe reproduziu corretamente o arco-íris geminado, como visto em fotografias, além de vários outros tipos de arco-íris. Embora essas simulações pareçam explicar esses fenômenos raros, a descoberta ainda não foi validada fisicamente. Mas, quem sabe, alguém não consiga provar rapidinho que eles têm razão.[LiveScience, G1, Terra]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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4 Comentários

  1. Este post, ou matéria, tenta explicar, mas novamente não me convence totalmente, mas achei bem mais plausível a explicação, embora falte a prova, a foto da luz gerando o arco-iris por exemplo, não sabem determinar quais, ou qual a gota q acontece…, pelo q entendo, ainda estão na teoria, acham q é isto.

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  2. Nunca vi um arco-íris geminado (afinal é raro, não é?).

    Mas também nunca vi um arco-íris que não fosse duplo. Prestando atenção toda vez que o fenômeno aparece vê-se que o arco-íris é acompanhado por uma versão um pouco apagada de si mesmo, é só procurar que acha.

    E eu sempre interpretei isso usando o fato de a luz ser (também) uma onda, e portanto ter um período de oscilação, comprimento de onda, frequência, etc. Assim, o arco-íris um pouco apagado que se forma lembra a imagem de interferência entre várias ondas que repete periodicamente as “sombras claras e escuras” ou franjas de interferência.

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