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A cor de rosa realmente existe? Clique aqui e descubra!

Por , em 20.08.2013

Se depender das posições científicas atuais, a Pantera Cor de Rosa não existe mais. Nem milhares de cupcakes e roupinhas de bebês espalhados pelo mundo. Se duvidar, nem a cantora P!nk é de verdade. Isso porque estão colocando em xeque, novamente, a existência da cor de rosa.

Como assim cor de rosa não existe?!

A polêmica atual foi suscitada pelo autor de um popular blog da NPR (National Public Radio, uma organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos), Robert Krulwich, ao lamentar: “Eles fizeram isso com o [planeta] Plutão, mas não com o rosa! Por favor, não o cor de rosa!”.

Sim, os cientistas estão mais uma vez inclinados a declarar que a cor de rosa teoricamente não existe. Pegue um arco-íris, por exemplo. Vermelho e violeta – as duas cores necessárias para se “fabricar” o cor de rosa – estão em lados opostos do espectro. Uma vez que as duas cores não interagem naturalmente em qualquer comprimento de onda dentro do arco, os cientistas afirmam que o cor de rosa não é real. É uma farsa, uma fraude. A grande mentira que já inventaram em nossos cérebros – embora, tecnicamente, isso é verdade para todas as cores.

Na verdade, dizem eles, o rosa deveria ser chamado de “menos verde”, porque a cor rosada é o efeito da luz branca uma vez que você omite o verde.

Chocado? Não é uma descoberta nova, é apenas mais um daqueles consensos científicos que o público em geral desconhece. O vídeo abaixo, bem didático, explica toda essa situação de arco-íris, luzes e “menos verde” de uma forma mais gráfica. Lembre-se de ativar as legendas em português no botão no canto direito inferior da tela.

Se você não quiser assistir ao vídeo, tudo bem, eis um resumo condensado das informações principais: Se você tentar enrolar o arco-íris para montar uma roda de cores, haverá uma lacuna entre o vermelho e o violeta. É aí que todo o resto da luz no universo deve ir – ondas de rádio, microondas, raios-Z, raios gama, ultravioleta e infravermelho, etc. Mas já que não podemos ver qualquer um desses comprimentos de onda, podemos substituir tudo isso que encontra-se lá escondido pela cor rosa.

Na verdade, nenhum comprimento de onda da luz possui a cor rosa, que requer uma mistura entre as cores vermelha e roxa, extremos opostos no espectro visível. Trata-se de algo bastante fácil de fazer, que não implica nenhuma ameaça aparente à condição ontológica de rosa (embora esta propriedade parece demonstrar que as leis do universo conspiraram contra um laser rosa).

O problema começa quando imaginamos o espectro visível curvando-se em um círculo, com a cor rosa na fatia que falta entre o vermelho e roxo. “O rosa acontece quando os lados vermelho e violeta ficam juntos, mas eles nunca ficam juntos, o que faz do cor de rosa uma invenção humana”, escreve Krulwich.

O autor do blog “Observations”, do famoso periódico estadunidense “Scientific American”, Michael Moyer, entra na discussão e se diz confuso com a declaração de Krulwich e também cita o vídeo lincado alguns parágrafos acima. “Essa explicação é tão confusa e absurda que eu nem sei por onde começar”, inicia.

“O espectro eletromagnético clássico se estende a partir de um comprimento de onda de zero metro por todo o caminho até ao infinito. Como seria possível conectar essas duas pontas? E mesmo se você o pudesse fazer, a ação de se unir dois (ou mais) comprimentos de onda invisíveis jamais produziria algo visível”, explica. “A luz infravermelha somada à luz ultravioleta resulta apenas nisso: uma combinação de infravermelho e ultravioleta. Eles não se transformam em outra cor”, declara.

Ambos os autores, no entanto, concordam em um aspecto. Krulwich cita a questão das cores do arco-íris para mencionar que o rosa “não está por aí”. Moyer aceita este ponto de vista, porém acrescenta que nenhuma cor “realmente está por aí”. “O mundo está cheio de radiação eletromagnética, e as únicas propriedades intrínsecas que esta radiação possui são as físicas, tais como comprimento de onda e intensidade. As cores, por outro lado, estão somente na sua cabeça”, competa Moyer.

O biólogo Timothy Goldsmith já escreveu sobre isso em um artigo na própria “Scientific American”. “A cor não é realmente uma propriedade da luz ou de objetos que refletem a luz. É uma sensação que surge dentro do cérebro”. Outros profissionais da revista por anos têm investigado as formas pelas quais o sistema óptico converte a radiação eletromagnética em cor, um processo, segundo os próprios envolvidos no assunto, misterioso e fascinante – que pode dar errado de várias interessantes maneiras. Uma pesquisa recente indica que as pessoas ainda podem ser levadas a ver “cores proibidas”, como verdes avermelhados ou azuis que parecem amarelo.

Como conclusão de toda essa polêmica podemos entender que o rosa é real (ou não), mas é tão real (ou não) quanto o vermelho, o laranja, o amarelo, o verde, o azul, o anil e o violeta. Mas o verde avermelhado talvez já sejam outros quinhentos. [Seattle Pi e American Scientific]

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7 comentários

  • Rafael Souza Lima:

    é tão difícil para um cientista apenas resumir que a cor “Rosa” é sintética ?! eles dão voltas e mais voltas apenas para explicar que uma cor não é natural . O que não significa a “não existência” da mesma , ela existe porém é o resultado de uma sintetização inconsciente. Como nossa visão não consegue apresentar ao cérebro todas as características de uma mescla de cores o cérebro sintetiza em uma cor uniforme .
    Tanto que existem tonalidades diferentes de “Rosa” caso realmente não existisse creio que enxergar tons diferentes da cor seria improvável, resultando sempre em um tom único.

  • Andhros:

    A verdade é que não existe uma onda eletromagnética com frequência correspondente ao magenta, como acontece para as outras cores.
    Podemos fazer uma comparação, imaginando a luz no mundo dos sons…
    Cada nota musical é definida por uma frequência de ondas mecânicas no ar, por exemplo. Cada cor de luz equivaleria a uma nota: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si. A nota , de “magenta”, não existe. Ela seria um dó+si na mesma intensidade.
    Mas enquanto nossos ouvidos não tem problema nenhum em discernir estes dois componentes, nossos olhos não são capazes disso e enxergam a mistura de luzes como se fosse uma só luz, de uma frequência diferente. Mas sabemos que essa tal frequência de onda não existe e que na verdade, ali estão presentes duas outras.
    Não sei se essa comparação ajuda ou confunde mais, mas a intenção foi das melhores…

    • Cesar Grossmann:

      Muito boa a comparação, faltou só um detalhe: os olhos não discernem cores, quem discerne é o cérebro. A rigor, nenhuma cor existe, a cor é só uma interpretação que o nosso cérebro dá aos impulsos nervosos que vem da retina, como aponta o Moyer…

    • Andhros:

      É verdade, estava pensando em “audição” e “visão”, mas acabei escrevendo ouvido e olhos! Metonímia! heheh

  • Marte:

    Outro artigo na Wikipedia esclarecedor:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Magenta

  • Marte:

    Com todo o respeito, esses cientistas estão de porre. Claro que o rosa existe! Estão misturando alhos com bugalhos e não vêem o lógico, o básico.
    Por exemplo, no padrão de cores RGB, adotado por todos os tipos de monitores, o rosa é obtido através da adição total do vermelho com o total de azul, resultando no magenta (que seria uma cor secundária, junto com o amarelo e o azul claro) veja o gráfico na Wilipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/RGB.
    No modelo de cores para impressão (CMYK), o rosa – magenta – é uma cor básica, junto com o Cyan e o Amarelo. A mistura dessas geram todas as demais cores.

    Até hoje, a única cor que não existia era o Flicts, mas essa o Ziraldo tirou do anonimato.

    • Cesar Grossmann:

      Não existe um comprimento de onda correspondente ao rosa. O rosa é o resultado da mistura de alguns comprimentos de ondas, mais os bugs do nosso cérebro..

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