Como superar um transtorno obsessivo-compulsivo

Publicado em 15.04.2012

Eu lembrei de trancar a porta? Desliguei o fogão? Apaguei as luzes? Esse tipo de dúvida faz parte do nosso cotidiano. Mas para as pessoas que sofrem de transtorno obsessivo-compulsivo, esse tipo de pensamento pode se tornar uma doença – um comportamento debilitante que mantém a pessoa presa.

O professor da Universidade de Concórdia, Adam Radomsky, está pesquisando um tratamento para essas pessoas. “Por anos, a melhor forma de tratar um transtorno foi um difícil processo terapêutico. Ele consistia enfrentar os medos repetidamente até que a ansiedade diminuísse. Mas o nível de desistência era muito grande”.

O tratamento de Radomsky foi construído através de pesquisas que comprovam que as pessoas que sofrem do distúrbio possuem um senso inflado de responsabilidade. “Se eu não desligar o fogão, a casa vai queimar. É um pensamento plausível que pode rapidamente virar uma compulsão”. Mas o pesquisador provou que repetir esses comportamentos resulta em uma perda de confiança.

Ao modificar os sentimentos inflados do paciente de responsabilidade pessoal, e reduzir a previsão de seriedade dos acontecimentos, o ciclo pode ser modificado. A ênfase do novo tratamento é em como as pessoas pensam, ao invés do que fazem. O progresso do tratamento proposto usa de exercícios para normalizar a responsabilidade inchada, resgatando a confiança da memória, e reduzindo a culpa e dúvida.

Desenvolvida no laboratório, a pesquisa de Radomsky promete bastante na “vida real”. “É nossa esperança que esse trabalho vai levar a um tratamento mais substancial, que pode modificar os transtornos obsessivo-compulsivos”. [ScienceDaily]

Autor: Bernardo Staut

é estudante de jornalismo e interessado por povos, culturas e artes.

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2 Comentários

  1. Eu tenho o inicio dessa doença, por exemplo nao consigo sair do meu carro sem verificar por fora todas as travas mesmo as nao usadas, Quando estou vendo TV, relaxado as vezes eu fazia o sinal da cruz ate ficar exausto, e nao conseguia parar, as vezes sinto os musculos ficando rigidos e tenho que me exercitar mesmo que discretamente.
    A nao muito tempo entendi que era TOC, mas nao consegui tratamento por estar relativamente no inicio, porem tenho uma filosofia, que o cerebro pode se curar sozinho, dai comecei a procurar materias falando disso, ate que achei aqui na hype que por coincidencia eu assino, com pouco menos de uma semana entendendo onde se localiza esse transtorno, ja comecei a combate-lo e ja estou tendo resultados positivos, essa doença, ao meu ver se manifesta devido a inumeros estresses do passado sendo que ninguem ao redor ajudou a superar, gerando ansiedade, juntamente com outros fatos decorrentes a esses estresses, como perda de emprego, responsabilidades em familia e etc…eu estou conseguindo me superar nisso, e so gostaria de dar meu testemunho porque sei que isso é terrivel…

    Thumb up 15
  2. Desde pelo menos os 10 anos de idade, tenho manias. Na realidade, tinha. Atualmente com 19 anos, curei-me do Transtorno Obsessivo-Compulsivo, sem ajuda de médicos, nem de remédios, nem de terapias; tudo foi a partir da lógica. O meu método de eliminação dos rituais, que comecei a aplicar (com muita dor e sofrimento) aos 12/13 anos, consiste no que o prof. Adam Radomsky disse, mas descobri por conta própria: enfrentar um medo por vez. No meu caso, enfrentava cada um toda semana, até não sentir ansiedade alguma e, então, partir para a próxima mania.

    Quem tem TOC sabe do que estou falando. Nós tememos a morte de algum parente se não tocarmos em X lugar, ou se não olharmos para Y lugar algo de ruim acontecerá, e ainda, se não fizermos algo Z vezes e com extrema perfeição, aquilo que mais horrorizamos pode se tornar real.

    A verdade, amigos, é que tudo isso é criação de nossa mente. Esses medos não possuem respaldo algum; descobri isso fazendo um teste: pela primeira vez até aquela época, dei meu limite para controlar a mania. Foi uma sensação que não desejo para ninguém. Por fim, notei que nada de mal ocorreu. Nada. NADA.

    Enfim, essa é a dica que dou a todos: esforcem-se no controle dessa doença. É possível e eu como tantos somos a prova, independentemente do tratamento escolhido. Se puderem, consultem-se com um psicólogo/psiquiatra e tomem remédios/façam terapias, pois, ainda que eu tenha derrotado esse vilão, o desconforto foi terrível. O que me tranquiliza é a vitória por não sentir mais nada.

    Boa sorte a todos vocês, amigos!!!

    Thumb up 34

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