Crianças estão começando a usar palavrões cada vez mais cedo

Publicado em 26.09.2010

Xingar é um fenômeno comum na fala de muitos adultos diariamente. Pesquisas sugerem que entre 0,3 e 0,7% da nossa fala cotidiana sejam palavrões. Eles também estão se tornando mais comum entre as celebridades, o que pode influenciar as pessoas.

Agora, um novo estudo descobriu que as crianças estão falando mais palavrões do que algumas décadas atrás, bem como aprendendo a falá-los mais cedo.

As crianças não parecem estar usando palavrões piores do que no passado, apenas palavrões comuns com mais frequência. Nos EUA, por exemplo, 10 palavrões usados com bastante frequência representam mais de 80% dos xingamentos.

Segundo os pesquisadores, esse aumento dos palavrões entre as crianças não é surpreendente, dado o aumento generalizado do uso de palavrões entre adultos no mesmo período.

Os pesquisadores afirmaram que as crianças começam a falar palavrões entre três e quatro anos, e isso pode ser uma consequência do tempo que elas passam assistindo televisão.

Segundo eles, os pais às vezes não sabem ajudar, pois podem ser hipócritas quando se trata de xingamentos. Quase dois terços dos adultos no estudo que impunham aos filhos regras de não falar palavrões dentro em casa quebravam suas próprias regras regularmente. Isso envia uma mensagem confusa às crianças.

A pesquisa também mostrou que os homens falam palavrões com mais frequência e usam mais palavras ofensivas em público do que as mulheres. Tanto homens como mulheres usam palavrões mais frequentemente na presença de um grupo constituído apenas de seu próprio gênero, do que na presença de um grupo misto.

Os cientistas dizem que as pessoas xingam não só em reação a algo doloroso ou desagradável, mas também como uma forma de reduzir o sentimento de dor.

A frequência de falar palavrões tradicionalmente atinge seu pico em torno da adolescência de uma pessoa, declinando em seguida. No entanto, os novos dados apresentados sugerem que, como as crianças estão os usando em uma idade mais jovem, o pico também pode passar para as crianças menores ao longo do tempo.

Os pesquisadores alertam que esse quadro pode ser preocupante. Os palavrões não são uma questão trivial. Pesquisas anteriores mostraram que eles têm um impacto significativo com problemas em casa, na escola e no trabalho, portanto, é bom ficar atento. [LiveScience]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 25 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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7 Comentários

  1. Olá a todos !
    Interessante este tema.
    Na minha opinião, não é preciso nem os pais darem o exemplo, pois as crianças aprendem na rua, na televisão, com os coleguinhas, etc. Cabe aos pais, isso sim, mostrar que é errado, desde que eles mesmos não falem palavrões e dêem bons exemplos.
    Nos últimos tempos, o palavrão ficou uma coisa “normal”, principalmente na TV onde, até bem pouco tempo atrás, novela das 6 era cômica ou ingênua, das 7 mais ou menos e das 9 um pouco mais pesada. Hoje, na Malhação já tem palavrão, pegação e tudo o mais ! Imaginem a cabeça da molecada como fica !!
    Abraços

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  2. Reynaldo, não concordo, minha familia inteira é catolica, meu irmão a cada 20 palavras que ele fala 1 é palavrão… eu chingo também, mas menos que ele…

    Outra coisa, religião não infuencia em nada. A minha familia inteira é catolica, e eu não, sou ateu… Já discuti várias vezes com ela a respeito disso… Minha mãe é intolerante, exatamente como muitos religiosos, ela não aceita opinião diferente do que ensinaram para ela como “certo”

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  3. Eu não bato nos meus filhos e eles não falam palavrão. Pelo menos não em casa. Na rua com os coleguinhas deles, eu não sei.

    A princípio, a criança aprende pelo exemplo, ou seja, se o pai e a mãe falam palavrão (e eu tenho visto isto com uma frequência muito grande, os adultos adoram falar palavrão), a criança vai repetir o comportamento adulto. Bater numa criança por que ela imita os pais vai dar para ela a mensagem errada, vai ensinar para ela que os adultos são hipócritas violentos e covardes. E são mesmo, se eles agem assim…

    -oOo-

    Reynaldo, Deus não existe, e os palavrões são ditos por católicos e evangélicos e espíritas e budistas igualmente. Só lá em casa, casa de ateus, é que não cultivamos a arte cristã da coprolalia ou do falar escatológico (no mau sentido).

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  4. O fato de crianças falando palavrões, se deve aos pais que assim os ensinam, já vem dos costumes familiares, juntando com o fato da escolaridade, já aprendendo nas escolas, principalmente públicas, juntando á falta de educação religiosa, onde os pais não cultivam a palavra de DEUS, na família, criando seus filhos à sua própria sorte maldosa, que é o estinto do ser humano, rebeldia e a falta de DEUS na família, haja visto que uma família criada em berço CRISTÃO, não dá trabalho, não se tem rebeldia, há respeito, e moralidade..

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  5. Quando eu era moleque os mais velhos podiam bater sem problema nos menores , hj se um cara mais velho bate em um outro um poco menor os pais já vem reclamar , aí a criançada forga mesmo!

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  6. Realmente as crianças de hoje em dia falam mais palavrões pelo fato dos pais, alias os filhos são reflexos dos pais.
    e o que influência muito tambem são os amiguinhos da escola, os coleguinhas do futebol que aprendem falar palavrões e no meio ali sempre solta palavrões e isso influencia q o outro colega fale tbm

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