
Ninguém sabe, ao certo, o que é a matéria escura. Cientistas desconfiam de sua existência porque não há gravidade suficiente, vinda de matéria visível, que explique a rotação das galáxias.
Um satélite italiano, chamado PAMELA, lançado para medir a radiação no espaço, descobriu que havia abundância de uma partícula chamada pósitrons, a “anti-matéria”, o inverso, dos elétrons (matéria e anti-matéria anulam uma a outra).
O sinal de pósitrons pode ter várias causas, mas a candidata principal ao cargo de “verdadeiro motivo” é a matéria escura, o intangível, que, de acordo com especialistas, forma 98% do universo. Quando duas partículas de matéria escura colidem elas, teoricamente, poderiam se destruir e liberar uma enorme quantidade de energia, formada por pósitrons, além de outras partículas.
“PAMELA encontrou um número de pósitrons muito maior do que o esperado” declarou Piergiorgio Picozza, cientista que está investigando o caso.
De acordo com Gordon Kane, astrofísico da Universidade de Michigan, há uma boa chance de que essa seja a mais importante descoberta para a física em décadas.
Pósitrons, normalmente, são criados quando raios cósmicos interagem com o gás e a poeira que ficam entre as estrelas. No entanto, esse “método” não consegue produzir tantos pósitrons quanto os encontrados por PAMELA. Logo, cabe a explicação de que estes teriam sido produzidos pelo choque de partículas de matéria escura.
“Esperamos ter, finalmente, detectado a matéria escura. No entanto, ainda precisamos fazer mais experimentos para comprovar essa teoria” explica Picozza. [Live Science]
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O estudo da Matéria escura consiste em procurar, num quarto escuro, um gato preto que não está lá.