Dia da Terra: Porque você deve se preocupar com o mar

Publicado em 21.04.2012

Hoje é o Dia da Terra, quando vários eventos pelo mundo são organizados para nos conscientizarmos sobre o meio-ambiente do nosso planeta.

Um derramamento de óleo de 1969 em Santa Barbara, CA, EUA, inspirou o senador estadunidense Gaylord Nelson a criar o Dia da Terra para ser comemorado em 22 de abril de 1970. Naquele dia 22 milhões de pessoas aderiram na primeira celebração e a cada ano mais e mais pessoas o comemoram. Hoje estima-se mais de 500 milhões de pessoas em 175 países se envolvam nas campanhas de conscientização.

No dia da Terra nós aqui do HypeScience gostaríamos paradoxalmente de dar ênfase no mar. Afinal somos um planeta azul. Temos dados sólidos de que nossos oceanos estão enfrentando mudanças que, sem a influência humana, poderiam levar milhões de anos para ocorrer:

  • A acidificação de nossos oceanos em 300 milhões de anos nunca esteve tão acelerada. Com isso vamos perder organismos importantes que não conseguirão se adaptar tão rápido quanto a mudança do pH das águas e isto pode causar efeitos desastrosos em todo o ecossistema. A acidificação é causada pelas nossa poluição, pois os oceanos absorvem parte do dióxido de carbono que jogamos na atmosfera.
  • A sobrepesca e está transformando nossos oceanos em um mar de peixinhos. Para cada tonelada de animais capturados para consumo humano com pesca industrial de arrasto 900kg são jogados novamente mortos no oceano. Portanto lembre-se que para você poder comprar um quilo de linguado na peixaria outros 9kg de animais foram desnecessarimanete mortos.
  • O shark finning que está acabando com os maiores e mais antigos predadores dos oceanos, os tubarões, por causa da moda chinesa de fazer sopa exclusivamente de suas barbatanas. O animal é capturado, suas barbatanas são removidas enquanto ainda está vivo e ele é jogado para definhar no fundo do mar sem a capacidade de nadar.
  • A imensa quantidade de lixo nos mares que envenena e mata incontáveis animais todos os dias.

Nossos mares também sofrem outras ameaças humanas e dificilmente conseguiremos matar completamente os oceanos que nos deram a vida, mas causaremos muitos estragos. Antes de aniquilarmos ao planeta e a nós mesmos como conseqüência de nossos hábitos insustentáveis devemos descobrir maneiras de coexistir ao invés de destruir.

Autor: Marcelo Ribeiro

Amante do mergulho e da fotografia (com exceção das da própria cara), repudia exercício físico, mas faz mesmo assim; talvez para ganhar alguns anos a mais com a família, talvez por masoquismo. Escreve no HypeScience desde 2008.

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5 Comentários

  1. Somos todos responsáveis por nossos atos.
    Muitas informações são omitidas, por exemplo, com relação ao uso de protetor solar. Hoje sabemos que quantidades infinitas podem arruinar bancos de coral que já estão desaparecendo devido a acidificação dos oceanos.
    Com relação aos impostos que pagamos, pagamos o dobro em impostos do arrecadado na época dos portugueses, que deu origem a inconfidência mineira, época em que trabalhavam duro para arrecadar ouro, o que poucos sabem é que só de arrecadação de minerais, extraímos hoje 10.000 vezes mais do que na época da inconfidência, valendo-se de poluentes como mercúrio, sem contar a quantidade absurda de acidentes marítimos pela exploração de petróleo e de outros minerais tóxicos e ainda agrotóxicos e pesticidas que estão acabando de vez com espécies fundamentais à vida no Planeta, além dos terríveis tratos diretos e indiretos dados aos animais.
    Enfim, estamos cada vez mais reféns de um sistema corrupto que de fato se importa basicamente com os lucros imediatos, afinal alternativas e condições econômicas, para viabilizar melhores rendimentos energéticos e reciclar o lixo não faltam.

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  2. É o que eu sempre falo. Temos que limitar o excesso de população no mundo. É necessário mais qualidade de vida e não quantidade vivendo na miséria. O excesso de população só traz miséria, poluição do meio ambiente, violência, etc.

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  3. Uma reportagem de alerta e conscientização objetiva, alarmante e muito preocupante. A preservação dos mares é um problema já muito antigo. Grandes despejos de esgoto, deposito de lixo radioativo, carcaças de navios, testes atômicos, constantes vazamentos de petróleo entre outros, demonstrando que o homem, nunca teve preocupação alguma em limpar e conservar os mares. A água é vida. Os mares fazem o planeta reluzir em azul no sistema solar, com uma BELEZA INCOMPARÁVEL e UNICA, não encontradas em nenhuma das galaxias conhecidas do universo.

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  4. uase todos os rios carregam poluentes para o oceano.Além disso, as cidades costeiras contribuem para a poluição dos mares lançando, nas águas, esgotos e outros resíduos urbanos.

    A grande extensão dos oceanos dilui os poluentes. Entretanto, como o despejo de materiais vem ocorrendo ano após ano, a concentração de muitas substâncias está aumentando perigosamente, principalmente nas plataformas continentais, onde se concentra grande parte da vida marinha.

    Cerca de 35% de todo o esgoto domiciliar acaba alcançando os oceanos, sem receber nenhum tipo de tratamento, e contaminando as águas e as praias com bactérias fecais. A presença de material orgânico em grande quantidade, resultante do despejo de esgotos in natura, acarreta eutrofização da águas, e o aumento excessivo da população de certas algas pode provocar episódios de marés vermelhas.

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  5. Tenho comigo a certeza de que o erro nos provê a real chance de aprender e crescer. A humanidade vem, erro após erro, assistindo a uma constante geração de consequências, as quais só depois de muito errar nos convence de que erramos e devemos nos conscientizar, mudar e agir em favor do correto.
    O maior problema é que a humanidade, diferentemente dos diversos reinos animais, age segundo suas mesquinhas e isoladas experiências grupais, ou seja, na atualidade, as nações de qualquer tamanho, ou seus grupos sociais, e seus erros dificilmente sendo compartilhados, obrigando a todos errarem individualmente para depois do dano causado, novamente individualmente descobrir o que não devia ter sido feito. Assim caminha a humanidade, e nosso lar em comum vai se tornando inóspito, em parte pela existência de ciclos naturais que desconhecemos, mas em outra parte, pela ignorância coletiva que a humanidade cultiva e sempre cultivou.

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