“Domínio destemido”: característica compartilhada por presidentes e psicopatas

Presidente americano Lyndon Johnson dando o “tratamento não verbal” (tática de intimidação e persuasão) ao senador Richard Russell em 17 de dezembro de 1963

Segundo um novo estudo da Universidade Emory (EUA), presidentes com altos níveis de certos traços psicóticos podem se sair melhor no seu trabalho.

Isso porque, enquanto características da psicopatia podem ser ruins para a maioria, em certas situações, como para o comandante de um país em um momento de crise, podem ser úteis.

Por exemplo, o estudo descobriu que um traço psicológico conhecido como “domínio destemido” é comum entre os presidentes dos EUA e psicopatas. “Dominação sem medo, o que reflete a ousadia associada com a psicopatia, foi associada a melhores desempenhos presidenciais, liderança, persuasão, gestão de crises, relações do Congresso, e variáveis aliadas”, concluíram os pesquisadores.

O estudo

Os pesquisadores analisaram 42 ex-presidentes dos EUA (de George W. Bush para trás) e os classificaram de acordo com seu nível de “dominação destemida”.

Mas como eles analisaram os presidentes se a maioria já morreu? Através de informações sobre a personalidade dos ex-presidentes coletadas no livro “Personality, Character and Leadership in the White House” (“Personalidade, Caráter e
Liderança na Casa Branca”, em tradução livre). As informações são seguras porque as avaliações foram desenvolvidas por acadêmicos e jornalistas – mais de 100 especialistas no total – que usaram medidas psicológicas padronizadas de inteligência, personalidade e comportamento.

Em seguida, os cientistas relacionaram essas personalidades presidenciais com as experiências e desempenho de trabalho de cada um.

Eles descobriram que o presidente mais dominante e destemido dos EUA foi Theodore Roosevelt, seguido por John F. Kennedy,
Franklin D. Roosevelt, Ronald Reagan, B. Rutherford Hayes, Taylor Zachary, Bill Clinton, Martin Van Buren, Andrew Jackson e George W. Bush.

Os pesquisadores também notaram que houve uma correlação linear entre a dominação sem medo de um presidente e seu desempenho político. “Domínio destemido, por exemplo, pode contribuir para uma liderança hábil em face de uma crise”, disse o principal autor do estudo, Scott Lilienfeld, psicólogo da Emory.

Segundo os cientistas, a psicopatologia é uma “constelação de traços” de personalidade, de forma que ser apenas um “dominador destemido” não faz de ninguém um psicopata – ou seja, não significa que algum ex-presidente americano tenha sido ou seja um psicopata.

O próximo passo da pesquisa é estudar mais sobre as implicações da ousadia nos líderes, e o que essa ousadia pode significar para uma boa liderança.[POPSCI, UPI, HealthLand]

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