Embrião congelado por 20 anos se desenvolve em um bebê que nasce saudável

Publicado em 17.10.2010

Mais distante das ficções cientificas e mais próxima da vida real, a criogenia pode se tornar uma prática comum em breve. Recentemente, nasceu um menino saudável a partir de um embrião congelado há 20 anos. Até agora, nenhum embrião congelado por tanto tempo tinha resultado em um nascimento.

A mãe da criança, com 42 anos, tinha tentado engravidar através de fertilização in vitro dez anos atrás. O que aconteceu foi que, na época, ela e o marido receberam embriões de um casal que tinham se submetido a fertilização in vitro. Esse casal conseguiu ter um filho em 1990, e doou anonimamente os embriões que sobraram. Isso significa que a última criança que nasceu tem um irmão em algum lugar, que foi concebido ao mesmo tempo, mas que é 20 anos mais velho.

Embriões congelados são uma espécie de nova fronteira ética na fertilização in vitro – algo não previsto em 1978, quando nasceu o primeiro bebê de proveta do mundo. Por causa dos medicamentos para a fertilidade e das técnicas de laboratório cada vez melhores, o ciclo médio agora rende mais embriões do que antes. Muitos acabam sendo congelados, e se mantém bem preservados.

Porém, as implicações éticas e práticas de manter “seres humanos em potencial” congelados estão se tornando mais claras. Por exemplo, está ficando comum casais divorciados lutarem pelos embriões congelados. Outro fato que ocorreu em 2007 foi que uma mãe congelou óvulos para sua filha, então com sete anos, que nasceu com uma condição que poderia torná-la infértil. O óvulo da mãe ficou guardado para o caso da filha um dia querer ter um filho, porém, ela daria à luz ao seu meio-irmão ou meia-irmã.

O lapso de tempo entre a concepção e o nascimento de embriões congelados também está se tornando um fato a ser estudado. Anteriormente, o detentor do recorde era um bebê nascido de um embrião que tinha sido congelado há 13 anos. [POPSCI]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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16 Comentários

  1. Sei não… Mas se continuar nesse caminho vamos ser capazes de sermos nosso próprio pai ou mãe. hahahaha.
    Mas pensem bem, como ficaria as relações familiares?

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  2. relação morbida com “o ser humano”… comercializar embrios de gado e humanos, da na mesma… nao somos mais especiais que o resto da natureza

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  3. Não sou contra a fertilização in vitro, não vivo na idade da pedra, mas, como foi mostrado no artigo, tudo deve ser feito dentro de certos limites… vive na idade da pedra quem trata a vida humana como objeto que pode ser negociado. Guardar embriões que poderão ser vendidos depois? Já é demais… A adoção é muito mais viável e bem mais humana!

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  4. Graças à ciência poderemos, eu e minha mulher, termos filhos em breve. Não há nada de artificial ou ilegal na técnica de fertilização in vitro. Quem pensa que é um tipo de comércio vive na Idade da Pedra.

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  5. Acho que a fertilização in vitro tem solucionado muitos problemas de casais que não podem ter filhos e o congelamento de embriões será a solução para os que querem adiar a gravidez. Mas a adoção é também um ato de humanidade que merece ser estimulada. Nada contra se aproveitar os embriões que foram descartados e congelados, porém, projeto requer projeção, ou seja, quais serão as consequências futuras para o bebê adulto? é preciso estar preparado psicologicamente para enfrentar o advir, tipo de doenças geneticamente transmissíveis, temperamentos biotipos diferentes etc.,e a curiosidade em saber quem são os seus verdadeiros pais.

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  6. Acho que a fertilização in vitru tem solucionado muitos problemas de casais que não podem ter filhos e o congelamento de embriões será a solução para os que querem adiar a gravidez. Mas a adoção é também um ato de humanidade que merece ser estimulada. Nada contra se aproveitar os embriões que foram descartados e congelados, porém, projeto requer projeção, ou seja, quais serão as consequências futuras para o bebê adulto? é preciso estar preparado psicologicamente para enfrentar o advir, tipo de doenças geneticamente transmissíveis, temperamentos biotipos diferentes etc.,e a curiosidade em saber quem são os seus verdadeiros pais.

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  7. Se consideramos a conclusão do médico espanhol que prova que a atividade sensorial (existencial) do feto começa no momento da fecundação, inclusive no próprio momento do ato sexual, estamos frente ao primeiro sistema legal onde traumatizarão seres humanos antes mesmo de que este possa dar um pio para defender-se.
    Sem dúvida que um estudo profundo da psique destes pobres seres seria no mínimo curioso para saber que tipo de indivíduos crescem no seio de nossa sociedade a partir destas experiências.

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  8. Coitadinha da criancinha, com um arcabouço genético de 20 anos atrás ela não vai poder acompanhar as novidades do mundo atual.

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  9. Concordo com o Cesar. Eu e meu marido somos totalmente a favor da adoção, caso não consigamos ter nossos próprios filhos. Não existe ato de amor mais sublime que esse, a capacidade de amar pessoas diferentes, crianças ou adultos vindos de uma família que não se conhece. Enfim, quando as esperanças de se ter o próprio filho se esgotam, por que não a adoção? O mundo já tem gente demais.

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  10. nãoacho que tenha nada de religião a ver com isso.
    O que está em jogo é a felicidade das pessoas.
    É um grande passo para a humanidade.

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  11. Muita conversa pra pouca coisa.
    Lembre-se que o ser humano só irá se desenvolver plenamente quando um espírito vier habitar neste corpo que é apenas matéria do planeta e nele ficara.

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  12. Os homens machos e mulheres femeas parecem estar desaparecendo do planeta, com essas tecnologias e a evolução da ciência, não haverá problema de reprodução humana no futuro!

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