Facebook lança mecanismo de busca, declarando guerra ao Google

Publicado em 17.01.2013

Com toda a badalação de mídia que o nome Zuckerberg é capaz de reunir, um novo mecanismo de busca foi apresentado para o Facebook: o Graph Search.

Ainda no seu estágio beta de desenvolvimento (ou seja, é uma versão “pré-lançamento”, que o fabricante admite ainda ter erros e não ter sido suficientemente testada), o mecanismo pretende ser para o usuário da rede social aquilo que o Google não é capaz de ser: uma ferramenta de busca que traga resultados centrados no usuário que está fazendo a pesquisa.

A premissa é simples: a ferramenta deve buscar respostas primeiro na tua rede de amigos, e depois estender a pesquisa para o resto da internet. Utilizando o Google, por exemplo, você pode encontrar hotéis em Cancún, mas não tem como saber em quais deles teus amigos já se hospedaram.

E é aí que o Graph Search entra. Ele examinaria a lista de amigos e retornaria uma lista de hotéis baseado no que encontrasse lá. Nada mais de uma horda de estranhos invadindo o resultado da busca.

O Graph Search não vai substituir o mecanismo atual de pesquisa, mas vai oferecer uma forma estendida de explorar a vida social na web. Fotos, lugares, interesses e também pessoas podem ser catalogadas, com resultados retornando instantaneamente.

No caso dos hotéis de Cancún, a pesquisa iria listar os locais que os teus amigos marcaram com um “like” (“curtir”), que funcionariam então como recomendação.

A esperança do Facebook é mudar um comportamento comum entre usuários da rede social, que é abrir o site de relacionamentos em uma aba do navegador, e o Google.com em outra.

Como funciona o Graph Search?

A pesquisa do Graph Search é do tipo constantemente atualizada, quase como a caixa de pesquisas dinâmica do Google: você vai digitando e o Graph Search vai selecionado possíveis resultados e mostrando. Se o Graph Seach não puder responder alguma pergunta, vai passá-la para o Bing.

Você pode começar escrevendo, por exemplo, “photos of my friends” (“fotos de meus amigos”) e surgirão resultados. A seguir, pode escolher “taken in 2008″ (“feitas em 2008″), e estas são as fotos que vão aparecer.

As pesquisas serão feitas usando linguagem natural. “Amigos que gostam de Star Wars e Harry Potter”, ou “Que música meus amigos gostam?”, ou até perguntas mais complicadas, como “pessoas com nome Brian que estudaram em Princeton e gostam de Star Wars”, ou quem sabe “amigos de amigos que estão solteiros e gostam de Game of Thrones”.

Ainda não estão incluídas informações de aplicativos como Instagram e Spotify, e as pesquisas de músicas têm buracos enormes – mas isto tudo ainda pode ser desculpado, afinal de contas, o Graph Search ainda está em teste.

As pesquisas do Graph Search também vão levar em conta a localização geográfica do usuário; assim, você vai poder descobrir, por exemplo, se tem amigos mútuos em uma escola próxima com os mesmos “hobbies” que você.

Claro, isto só vai funcionar com os amigos que usam Facebook. Para quem está preocupado com a privacidade, a promessa de Zuckerberg é que as configurações de privacidade serão respeitadas – seus amigos não poderão pesquisar suas fotos que eles supostamente não deveriam ver, por exemplo.

Mas o Graph Search ainda não está completo. Os posts não podem ser pesquisados, ele não está disponível para equipamentos móveis, e ainda existem regiões enormes do Facebook que não foram mapeadas.

E ainda existe o problema do conteúdo. Se seus amigos não estiverem colocando opiniões e realizando atividades no Facebook, as pesquisas vão retornar vazias. E enquanto o Facebook não começar a incentivar que este tipo de anotação seja feita – ou que seja desconfortável não fazer -, as pesquisas vão retornar vazias algumas vezes.

Por enquanto, o mecanismo de pesquisas ainda não está disponível para todos, apenas para algumas centenas de milhares de usuários que o usam em inglês, mas Zuckerberg prometeu que nas próximas semanas ou meses, o mecanismo será disponibilizado aos outros usuários.

De qualquer forma, parece que inventar pesquisas hipotéticas do Graph Search já virou um “meme” na Internet, com coisas do tipo “ex-namoradas do meu namorado que são bonitas e moram perto” e “amigos que dormem com a janela aberta” aparecendo no Twitter, como piada.

Para os usuários do Brasil, o nome da pesquisa será “Busca Social”, e você pode ter uma prévia de como ela vai funcionar em www.facebook.com/about/graphsearch. Também pode se cadastrar para participar de um programa de beta-usuários (usuários de teste). [Gizmodo, Telegraph]

Autor: Cesar Grossmann

Formado em Engenharia Elétrica, é funcionário público, gosta de xadrez e fotografia. Apesar de se definir como "geek", não tem um smartphone, e usa uma câmera fotográfica com filme (além da digital).

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3 Comentários

  1. eu sei um coisa que fica no no mesmo lugar ao mesmo tempo, o Facebook, abre ele em outro PC, ele e como o elétron.

    Thumb up 1
    • humm… talvez ele seja uma projeção holográfica, não um elétron…

      Thumb up 0
  2. Que guerra entre empresas existem, não há dúvidas. E antigamente O cadê imperava aqui no Brasil, ai o Yahoo que era o gigante da época o comprou, atualmente o líder ainda é o Google, até onde vai durar seu império, ninguém sabe, mas como vida digital possuí ciclos curtos, era inevitável que uma hora alguém lançasse algo que ameasse o grande império. Mas eu não li em lugar nenhuma que que isso é uma declaração de guerra aberta, mesmo porque a mecânica de funcionamento é relativamente diferente. Ambos são sistemas de buscas, o Google age na própria internet, o Facebook atua dentro do seu universo interno. Vamos ver onde isso vai dar.

    Thumb up 5

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