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Eduardo Martins em 20.04.2009 as 13:02 e atualizado em 22.04.2009 as 23:38

carinho

Cientistas declaram que, agora, eles entendem melhor a maneira com que o corpo responde a toques agradáveis. Uma equipe de pesquisadores da Unilever identificou a classe dos nervos que mandam o sinal de prazer ao cérebro.

Aparentemente, há até uma fórmula para o toque se tornar agradável. Precisamos agradar a pele a uma velocidade de 4 a 5 centímetros por segundo.

A pesquisa pode ajudar especialistas a entenderem melhor como o toque consegue sustentar relacionamentos humanos.

Por muitos anos, cientistas tem tentado explicar outro sentimento relacionado ao tato – a dor. Há situações em que o sistema nervoso tem uma espécie de colapso e manda estímulos errados para o cérebro, e a pessoa acaba sentindo dor quando não há razão.

No entanto, nessa última pesquisa, os cientistas se focaram na sensação oposta – o prazer. Eles testaram diferentes velocidades de carinho no braço de 20 pessoas, analisando suas respostas neurais.

Foi então que eles identificaram algumas fibras nervosas, que, se a velocidade era mais lenta ou mais rápida do que a ideal, não eram ativadas e o estímulo de prazer não era enviado ao cérebro.

As fibras, chamadas de C-tacticle são encontradas apenas onde há pelos na pele – não são encontradas nas pontas dos dedos, por exemplo.

Segundo o condutor das pesquisas, Francis McGlone, o ritmo que as pessoas descreveram como agradável e prazeroso é o mesmo com que as mães agradam seus filhos e o mesmo de casais que querem mostrar sua afeição.

Para McGlone, o carinho na pele é um mecanismo evolucionário criado para sustentar relações entre crianças e seus pais e entre casais.

“O impulso primário é a procriação, mas há outros mecanismos associados com o comportamento e a recompensa, que são meios de garantir que uma relação continue” declara McGlone. [BBC]


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