
Aparentemente, há até uma fórmula para o toque se tornar agradável. Precisamos agradar a pele a uma velocidade de 4 a 5 centímetros por segundo.
A pesquisa pode ajudar especialistas a entenderem melhor como o toque consegue sustentar relacionamentos humanos.
Por muitos anos, cientistas tem tentado explicar outro sentimento relacionado ao tato – a dor. Há situações em que o sistema nervoso tem uma espécie de colapso e manda estímulos errados para o cérebro, e a pessoa acaba sentindo dor quando não há razão.
No entanto, nessa última pesquisa, os cientistas se focaram na sensação oposta – o prazer. Eles testaram diferentes velocidades de carinho no braço de 20 pessoas, analisando suas respostas neurais.
Foi então que eles identificaram algumas fibras nervosas, que, se a velocidade era mais lenta ou mais rápida do que a ideal, não eram ativadas e o estímulo de prazer não era enviado ao cérebro.
As fibras, chamadas de C-tacticle são encontradas apenas onde há pelos na pele – não são encontradas nas pontas dos dedos, por exemplo.
Segundo o condutor das pesquisas, Francis McGlone, o ritmo que as pessoas descreveram como agradável e prazeroso é o mesmo com que as mães agradam seus filhos e o mesmo de casais que querem mostrar sua afeição.
Para McGlone, o carinho na pele é um mecanismo evolucionário criado para sustentar relações entre crianças e seus pais e entre casais.
“O impulso primário é a procriação, mas há outros mecanismos associados com o comportamento e a recompensa, que são meios de garantir que uma relação continue” declara McGlone. [BBC]
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