“Otimismo cerebral”: tendemos a dar mais peso a notícias boas do que ruins

Publicado em 30.09.2012

Nós temos uma tendência a dar mais peso a notícias boas do que a ruins – e agora cientistas descobriram qual é a parte do nosso cérebro responsável por esse “otimismo”.

Em estudo recente, um grupo de pesquisadores da Universidade College London (Inglaterra) reuniu 30 voluntários e estimulou regiões específicas de seus cérebros para investigar como elas afetavam suas atitude diante de possibilidades boas ou ruins.

Por meio de estimulação magnética transcraniana, a equipe “desligou” temporariamente regiões cerebrais específicas (os giros inferiores frontais esquerdo e direito) dos voluntários e perguntaram a eles sobre as chances de passarem por situações ruins (como ser assaltados ou descobrir que têm uma doença terminal) no futuro. Pouco depois, os pesquisadores interferiram em outras regiões cerebrais e refizeram as perguntas. Resultado: aqueles que tiveram o giro frontal inferior esquerdo “desligado” deram respostas muito menos otimistas.

Pela primeira vez, cientistas e psicólogos conseguiram evidências concretas de que essa é a região cerebral que nos faz lembrar de coisas boas com mais intensidade (e encarar o futuro com mais otimismo). Curiosamente, 40% daqueles que tiveram a estrutura temporariamente desativada ainda demonstraram certo otimismo (embora muito menor do que o dos outros participantes), sugerindo que algumas pessoas têm mais facilidade em dar peso maior a ideias e possibilidades boas.

Os resultados do estudo devem abrir novos caminhos para pesquisas sobre comportamento e, em especial, sobre depressão – afinal, pessoas com depressão têm maior dificuldade em reforçar “coisas boas”, e entender melhor o mecanismo por trás do fenômeno pode dar base a tratamentos mais eficazes.[Gizmodo]

Autor: Guilherme de Souza

É jornalista empenhado e ilustrador em treinamento. Curte ciência, cultura japonesa, literatura, seriados, jogos de videogame e outras nerdices. Tem alergia a música sertaneja e acha uma pena que a Disco Music tenha caído no esquecimento.

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2 Comentários

  1. Me parece que esta pesquisa não foi feita no Brasil.Porque aqui até onde eu sei, as noticias ruins é que são exploradas até a exaustão, as boas passam batidas, e pouco são faladas.

    Thumb up 1

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