Pesquisa sugere falhas na teoria sobre a formação da Terra

Publicado em 30.07.2012

É um pouco difícil pensar na Terra como tendo “falta de água” ou “relativamente pouca água”, afinal de contas, três quartos da superfície do planeta são cobertos por água. Mas se você considerar o planeta inteiro, uma esfera com pouco mais de 6.000 quilômetros de raio, a profundidade máxima dos oceanos não passa de 11 quilômetros; um arranhão. Como foi apontado em outro artigo, a Terra é uma esfera “levemente úmida”.

Explicar a falta de água no nosso planeta tem sido um desafio para a teoria da formação do sistema solar. Segundo esta teoria, no anel de poeira e gases do qual se originaram os planetas, a princípio a “linha da neve”, uma linha que marca a posição a partir da qual a água fica congelada, estava a mais de um bilhão de quilômetros do Sol, e com o enfraquecimento da estrela, a linha da neve avançou até um valor calculado como estando dentro da órbita da Terra.

Só que se fosse assim, a Terra teria mais que seu quase 1% de água. Teria muito mais água, como os planetas gasosos gigantes. E no entanto, não só a Terra, mas os outros planetas próximos (Mercúrio, Vênus, e Marte) também são deficitários de água. Entretanto, se a linha da neve estivesse onde está agora, aproximadamente no Cinturão de Asteroides, entre Júpiter e Saturno, então estaria tudo bem – estaria explicada a secura destes planetas.

O novo modelo pode corrigir esta ideia e explicar a secura. Basicamente, acreditava-se que o anel protoplanetário estava ionizado pelas poderosas emissões de uma estrela jovem e vigorosa, alimentada pelo material do disco protoplanetário. O novo modelo aponta que o material que alimentou este sol primitivo pode ter terminado bem antes, o que causou um esfriamento precoce da estrela, e com isto, o disco protoplanetário não estaria completamente ionizado.

Se o disco não estava ionizado, então ele não se afunilaria em direção à estrela, e o gás criaria uma “zona morta”, onde ele circularia sem apresentar tendências em direção ao centro. Esta zona morta funcionaria como um bloqueio, impedindo que a matéria migrasse em direção ao Sol. Gás e poeira se acumulariam nela, o que aumentaria sua densidade, fazendo-a aquecer por compressão gravitacional.

Este processo, por sua vez, teria aquecido uma certa área, na qual a Terra se formou. A matéria “seca” dessa área quente acabou se tornando os blocos de construção de nosso planeta.

Apesar deste novo modelo explicar a relativa falta de água da Terra, ele não deve ser estendido a todos os sistemas planetários: as condições dentro dos discos protoplanetários mudam de estrela para estrela, e a sorte, mais que qualquer outra coisa, determinou os resultados finais para nossa Terra.[HuffingtonPost]

Autor: Cesar Grossmann

Formado em Engenharia Elétrica, é funcionário público, gosta de xadrez e fotografia. Apesar de se definir como "geek", não tem um smartphone, e usa uma câmera fotográfica com filme (além da digital).

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14 Comentários

  1. Queremos saber quando vamos ter raío laser mais barato , queremos de fato um relato mais serio sobre a descoberta da antimatéria e suas implicaçaçoes na emancipaçao do homem, simples do sertao, dizia o poeta,,, visionário ele no mínimo né

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  2. É caro Glauco, estatistica é como uma mentira que se torna verdade depois de sucessivas repetições!

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    • a ciencia faz prova pra divulgar , estude mais colega,, ontem dia 17 março a prova do BIG BANG q originou o universo foi divulgado ,, vi em muitos sites,,,, e canais de noticiaS, pREMIO NOBEL vao ganhar os cientistas q descobriram

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  3. Muito embora não se tenha como comprovar, agora, exitiu entre os planetas marte e júpiter um outro planeta que foi destruido por seus habitantes a muito milhões de anos, por isso encontramos o cinturão de asteroides entre os mesmos, o planeta citado mantinha uma harmonia entre o sol e os outros planetas, por esse motivo nossa atmosfere foi modificada e criaram o satélite para dar sustentação e manter a terra na distância necessária do sol. antes a distãncia era maior, junto com os demais planetas rochosos. A ci~encia terrestre ainda encontrara a resposta para tal origem, no momento são estudos e pesquisas de um leigo, através de autores espiritualistas e contacto com seres de outras dimensões. Acreditem se quiser.

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    • A única coisa que faz sentido em tudo o que você escreveu é a frase “acreditem se quiser” (que, na verdade, deveria ser “acredite se quiserem”, mas tudo bem…).

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    • corrigindo: (que, na verdade, deveria ser “acreditem se quiserem”, mas tudo bem…).

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  4. Interessante. Seria legal se também fizessem um exemplo deste com as vegetações da Terra. Viagem total= seria visualizar todo este apanhado de água da Terra, no céu!!!

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    • O volume de vegetação deve ser minúsculo. Um artigo recente estima que as florestas do mundo todo chegam a 4 bilhões de hectares, ou 40.000.000 km². Agora para calcular o volume a gente tem que fazer uma outra conta: nestes 40 milhões de km² tem árvores separadas por uma distância média, e mesmo as árvores tem uma altura média. Eu não sei estes números, mas vou fazer uma suposição, vou supor que se você derrubar e compactar tudo, você vai ter uma altura homogênea de 5 metros, ou 0,005 km. Multiplicando os dois, você tem um volume de 200.000 km³. Isto dá uma esfera de raio aproximado 36,3 km. Ou diâmetro de 72,6 km. Isto se minhas contas estiverem corretas. Só que eu acho que não estão, acho que se você compactar todas as florestas não chega a 200.000 km³…

      De qualquer forma, se eu estiver correto, uma esfera com toda a madeira das florestas do mundo nem aparece naquela figura em escala ali.

      Para aparecer alguma coisa, teria que incluir o volume de algas nos oceanos, que deve ser uma quantia maior que as florestas sobre a Terra. De qualquer forma, a cobertura vegetal é muito pouca, muito pouca mesmo.

    • Creio serem essas mesmas algas a maior biomassa do Planeta, será que estou certo?

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    • Realmente, dá para imaginar a quantidade, muito pouca vegetação em comparação ao tamanho do planeta.

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    • Estatística não serve prá nada para esses cientistas né??

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