Quer um gato de estimação? Pense duas vezes

Publicado em 9.01.2012

ATENÇÃO AMANTES DOS ANIMAIS: Este artigo aborda simplesmente a perspectiva médica de ter um gato em casa e não promove o abandono de animais. Antes de criticar o artigo lembre-se que ele se baseia em fatos confirmados por anos de pesquisas.

Tentado a comprar aquele lindo gatinho do pet shop? Se você nunca teve um gato talvez queira pensar duas vezes, especialmente se você tem alguma alergia. Mas se você comprar mesmo assim, mantenha ele fora do seu quarto.

Ter um gato de estimação na infância pode até proteger contra futuras alergias, mas na vida adulta quase dobram as chances de desenvolver uma reação imunológica – o primeiro degrau antes de começar a espirrar e coçar.

Um novo estudo, realizado com milhares de adultos, descobriu que pessoas com outras alergias têm risco extra de reagir mal a um novo felino por perto.

“Nossos dados confirmam que adquirir um gato na vida adulta quase dobra o risco de desenvolver sensibilidade ao animal”, afirma Mario Olivieri, do Hospital Universitário de Verona. “Portanto, adultos deveriam considerar a ideia de evitar gatos, especialmente aqueles que já são alérgicos a outras coisas ou têm histórico de alergias”.

Para o estudo, os pesquisadores tiveram contato com mais de seis mil adultos europeus, duas vezes no período de nove anos, para tirar amostras de sangue. Nenhum dos participantes tinha anticorpos para gatos no começo, significando que eles não haviam sido afetados ainda.

A sensibilização não leva necessariamente aos sintomas da alergia, mas em muitos casos pode ser um precursor para ela.

Cerca de 3% das pessoas que não tiveram um gato em nenhum momento do estudo acabaram ficando com sensibilidade, comparado aos 5% daqueles que tiveram um. Quatro em cada dez dos novos afetados afirmaram ter experimentado sintomas de alergia quando estavam perto de animais, quatro vezes mais do que os que não desenvolveram anticorpos para esse caso. Também ficou confirmado que só ficaram sensibilizados aqueles que deixavam os gatos entrar no quarto.

“Se você é um adulto com asma ou alergias, deveria pensar duas vezes antes de ter um gato, e se o fizer, deixá-lo entrar no seu quarto”, afirma Andy Nish, um especialista que não esteve envolvido no estudo.

Os pesquisadores descobriram também que as pessoas que tiveram gatos na infância apresentaram um risco menor de sofrer os problemas. “Nós pensávamos que ter um gato na infância protegia apenas nesse período, mas o estudo parece indicar que a proteção se estende até a vida adulta”, comenta Nish.

E ele adiciona. “É notável que os que não deixaram os gatos no quarto não ficaram sensibilizados”. Para aqueles que têm um gato e ficaram alérgicos, ele recomenda encontrar uma nova casa para o animal, e depois mantê-lo fora de casa todas as horas.

“Se ele entrar ocasionalmente, o seu efeito vai se manter na casa por meses. Se o gato precisa ficar dentro, pelo menos o mantenha fora do quarto e considere lavá-lo pelo menos uma vez por semana”, finaliza.
[Reuters]

Autor: Bernardo Staut

é estudante de jornalismo e interessado por povos, culturas e artes.

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97 Comentários

  1. Só pega toxaplasmose donos porcos, pois só transmitem através das fezes e já é comprovado que o protozoário não fica alojado na língua e no pelo do gato, eles não sobrevivem. Então, a recomendação é sempre lavar a mão após mexer com a caixinha de areia do gato. E em relação a alergia do gato, também é comprovado que a maioria das alergias tem como ser evitada. Tenha o hábito de escovar os pelos do seu gatinho, lavar as mãos depois de pegar nele, se ele dorme na cama troque os lençóis sempre que possível. VETERINÁRIOS aconselham a dá banho a gatos que não saiem de casa no MÁXIMO uma vez por mês e se possível a seco. Felinos são mais propícios a doenças respiratórias. Dá banho no seu gato toda semana você estará assinando o atestado de óbito do bichano. Se caso ele sai,dá banho em 15 em 15 dias, vulgo duas vezes por mês, pois gato só sai de casa para ir atrás de bichos e outros gatos. Gato não precisa ficar tomando banho sempre como cachorro, vai de cada dono. Mas dá banho em uma em uma semana é “duensa”. Já tive uma gata, estou na segunda já. A primeira não tive nenhum tipo de alergia, mas como eu peguei essa já estando no tempo seco em Brasília veio a alergia, pois os vasos sangüíneos das narinas ficam mais frágeis nessa época do ano. Não é o gato que transmite doença, É O SER HUMANO QUE É PORCO.

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  2. O problema das pessoas é acreditar em tudo que todo mundo fala sem ao menos perquisar sobre o assunto ou nesse caso, as pessoas leem uma ou duas matérias sobre gatos e já acham que sabem de tudo.
    Muitas pessoas tem medo de ter gatos por serem ignorantes. Ter gatos não é difícil e não vai te matar, sim, existe pessoas que terão problemas alergicos com gatos, mas beleza, se não os ama não chegue perto deles, se os ama com certeza essa alergia não vai imperdir-lo te ter milhões(sabemos que milhões é brincaideira) de gatos.
    Se você não comer ou esfregar as feses de gato na sua cara ou qualquer parte do seu corpo e não lavar você não correrá risco de adquirir uma doença, mas se você gosta de fazer isso recomendo que vacine seu gato e sempre oberserve as partes do corpo do gato para ver se ele está com algum tipo de doença na pele causada por fungos.. Fazer isso é tão fácil quanto cuidar de uma planta.

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    • Laura, o papel higiênico dos gatos (e dos cachorros também, e acho que de todos os bichos) é a língua. Não sei até que ponto um gato que acabou de lamber o * e depois lambeu a tua cara não vai te transmitir alguma coisa, é possível que não, vai saber. Na minha família tem gente com toxoplasmose, e não é gente que esfregaria as fezes de gato no rosto ou coisa do tipo.

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  3. Eu acho que quem fez essa pesquisa, deveria ir procurar um emprego!! =PPPPPPPPP Foi tão útil descobrir isso quanto que o Lula só tem quatro dedos!!

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  4. Alguém entendeu esse parágrafo:
    Cerca de 3% das pessoas que não tiveram um gato em nenhum momento do estudo acabaram ficando com sensibilidade, comparado aos 5% daqueles que tiveram um. Quatro em cada dez dos novos afetados afirmaram ter experimentado sintomas de alergia quando estavam perto de animais, quatro vezes mais do que os que não desenvolveram anticorpos para esse caso. Também ficou confirmado que só ficaram sensibilizados aqueles que deixavam os gatos entrar no quarto.

    Engraçado que eu já li sobre pesquisas que dizem exatamente o oposto dessa divulgada agora.
    Eu tenho gato e moro em Brasília e só tenho reações alérgicas relacionadas ao clima. Entretanto, eu tomo o cuidado de sempre que abraço meus gatos lavar o rosto e as mãos. Isso basta para que eu não fique com reações alérgicas em relação a eles.

    Minha esposa tinha alergia, agora não tem mais.

    Bom, esse assunto é muito controverso e esse artigo incita o abandono de animais, embora digam o contrário no início do texto. Ridículo!

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  5. Bom, eu não sei pq, mas não me encaixo nessa pesquisa. Sempre tive alergia a gatos SEMPRE, mas recentemente adotamos um e no principio foi a mesma coisa : coriza,olhos lacrimejantes, espirros e mais espirros, até tosse alérgica eu tive. Só que depois de 3 ou 4 dias de convivência diária com o bicho, que dorme comigo, os sintomas desapareceram e eventualmente aparecem . Aparecem e nem sempre são relacionados diretamente ao gato….o que eu acredito e não tenho nenhum cunho cientifico pra comprovar é que, de alguma forma o organismo mesmo arranja um modo de combater a alergia , que a convivência pode ser prejudicial pra alguns alérgicos,porém não para todos. Não acho que seja regra, se for, acho q assim como eu,devam haver outras exceções!!!

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  6. Qualquer animal de estimação que tivermos correremos o risco de doenças e alergias. Gatos são mais suscetíveis porque ficam dentro de casa. Mesmo assim, tenho gato desde pequeno e nunca tive problemas. E conheço muitas pessoas com alergias, mas tem gatos. No mundo dos organismos invisíveis sempre haverá precauções. Gato, cachorro, banheiros, cozinha….esses organismos estarão lá, mas não precisamos ficar mais paranoicos por conta disto.

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  7. Tomem cuidado com os seus respectivos gatos, nunca deixem sair para a rua, caso isso ocorra fiquem atentos, pois, existem muitas pessoas que apreciam a carne do animal na panela ou ate mesmo em um churrasco.

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    • Mas é. Quem tem gato defende mesmo, porque sabemos que tem muitos mitos envolvendo eles e que por isso ainda são mal vistos. Quando há critica é como se estivesse propagando o mito.

      Quem tem gatos, principalmente criados sem acesso às ruas, sabe a delícia que é!! TUDO que falam sobre eles – traiçoeiros, não são carinhosos, nem companheiros- é mentira! A forma de amor dele é única e DIFERENTE da dos cães. Não existe tal comparação.
      Amo incondicionalmente meus três gatos (raro alguém ter apenas um rsrs)e TODOS OS DIAS dou risada, recebo carinho e atenção. Não sei o que seria de mim sem eles e, com certeza, não sei o que seria deles sem mim.

      Ps: quem quiser gatinhos, faça o favor de adotar. Depois cuide com responsabilidade castrando (machos também) pra evitar doenças e crias. Tele a casa ou apto.

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    • Geo, ninguém está perseguindo os gatos, só estamos querendo saber A VERDADE sobre eles. Ficar defendendo os gatos com argumentação apaixonada MAS SEM FATOS não ajuda em nada.

      Por exemplo, dizer que os pesquisadores estão esquecendo que o homem transmite doenças não faz com que tudo que tenha sido dito sobre gatos transmitirem doenças passe a ser mentira. Não estamos discutindo as doenças transmitidas pelos seres humanos, mas os gatos. Se tem alguma coisa ERRADA, tem que ser apontada usando FATOS.

      Outra coisa, uma evidência anedótica não estabelece um fato. Se alguém teve um olho arrancado por um gato, não significa que todos os gatos são violentos, não concorda? Da mesma forma, se alguém tem um gato que é muito carinhoso também não prova que todos os gatos sejam carinhosos. Estes são relatos de casos, ou seja, evidências anedóticas, e não servem para descrever TODOS os gatos.

      Bota o coração de lado e usa os olhos, veja o que TODOS os gatos fazem, o que acontece com a população humana que tem gatos EM GERAL. Não use exceções ou casos obscuros. Aí você ganha CREDIBILIDADE.

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    • É uma pena que os adoradores de gatos na verdade só queiram fortalecer seu ego. Ninguém entende que deve-se SIM pensar antes de adotar qualquer animal (no caso da reportagem, um gato) pois é uma responsabilidade de mais de 10 anos! Muitos esquecem de que tem gente que compra/adota um gato e depois larga na rua pq desenvolveu algum problema. Compreender e divulgar esse texto serve justamente para dar um aviso de que é bom pensar antes de adquirir um novo bichinho de estimação (algo óbvio, mas ignorado muitas vezes).
      Não li em momento algum qualquer menção de incentivo ao abandono de animais, por sinal. Mas vi muito “adorador” de gatos nos comentários deixando claro que permitem que os bichinhos tenham acesso livre à rua, em contrapartida.

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    • “Cerca de 3% das pessoas que não tiveram um gato em nenhum momento do estudo acabaram ficando com sensibilidade, comparado aos 5% daqueles que tiveram um”

      Uau!!! que absurdo!! ter gato na vida adulta fez com que 5% dos adultos tivessem alergia, contra 3% daqueles que nunca tiveram! UAAAUUUU!!! 2% de maior incidência! EPIDEMIA!!! ( sarcasmo).

      Que matéria sensacionalista amigão!

      Gosto muito de cachorros, mas os da minha irmã me davam alergia nos olhos, narinas, etc… E se fizerem esse tipo de pesquisa com qualquer tipo de animal doméstico, será que os gatos ainda sairão como grandes vilões?

      Você mesmo tenta reforçar a ideia de deixar a emoção de lado e prestar atenção nos dados. Pois bem, como eu disse acima, como “recomendar que pessoas adultas não tenha gatos”, de forma totalmente a causar comoção, sensacionalismo, não é apresentar a notícia de forma “emocional”?

      Sim, a diferença foi de 2%!!! deixa eu repetir… 2%!!!

      De 3% para 5%, “quase dobram” a ABSURDA taxa de alergia de 3%!! ( deixa eu ajudar, 5-3 = 2). 2% de diferença na incidência de alergia, de todos os adultos, deveria gerar uma recomendação como essa acima? Sério?

      Vamos deixar a “emoção” de lado, no caso de vocês, o desprezo por certo tipo de animal, pra apresentar dados VERDADEIRAMENTE relevantes?

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    • Cesar o que dá alergia é o ácaro e não o pelo do gato.
      O travesseiro que a pessoa usa durante anos tem uma porrada de ácaros, o tapete, a cortina, o sofá e tb tem ácaro no pelo do gato já que ele se esfrega em todos esses lugares.
      Graças a Deus que muitos médicos sabem de onde vem realmente a alergia, um tratamento homeopático funciona que é uma beleza, limpeza tb é bem eficiente.
      Não acredito em tudo que os pesquisadores falam pq eles precisam de publicações ou não recebem o dindim no final do mês, por isso existem tantas publicações contraditórias…

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    • GEO, qual seria a diferença entre um gato ”criado sem acesso as ruas” e um que sai para a rua? Tenho um cachorro e dois gatos, os dois passam grande parte do dia na rua, brincando e trazendo lagartixas para casa, mas de noite eles voltam! Sim, tenho conhecimentos das doenças que eles podem pegar na rua, mas desconheço a diferença afetiva. Eles me amam menos se eu deixar eles sairem para a rua?

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    • Cesar Grossman

      MESMO a reportagem sendo “baseada” em estudos “científicos”… a pratica quem tem animais de estimação mostra o contrário, eu tenho alergia a cães, minha esposa é alérgica a gatos, e adivinha ??? temos um cachorro e uma gata, conseguimos conviver normalmente com os dois, a renite não atrapalha “nossa qualidade de vida” em relação aos animais.

      desta vez, especificamente, digo que vocês foram infelizes nesta reportagem.

      como também seu comentário, quer argumentar ? sua postura principalmente não é para ser pessoal ? ok ?

      pesquisa e na pratica, não coincide…

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    • Richard, o problema da “prática” é o viés, ou melhor, todos os viéses que contaminam as conclusões. Veja o que já dizia Sir Francis Bacon, no seu “Novum Organum”:

      XLIX
      O intelecto humano não é luz pura, pois recebe influência da vontade e dos afetos, donde se poder gerar a ciência que se quer. Pois o homem se inclina a ter por verdade o que prefere. Em vista disso, rejeita as dificuldades, levado pela impaciência da investigação; a sobriedade, porque sofreia a esperança; os princípios supremos da natureza, em favor da superstição; a luz da experiência, em favor da arrogância e do orgulho, evitando parecer se ocupar de coisas vis e efêmeras; paradoxos, por respeito à opinião do vulgo. Enfim, inúmeras são as fórmulas pelas quais o sentimento, quase sempre imperceptivelmente, se insinua e afeta o intelecto.

      Além do mais, o que você está fazendo é usar um caso específico — você e sua esposa. O que acontece com vocês é o que acontece com todo mundo? Se fosse, então estes estudos científicos mostrariam o que você está afirmando. Se os estudos mostram coisa diferente, significa que seu caso não é a regra geral (ou então é, mas não é a única coisa que pode acontecer nesta situação).

      A diferença é que você fez uma amostragem muitíssimo limitada (apenas uma família), e não fez uma observação rigorosa (qual a metodologia?). Tudo isto importa.

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    • Rebeka, parabéns pelo gatinho!

      Leve ele para o veterinário e faça todas as vacinas, e castre seu bichinho, e seja feliz com ele. Pergunte para o veterinário se tem que vacinar novamente, e como deixá-lo feliz.

      Converse também com o veterinário sobre como fazer para ensinar o gatinho a fazer as necessidades num só lugar, arranje um cantinho para ele, e uma caminha, e nunca dê comida de gente para o gatinho, mas ração.

      Felicidades com teu bichinho!

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    • Além de tudo o que o Cesar Grossmann falou, é importante vocês não deixar ele ter acesso às ruas. Tela o muro, grades, janelas da tua casa (se for apto, mais fácil). Infelizmente isso de gato ser livre, hoje não pode. Há muitos riscos nas ruas (atropelamentos, envenenamentos, espancamentos, enfim maldades..) e ele não têm consciência disso. O “vizinho” que pôs veneno não é o culpado e sim quem o deixou nas ruas. A responsabilidade é de quem cuida. E sem essa de “meus vizinhos são bons, a rua é tranquila”. É o mesmo que deixa um bebê de dois anos na rua. Então mantenha-o dentro de casa seguro.

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  8. Tenho gato a mais de 10 anos. E tanto o primeiro ( que já morreu) como esse que tenho agora, não largam do meu pé e querem dormir no meu quarto …até agora não estou com alergia. Ainda bem.

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