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Ratos podem diagnosticar tuberculose com eficácia

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Por em 6.04.2011 as 2:54

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Hoje em dia, existem exames laboratoriais para a tuberculose que podem dar resultados precisos em menos de duas horas. Seria excelente, se não fossem caros e complicados.

Agora, pesquisadores descobriram uma nova forma de diagnosticar tuberculose que é rápida, barata e amplamente disponível: ratos de grande porte que podem cheirar a bactéria em uma amostra de catarro.

Atualmente, o método de detecção mais comumente utilizado nos países em desenvolvimento é a baciloscopia. A técnica envolve a coleta de escarro, que em seguida é tingido com uma substância que colore apenas o Mycobacterium tuberculosis, germe que causa a tuberculose.

A técnica pode ser usada em locais onde as instalações são mínimas, mas não é muito sensível. A menos que haja uma grande concentração de bacilos, eles passam indetectáveis. Isso resulta em cerca de 60 a 80% de casos positivos não diagnosticados.

O rato da Gâmbia pode fazer melhor. O animal, um roedor omnívoro bochechudo, pesa de 5 a 7 quilos e vive em colônias na região da África subsaariana. O rato aparentemente pode cheirar a diferença entre os bacilos da tuberculose e a miríade de outros germes que habitam o catarro humano.

Os pesquisadores realizaram vários testes com os ratos para provar sua eficácia. Criados em cativeiro, os ratos usados eram todos descendentes de animais capturados nas Montanhas Uluguru na Tanzânia, ou na periferia de Morogoro, uma cidade de cerca de 200.000 pessoas no planalto nas proximidades da Tanzânia. Este é o mesmo animal (Cricetomys gambianus) que foi treinado para farejar minas terrestres.

A sensibilidade dos animais (ou sua capacidade de detectar a presença de tuberculose) foi de 86,6%, e à sua especificidade (ou capacidade de detectar a ausência do germe) foi de mais de 93%. Em outro teste que comparou o sucesso dos ratos à microscopia, os ratos diagnosticaram 44% mais casos positivos.

Os animais foram bem aceitos como uma ferramenta diagnóstica razoável na Tanzânia, mas a comunidade médica ainda está cética. Alguns especialistas questionam pontos importantes da técnica: os ratos continuam bons em algo para o qual foram treinados um ano depois? Todos eles têm que ser treinados pela mesma pessoa? Como eles devem ser cuidados?

Como a técnica depende dos animais, estudos mais cuidados têm que ser feitos para analisar todas as possibilidades deles falharem. Os pesquisadores admitem que o estudo sobre os ratos ainda é preliminar, mas acreditam que, eventualmente, haverá um lugar para eles na seleção de primeira linha. [NewYorkTimes]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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2 comentários

  1. tiago(rio clarosp) /

    até quem fim fizeram uma site bom e enteressantes para todos

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  2. Marte /

    Caraca, o rato da Gâmbia é um dinorato! Grande pacas (ou talvez maior que elas) :-)
    Mas devem ser 7 kilos de muita inteligência.

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