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CEZAR RIBAS em 11.11.2008 as 23:20 e atualizado em 17.11.2008 as 8:55

reator nuclear domestico

A Hyperion, uma empresa nos EUA, colocou em produção 4 mil unidades de seu reator nuclear para uso ‘doméstico’. Cada um dos equipamentos pode levar eletricidade para 20 mil residências durante um período de 8 a 10 anos e começarão a serem instalados em 2013.

O combustível utilizado é hidreto de urânio (UH3). Ele tem baixo teor de enriquecimento e apenas 10% do isótopo de urânio -235, o restante é U-238. Para você ter idéia do baixo risco, o urânio para ser utilizado em bombas deve ser enriquecido a 98%.

Os dejetos nucleares tóxicos acumulados no período de 10 anos são do tamanho aproximado a metade de de uma bola de futebol. O próprio o reator reciclará o lixo nuclear automaticamente, mas a Hyperion não deu detalhes sobre o sistema “por razões de segurança”.

Cada reator custará U$ 25 mihões (cerca de R$ 54 milhões), o que sairia por R$2.700 para cada residência. Em uma conta grosseira, se dividirmos este valor por 108 meses (9 anos) chegamos ao valor praticamente simbólico de R$25. Esse preço pode ser encarecido com manutenção que é necessária apenas a cada 5 anos.

Por segurança, o reator que tem o tamanho aproximado de uma banheira, será enterrado a vários metros abaixo do solo antes de começar a abastecer a rede.

A empresa afirma que tecnologia comprovada torna impossível que o reator super-aqueça e entre em estado supercrítico ou crie qualquer outro tipo de emergência

Assim como nosso site, o nome da empresa começa com “Hype”, que também significa “exagero”, em inglês. Vamos esperar que eles consigam colocar estes reatores nucleares domésticos em produção. Energia nuclear, apesar de todos os temores dos ambientalistas, ainda é o método mais limpo de produção de energia viável. [Hyperion via DVICE]


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14 Comentários »

  1. Sou totalmente a favor dessa tecnologia, e mais a favor ainda se usada em testes nos EUA mesmo…

  2. Acho que o problema maior seria um tremor de terra que rompesse o tanque de hidreto de urânio, e este vazasse para o meio ambiente, contaminando o lençol freático. Mas olhando para o desenho, parece que eles pensaram nisto também…

    Eu ainda prefiro energia geotérmica…

  3. “ada um dos equipamentos pode levar eletricidade para 20 mil residências durante um período de 8 a 10 ”

    Anos, meses, dias horas, segundos… Alguém explica?

  4. nossa que mt louco!! isto sim é um projeto futurístico!!!
    gostei..

    bem.. pelo menos meus filhos poderão empinar pipas novamente nas ruas kkkkkkkkkkkk

  5. Warllen, obrigado pelo aviso. Foi falha nossa, mas já corrigimos.

  6. Concordo com o Michel, deve ser testado e muito bem nos EUA, mas desconfio muito que isto ocorra, sou favorável a energia atômica embora ache que o futuro está no aprimoramento da energia limpa gerada por geradores eólicos ou utilizando a energia solar. Tenho muito medo dos efeitos da energia atômica, imagina uma contaminação de um lençol freático por exemplo, fico imaginando milhares de reatores atômicos enterrados em São Paulo por exemplo, fora que com um mundo cheio de terrorismo o que não poderia ser feito com um destes, a questão é complicada..

  7. Pelo desenho, este reator não parece possuir turbina. Talvez ele já esteja utilizando uma nova tecnologia que gera energia elétrica diretamente da radiação gama. Esta tecnologia funciona mais ou menos como fotocélulas, só que ao invés de luz visível, elas se ativam com radiação gama, que é muito mais potente. Além de simplificar o desenho do reator, torna-o mais seguro, necessita muito menos manutenção e aproveita muito mais a energia produzida.

  8. Faltou informar quantos watts o equipamento consegue fornecer.
    Afinal a tendência é que os lares precisem cada vez mais de energia.

  9. EU ACHO QUE ENERGIA NUCLEAR NO BRASIL NÃO SERIA PRECISO TEMOS MUITOS RECURSOS HIDRICO, SOLAR E OUTRAS ALTERNATIVAS DE ENÉRGIA. NÃO PODEMOS COLABORAR PARA FIM DA HUMANIDADE.

  10. Qual será o nome do produto? “Mr. Fission”?… hehehe

  11. Se pensarmos que a cidade de São Paulo possuei no mínimo 5.000.000 de residências, seria necessários uns 256 destes reatores espalhados pela cidade. A infra-estrutura de redes aéreas e subterrâneas existentes hoje, teriam que continuar existindo e modificações teriam que ocorrer para distribuir toda essa energia. Os sistemas de proteção existente dessas redes hoje, teriam que ser modificados e outros detalhes mais. Um investimento enorme. Será que valeria a pena? Por outro lado ninguém investiria em tal equipamento para novas residências sabendo se que 20.000 residências não de formam de uma hora para outra. Sei lá.

  12. Errr… Hyperion não vem do radical “hype” mas é uma palavra única. É o nome do Titã do Sol, substituído posteriormente por Apolo.

  13. sei não! muitas tecnologias para reatores foram ditas seguras e até onde eu sei, nenhuma conseguiu! 10% de enriquecimento é muito!
    o enriquecimento de reatores usados na america latina varia de 1,2% e 5%. Prefiro as termoeletricas com base no biocombustível, elas estõa dando muiito dinheiro pro pessoal que planta cana, além de colaborar com o roubo de carbono, é totalmente renovável, dado que o bagaço é o “resto” da fabricação do alcool e acucar…

    energia nuclear no brasil, “isso vai da merda capitão!”

  14. Isso sim é o futuro claro que devemos esperar que seja aperfeiçoado, pois devemos lembrar que em um futuro próximo algo mais importante que energia será o espaço, e esse reator promete muita energia em pouco espaço!!! olhem para o japão eles vão adorar essa tecnologia

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