Ressurreição: A história do mito

Antigas histórias falam sobre uma figura que, traído por uma pessoa de sua confiança, teria sido morta. Posteriormente, essa pessoa, ou deus, ressuscitara e iniciaria seu reinado, olhando para seus súditos do paraíso.

Para suas legiões de seguidores, essa figura simbolizava a promessa da vida eterna. E não estamos falando de Jesus, que alguns dizem que foi para o inferno. Outros acham muito estranho ressuscitar para ir para o céu, já que se voltou a vida, deveria continuar vivendo; quem vai para o céu morreu… Mas eu divaguei.

Osíris foi um deus egípcio, que as pessoas adoravam há centenas de anos antes da vinda de Jesus. Mas se você pensou que estávamos falando de Jesus logo no início do artigo, não se assuste: o judeu é a figura mais famosa quando se trata de ressurreição, mas está longe de ser a única.

Isso traz um assunto científico à tona: a ressurreição é real?

Na medicina, já são vários os casos comprovados de pessoas que estavam sendo consideradas mortas e, subitamente, voltaram à vida – como um preso que sobreviveu ao enforcamento, ou a vítima de uma avalanche que, mesmo depois de ter sido encontrada e dada como morta, conseguiu se recuperar.

Mesmo que esses casos sejam confundidos com milagres, os especialistas dizem que essas pessoas foram vítimas de um diagnóstico mal feito, já que as vítimas não estavam literalmente mortas. Alguns se recuperaram depois que seu coração parou de bater ou depois que seus pulmões pararam de funcionar, mas nunca após a chamada “morte cerebral”.

Na mitologia, a fênix era uma ave que poderia viver até mil anos. Quando chegava a hora de morrer, ela queimava e renascia das próprias cinzas, para viver mais mil anos – assim por diante.

O islamismo, assim como o cristianismo, propaga a idéia de que depois dessa vida “atual”, nós seremos contemplados com a vida eterna.

Em religiões orientais, a idéia de vida eterna está ligada à reencarnação e ao karma. O conceito de karma varia entre o Budismo e o Hinduismo, mas, basicamente, significa que boas coisas acontecem com quem é bom e más coisas acontecem com quem é mau. Cada ato, seja ele bom ou ruim, irá retornar para a pessoa que o praticou.

Muitos ocidentais confundem o conceito de karma e acreditam que suas ações serão recompensadas ou cobradas nessa vida. No entanto, para os orientais, o cumprimento do karma ocorre nas próximas vidas. Simplificando, cada coisa ruim que acontece em sua vida atual é sua própria culpa – você fez algo para merecer isso em suas vidas passadas.

O movimento New Age também é baseado no mito da ressurreição. Só que o renascimento não seria individual – seria um renascimento coletivo, global, em que a humanidade cresceria.

No entanto, por mais fantásticos que os mitos envolvendo ressurreição sejam, eles não se comparam à imagem de um coelho (um mamífero) entregando ovos coloridos na páscoa. [Live Science]

Por: Cezar RibasEm: 13.04.2009 | Em Mistérios, Outras  | Tags: , , ,  
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10 respostas para “Ressurreição: A história do mito”

  1. QUANDO A CIENCIA FALA A FE SILENCIA….QUANDO A FE FALA A CIENCIA SILENCIA……AMBAS TEM SUA DEVIDA IMPORTANCIA….RESSURREIÇAO NAO E CIENCIA…RESSURREIÇAO NAO SE EXPLICA SE CRER E TAO SOMENTE FE…..A MEDICINA TEM SUAS PROEZAS ISSO CHAMA-SE CURA ONDE E POSSIVEL…RESSURREIÇAO E IMPOSSIVEL PARA TAL MEDICINA…SO DEUS E CRIADOR ABSOLUTO….QUEIRAMOS OU NAO

  2. Tudo bem…
    Mas diga-me. Que mito poderoso é este que continua na moda por mais de 2000 anos e continua arrebanhando adeptos no t
    ao racional, tão tecnológico, tão cheio de si século XXI?
    E daí que haja mitos relacionados à ressurreição? O fato é que o mundo nunca mais foi o mesmo depois de Cristo, quer creiamos quer duvidemos!

  3. _Deus,Altissimo entregou seu filho unigenito nas mãos de simples pecadores, para que todo aquele que nele exercer fé não perecerá mas alcançará vida infindável,o pácto feito entre Jesus e seus dicípulos foi denominado de pacto para um reino, e é tema dominante na escritura sagrada, os dicípulos querendo ser liberto dos dominios daquele tempo perguntavam constantemente a Cristo quando estabeleceria o seu reinado que acabaria definitivamente com a morte resuscitando os mortos o sofrimento e a escuridão espiritual que imperava naquele tempo, no entanto Jesus disse: esta data não está sob minha jurisdição somente o Pai sabe, nisso ele relata exatamente a situação em que estaria a humanidade é na nossa atual situação, quando estivesse perdo de sua volta primeiro ele seria entregue e morto e retornaria com grande poder e grória, havendo aumento da violencia na terra brasfemadores, falsos profetas, doenças, fome guerras rumores de guerra, amantes mais de prazeres que de Deus terremotos num lugar após outro, sabeis que está próximo a minha volta.Jesus não veio aqui por nada apenas para morrer injustamente sem nada levar consigo, levou nas mãos o pácto selado para para uma eterna aliança em que eles e seus dicípulos deram a vida para manter, e será resgatado no povo que representa a obdiência sob qualquer prova que vier na terra e defenderá com a mesma determinação que defenderam os seus dicipulos até que ele venha novamente.

  4. Houve um engano na matéria quando afirmou-se que pessoas ressuscitaram apos terem sido dadas por mortas após um diagnóstico errado pois a pessoa em questão “não estava LITERALMENTE morta”.
    Mas, é claro que uma pessoa é dada como morta quando é clinicamente diagnosticada como literalmente morta, ou seja, sem pulso, retina não responde a estimulos, etc.
    Essas confusões se baseam em que a vida é conceitual e não factivel.
    É por isso que pacientes vão para a mesa de cirurgia com 90% de chances de escapar e não escapam ou com 90% de chance de não escapar e escapam!
    Uma pessoa pode sofrer uma morte cerebral e continuar vivo seu coração, o coração pode continuar a pulsar mesmo fora do tórax e sem nenhuma conexão mais com o corpo, como vemos acontecer em acidentes fatais.
    O que nos leva a pensar que a vida não mora no cerebro como querem alguns.
    Um paciente com morte cerebral pode ser dado como morto, mas seu coração vivo a bater no peito contradiz esse conceito de morte/vida.

  5. Esse link “vai pro inferno” tem uma matéria sensacional!
    Muito bom saber do “estado da arte” de estudos como esses.
    A compreensão dos processos cognitivos humanos é urgente e necessária para a emancipação do homem! Para uma vida melhor, plena!

    Para todos os q acharam a chamada sobre a história do mito da ressurreição fraca, é só clicar no link!

  6. Muito bom o texto! Como dizia Carl Sagan: “afirmações extraordinárias requerem evidências extraordinárias”.

    Sobre o mito da ressureição, há um vídeo muito interessante:

    http://www.zeitgeistmovie.com/add_portug_brazil.htm

    Quanto a história do coelho e dos ovos, estes são símbolos que representam o desejo humano por fertilidade da terra, das mulheres, etc. No tempo em que essa tradição surgiu não havia muita coisa a fazer além de plantar, colher e ter filhos, muitos filhos para ajudar na lavoura. Era o desejo daqueles homens que houvesse fartura e abundância na colheita e nos ventres femininos. Coelhos representam uma alta taxa de reprodução e ovos representam o nascimento. E a Páscoa nada mais é do que uma comemoração envolvendo a data em que os dias se tornam mais longos do que a noite, portanto há mais fartura na natureza pois aproxima-se o verão. É a comemoração do sol (que representa o bem) sobrepujando as trevas (que representa o mal), conforme vocês podem ver no vídeo do endereço acima.

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