O universo em um clique

Satélite-faxineiro limpará o espaço para seus colegas

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Por em 16.02.2012 as 12:28

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A Terra está cercada por uma nuvem de mais de meio milhão de pedaços de lixo espacial, de foguetes do tamanho de um ônibus até lascas de tinta. Mas, orbitando a velocidades incríveis, qualquer pedacinho pode ser um perigo – e uma multa – para as operadoras de satélite, e ameaçando até a Estação Espacial Internacional.

Toda vez que dois objetos colidem, se transformam em milhares de outros. Para combater essa crescente dor de cabeça, cientistas suíços e engenheiros anunciaram o lançamento da CleanSpace One, um projeto para construir o primeiro dos satélites-faxineiros, que irão ajudar a limpar o espaço.

Para ser lançado daqui três a cinco anos, o CleanSpace One vai se encontrar com um de dois objetos defuntos em órbita, o satélite Swisscube ou seu primo, o TIsat, ambos com mil centímetros cúbicos de tamanho. Quando o faxineiro chegar até o objeto, um braço mecânico vai pegá-lo e arremessá-lo na atmosfera terrestre, para que queime e se desintegre.

O CleanSpace One está sendo desenvolvido no Centro Espacial Suíço. O desafio é o sistema que vai segurar um objeto que gira ao redor da Terra a 28 mil quilômetros por hora.

“O maior desafio é desenvolver um sistema que abrace e pegue exatamente o Swisscube”, afirma a cientista envolvida, Muriel Richard. A inspiração, de acordo com ela, está vindo de organismos vivos.

Eventualmente, a equipe espera oferecer e vender uma série de sistemas desenhados para retirar lixo de vários tamanhos do espaço. “As agências espaciais estão cada vez mais achando necessário eliminar as coisas que estão enviando para o espaço. Nós queremos ser pioneiros nessa área”, afirma o diretor do Centro, Volker Gass.

Sistemas menores, como o CleanSpace One, serão de baixo custo. “Não é um sistema multimilionário, é desenvolvido com uma base universitária”, comenta Richard.

Realmente pode existir um mercado para esses satélites-faxineiros. Em 2009, o satélite americano Iridium colidiu com restos de um satélite russo inativo, produzindo mais dois mil pedaços de lixo, alguns dos quais destruíram um satélite com custo de R$ 100 milhões. Quanto mais restos se acumulam, mais colisões entre satélites e lixo são esperadas, gerando um efeito em cadeia.

“Vai haver um efeito avalanche, e mais e mais satélites vão ser danificados ou destruídos em órbita”, afirma Gass. Mais riscos de impactos significam mais custos de seguro. Pedaços de lixo espacial também oferecem um risco para as pessoas da Terra.

O astronauta Claude Nicollier compara o problema do lixo espacial com o aquecimento global. “De certo modo, existe uma similaridade entre os dois problemas”, afirma. “Se não fizermos nada, teremos grandes problemas no futuro”. [LiveScience]

Bernardo Staut é estudante de jornalismo e interessado por povos, culturas e artes.

10 comentários

  1. A. /

    Tá aí! O robô roubando o emprego do homem de novo! Será que não tem zeladores e lixeiros precisando do emprego? Eles podem muito bem pilotar um “tratorzinho espacial” pra ir pegando os lixos ou ir em dois, como dois barcos pesqueiros fazendo arrastão. Férias na terra, repouso na estação espacial, almoço desidratado com vista pro espaço… Os gammers viciados iam pagar pra jogar um Space Truck de verdade!
    Tudo bem, eu falo isso mas sou programador, acho melhor deixar essa com o robô mesmo, muito risco de colisão, cair na terra, menos eficiência, difícil adaptação. De qualquer modo, pra ter segurança iria precisar de um ótimo piloto automático. Mas que seria legal ser lixeiro assim ia!

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  2. Evaldo /

    Em vez de lançar os objetos para se desintegrarem na reentrada da atmosfera, podendo causar danos materiais ou até mortes se um desses objetos não for totalmente destruido, deveriam recolher e reciclar. Pois quanto não economizariam reaproveitando todo o material que esta la em vez de destruir?
    Vão dizer que se torna mais caro lançar uma nave e depois ter que trazer de volta a terra só com alguns satélites! Bem vejamos pelo lado prático:1º Se quiserem aproveitar todos os circuitos e todo o material extremamente caro dos satélites,diria que sim trazer alguns em cada viagem ou dotar as naves lixeira de robos para desmontar todos os objetos e resgatar o maior número possível em cada viagem sem contudo causar prejuízo. 2º Se não ha interesse nos circuitos ou outra partes mais cara, é simples, dotar as neves de compactator hidráulico (prensa hidráulica), onde esses objetos seriam compactados e estocados em um compartimento de carga, quando atingisse sua capacidade máxima, retornaria a terra.

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    • robertosarau /

      Deve haver alguma questão militar ou ética no desejo de desintegrar esses objetos na atmosfera, pois alguns componentes de satélites são caros, como metais caros que eventualmente são empregados para proteger circuitos da radiação cósmica.

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  3. e para as partes pequenas do lixo espacial? talvez um eletro imã seja mais eficiente do que um braço bionico, ao menos para os pequenos restos metalicos.

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  4. José /

    Bem já dificil limpa a terra onde se pode ver o lixo, imagina no espaço. Bem surgiro um cano em curva, já que o objeto estão em movimento ao passa pelo cano e lançado para terra ou um satélite tenista que bate nos objetos para terra.

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  5. André Luis /

    Sem dúvida, para cada missão de limpeza será um verdadeiro desafio segura qualquer lixo espacial orbitando a Terra tão rápido! Que seja um sucesso esta limpeza!

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  6. CASTOR /

    um satelite russo inativo destruindo um americano de 100 milhões
    rs …

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