Ser feliz sem ser supermagra é possível

Publicado em 16.05.2012

Distúrbios alimentares, como a bulimia e a anorexia (o mais mortal distúrbio psiquiátrico), são o resultado da pressão que hoje é imposta às mulheres, de serem magras, bonitas, profissionais de sucesso, mães, esposas e membros produtivos da comunidade, tudo ao mesmo tempo. Mas não precisa ser assim.

Pesquisadores liderados por Shannon Snapp, da Universidade do Arizona, EUA, descobriram que as mulheres que tem apoio em casa, e boas estratégias para lidar com o estresse, tem uma imagem melhor de seus corpos, e são mais felizes.

A pesquisa, que envolveu 301 estudantes do primeiro ano da universidade, com idades entre 17 e 23 anos, perguntou a elas coisas como o quanto estavam satisfeitas com seus corpos, qual o apoio que recebiam de casa, etc.

As moças que tinham apoio em casa, e que tinham menos pressão para serem lindas, tinham uma melhor imagem de si mesmas. Também eram aquelas mais propensas a rejeitar pressões para se tornarem “supermulheres”, aquelas que tem que exercer vários papéis e obrigatoriamente ter sucesso em todos eles.

Do outro lado da escala estavam as moças que não lidavam bem com o estresse, evitando os problemas em vez de enfrentá-los, e que acabavam tendo episódios de ingestão de alimentos descontrolados, além de estratégias de controle de peso inadequadas. Além de tudo isto, elas também tinham uma péssima imagem de si mesmas.

O estudo sugere que as mulheres devem aprender a lidar com a pressão, e enfrentar os problemas de forma positiva, pensando neles de formas diferentes, e aprendendo a lidar com os sentimentos relacionados aos mesmos.

Para as jovens que estão em perigo de apresentarem distúrbios alimentares, os pesquisadores sugerem que os programas de prevenção adotem as seguintes estratégias para ajudá-las a lidar com as múltiplas e frequentemente contraditórias exigências que são impostas às mesmas:

  • ensiná-las técnicas efetivas de lidar com o estresse;
  • ajudá-las a conquistar uma visão mais positiva do próprio corpo através de exercícios e um estilo de vida saudável;
  • promover um bem-estar holístico e equilíbrio na vida delas.

“É importante para as mulheres desenvolver um senso de autoestima que não se baseia unicamente na aparência, e construir capacidade de resistência a pressões que possam receber de familiares, amigos e da mídia“, escrevem os pesquisadores.[LiveScience]

Autor: Cesar Grossmann

Formado em Engenharia Elétrica, é funcionário público, gosta de xadrez e fotografia. Apesar de se definir como "geek", não tem um smartphone, e usa uma câmera fotográfica com filme (além da digital).

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7 Comentários

  1. É muito difícil se sentir linda e com a autoestima elevada quando o círculo em que se vive exige demais e quando você é o único patinho feio. :(

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    • ô lindinha, sei que é complicado… mas estar bem com vc mesma é o mais importante. E lembre-se sempre que o ‘patinho feio’ amanhã pode ser um belo cisne. Beijo!

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    • Andiele, se serve de consolo também passei muita coisa nessa história de patinho feio; mas nunca encuquei com isso. Sempre procurei me ligar mais em outras coisas. E eu concordo com o Bobby :D…vc é bonita. Felicidades pra ti. Beijo.

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    • Acho que você está falando pelos outros, porque você me parece bonita pela sua foto.

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  2. Só mulher pra achar supermagreza bonita.
    Homem gosta de mulher de corpão (não obesa).
    Homem gosta de mulher com curva, não mulher tipo ripa.
    Essa moda de mulher supermagra é criação dos viado.

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    • Eu concordo contigo quando diz que mulher tem que ter curva, corpão… afinal de contas tem que ter no que pegar né? Passar a mão e encontrar só osso é “roça”!

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