Será que esta nova roda dará um fim aos pneus cheios de ar?

Publicado em 30.07.2012

“Precisa dar uma calibrada nos pneus”. Esta frase, corriqueira na boca de mecânicos e funcionários de posto de gasolina, pode cair em desuso no futuro. A multinacional Bridgestone, conhecida por seu fornecimento para os carros da Fórmula 1, está desenvolvendo pneus não infláveis a ar.

As chances de se ficar imobilizado no meio da estrada devido a um pneu furado foram reduzidas nos últimos anos, graças à produção de pneus mais duráveis e confiáveis. Mas o risco nunca é eliminado por completo. Esta novidade, conforme garantem os técnicos que a desenvolveram, nos livraria de vez desta ameaça.

Já existem alguns modelos de pneus sem ar, colocados à prova com maior ou menor eficiência, mas nenhum deles conseguiu suprir todos os atributos que o pneu inflável proporciona.

Se não tem ar, tem o que?

Não se pode realmente chamar este produto de pneu, no sentido estrito da palavra. Trata-se de uma roda composta de três partes. No centro, há um forte aro de alumínio, que é ligado ao eixo da roda.

Correndo por volta deste aro está a grande inovação. Um raio, feito de um polímero termoplástico (material facilmente moldável), forma uma rede flexível que ocupa o espaço equivalente ao do ar nos pneus comuns. Para revestir este raio, há uma camada resistente de borracha.

As vantagens deste pneu termoplástico, além de não haver risco de esvaziar ou furar, estão na performance de rodagem do carro. O material é maleável conforme o carro percorre terreno, o que diminui as vibrações e aumenta o conforto.

Bom para o bolso e o planeta

Os cientistas destacam também vantagens econômicas e ambientais. Por oferecer menos resistência ao solo e ao peso do carro, o pneu termoplástico faz o veículo gastar menos combustível.

O material, fácil de reciclar e remodelar, é muito mais sustentável do que as montanhas de pneus de borracha que hoje queimam e se acumulam em depósitos a céu aberto.

A Bridgestone ainda está na fase de testes do pneu. O protótipo existente tem apenas 20 centímetros de diâmetro e ainda não foi aplicado em um carro comum. Desta forma, não há uma garantia de quando a novidade poderá ser produzida em massa e colocada no mercado. [PopSci/How Stuff Works/Gizmag]

Autor: Stephanie D’Ornelas

É estudante de jornalismo, adora um café e um bom livro. Curte ciência, arte, culturas e escrever, mesmo que sejam poesias para guardar na gaveta.

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6 Comentários

    • Acho que os caras testam antes de lançar no mercado ! E tem também o lance da obsolescência programada, para você ter que comprar pneus novos periodicamente.

      Thumb up 1

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