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“Shark finning”: sopa “afrodisíaca” está exterminando nossos tubarões

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Por em 16.05.2011 as 23:11

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Você sabe o que é “shark finning”? O termo em inglês se refere à remoção e retenção das barbatanas de um tubarão, seguido da devolução de sua carcaça ao mar. Na maioria das vezes, o tubarão vitimado é jogado ainda vivo de volta à água. Incapaz de nadar, o animal afunda lentamente, e é comido vivo por outros peixes.

Essa ação ocorre em alto mar, assim os pescadores só precisam transportar as barbatanas para terra. A carne de tubarão é considerada de baixo valor e, portanto, o corpo do tubarão não vale o custo de transporte.

A remoção das barbatanas dos tubarões é, atualmente, a causa mais significativa das perdas das populações de tubarões no mundo inteiro. Qualquer tubarão é vítima, independentemente de idade, tamanho ou espécie. A atitude é generalizada, e em grande parte não gerenciada ou monitorada.

Nos últimos dez anos, a remoção das barbatanas de tubarão aumentou devido à crescente procura pelo produto (principalmente para sopa de barbatana, considerada “afrodisíaca” sem nenhuma evidência científica que a justifique, e outras curas tradicionais), e à tecnologia de pesca e economia de mercado.

Especialistas estimam que 100 milhões de tubarões são mortos por suas barbatanas anualmente. Um quilo de barbatanas de tubarão secas pode valer 300 dólares (485 reais) ou mais: é uma indústria multibilionária.

Porém, esse mercado tem vários impactos. Em primeiro lugar, a perda e a devastação de populações de tubarões em todo o mundo. Cientistas acreditam que, dentro de uma década, a maioria das espécies de tubarões será perdida por causa desse tipo de caça.

Além disso, a pesca se tornará insustentável. A enorme quantidade de tubarões capturados e a falta de seleção esgotarão as populações mais rapidamente do que sua capacidade reprodutiva.

Há também a ameaça à estabilidade dos ecossistemas marinhos, já que os tubarões possuem um papel fundamental no controle da população de diversos animais que se multiplicariam sem controle na ausência de seus predadores naturais, e a perda de tubarões como um alimento de primeira necessidade para muitos países em desenvolvimento.

Mais longe ainda, as águas são invadidas por grandes industriais, e navios de pesca estrangeiros que ameaçam a tradicional pesca sustentável. Sem contar a ameaça socioeconômica à pesca recreativa.

A atitude também dificulta a coleta de dados específicos de espécies de tubarões, essenciais para o controle e a implementação de uma gestão sustentável de pescas. Por último, fica o desperdício de proteínas e outros produtos baseados em tubarão. Nessa prática, até 95% do tubarão é jogado fora.

Apesar desses inúmeros prejuízos, nem todo mundo faz o que pode para salvar os tubarões.

Cada país (e sua costa marítima) é responsável por leis e regulamentos relativos à pesca nas suas águas. Alguns possuen legislação para a prática de remoção de barbatanas de tubarão.

Muitos preveem que as barbatanas devem chegar em uma razão de peso de 5% das carcaças de tubarões a bordo. Apenas poucos países exigem que os tubarões cheguem ao porto inteiros (ou seja, com as barbatanas).

Segundo especialistas, a maneira mais fácil de proibir essa ação é exigir que as carcaças de tubarão desembarcassem com as barbatanas em anexo. A posse de apenas barbatanas a bordo dos navios seria, portanto, ilegal.[SharkWater]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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5 comentários

  1. WILSON /

    MELHOR EU COMER O TUBARÃO QUE ELE A MIM !!!

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  2. Jorginho /

    Ato covarde!
    Imagino que esses dementes comem porque não dão mais no couro! Porque não começa dando macha ré?

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  3. Alter ego: Ambientalista /

    É a mesma coisa com os chifres afrodisíacos do rinocerante branco. Algumas crenças são irritantes de tão idiotas.

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  4. Antisurfista /

    Como consequencia disto haverá um aumento muito grande surfistas….

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  5. Erto /

    Eu vejo esses paradóxos de se consumir algo prejudicial a sí próprio ou ao meio ambiente sabendo o que faz e o que se deveria fazer para evitar os malefícios, como o carro a ar, já existente, mas que não é viável por causar uma crise nas companhias petrolíferas e fábricas de automóveis.

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