Velocidade da luz é capturada com nova câmera

Publicado em 21.12.2011

A câmera mais rápida do mundo captura um trilhão de imagens por segundo, tornando-a eficaz o suficiente para “pegar” a luz.

Cientistas americanos que desenvolveram o sistema capturaram um raio de luz que atravessava uma garrafa plástica de um litro.

O sistema é composto por uma câmera com uma pequena abertura, o suficiente para produzir imagens de partículas de luz, ou fótons, que passem pela frente.

Mas criar um vídeo da velocidade da luz levou uma hora, até que os cientistas pudessem criar um movimento bidimensional.

Ramesh Raskar, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde a tecnologia foi desenvolvida, afirma que a criação é “a câmera lenta mais rápida do mundo”. “Com nosso sistema ultrarrápido de imagens, podemos realmente analisar como os fótons viajam pelo mundo. E depois recriar uma nova foto, criando a ilusão de que os fótons saíram de outro lugar”, diz.

A invenção pode ser usada no futuro para observar como a luz se comporta em diferentes suportes. Andreas Velten, um dos criadores do sistema, afirma que “não há nada no universo que pareça rápido para essa câmera”.

O filme da luz passando pela garrafa dura poucos segundos, mas na realidade o evento levou apenas um nanosegundo. “Ver isso parece como luz em câmera lenta. É tão lento que dá para ver a luz se movendo na distância”, comenta Velten. “Isso é a velocidade da luz capturada: não há nada mais rápido no universo, então estamos no limite físico da fotografia de alta velocidade”.[Telegraph]

Autor: Bernardo Staut

é estudante de jornalismo e interessado por povos, culturas e artes.

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30 Comentários

  1. Gente, está na hora de parar de acreditar em Papai Noel,
    Como o Cesar disse acima, o que o dispositivo faz é simplesmente tirar foto da luz em pontos diferentes, esplicando mais simplesmente. Como numa ilusão de ótica de uma roda de um carro que parece girar ao contrário do real movimento.
    Nenhum dispositivo eletrônico jamais servirá para “fotografar” realmente o movimento da luz, pois eles depende de processamentos que, por conta de clocks, tem, indubitavelmente, velocidades inferiores à da luz.
    Ou seja, não passa de uma ilusão de optica sofisticada que fotografa a luz passando pelo mesmo lugar, milhares de vezes, em tempos diferente, com uma pequena defasagem de tempo da vez anterior criando a ilusão de ter sido fotografado um feixe.

    Thumb up 9

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