Problemas para dormir? Conheça 10 distúrbios do sono que você não quer ter

Por , em 14.04.2015

Dormir é maravilhoso, mas, em uma realidade na qual existem mais de 100 distúrbios do sono diferentes, muitas pessoas não conseguem aproveitar esse momento como querem. Nós já ouvimos falar da maioria dos distúrbios do sono mais comuns: apneia do sono, sonambulismo, falar dormindo, ranger os dentes (bruxismo), narcolepsia e paralisia do sono, só para citar alguns. Há um bom número de comportamentos incomuns que não recebem tanta atenção quanto estes e vão te fazer passar a noite em claro do mesmo jeito.

10. Percepção errada do estado de sono

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Todos nós já tivemos aqueles momentos em que achamos que não dormimos. Na verdade, você tem certeza de que não dormiu. Porém, você pode estar sofrendo de percepção errada do estado de sono, também conhecida como insônia paradoxal. Este termo é usado no caso de pessoas que subestimam ou superestimam seu sono. As pessoas que têm este transtorno podem relatar ter sono muito ruim ou não dormir, mas um estudo de laboratório in-loco mostra que o seu sono está dentro dos padrões de normalidade.

Estudos têm mostrado que as pessoas se saem muito mal quando precisam estimar a quantidade de sono que têm. A insônia paradoxal ocorre geralmente em homens jovens e de meia-idade e pode causar depressão e ansiedade. Tratamento comportamental, tais como a restrição do sono, bem como medicamentos, podem ajudar com os sintomas. A insônia paradoxal representa apenas cerca de 5% dos pacientes que procuram tratamento para insônia.

9. Ereções dolorosas relacionadas ao sono

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Se você está pensando na famosa “barraca armada” ao amanhecer, vá com calma. Enquanto ereções são muito normais durante o sono, existem alguns homens que sofrem versões dolorosas delas. De acordo com os princípios e práticas da medicina do sono, as pessoas com esta doença sofrem de dor peniana durante o sono REM (“movimento rápido dos olhos”, do inglês Rapid Eye Movement) e são geralmente homens de meia-idade ou mais velhos. Normalmente, as queixas são de despertares frequentes com ereções parciais ou totais e com dor significativa, apesar de estas pessoas terem um histórico de ereções normais e indolores quando acordadas.

Alguns homens que sofrem deste mal acreditam que ele se deve à “liberação sexual insuficiente”, mas mesmo se o homem tem relações sexuais regulares e se masturba, essas ereções noturnas extremamente dolorosas podem acontecer. Problemas contínuos com este transtorno podem levar a insônia, ansiedade, irritabilidade e sonolência. Esta condição pode piorar com o tempo e, embora não haja estudos sobre a sua eficácia, medicações aliviam os sintomas de alguns pacientes.

8. Variação da necessidade de sono

Teenage Boy Sleeping Through Alarm
O adulto típico precisa de sete a oito horas de sono por noite para funcionar durante o dia. Há algumas pessoas que precisam de 10 horas ou mais por noite para se sentirem descansadas (os chamados “long sleepers”, ou “dorminhocos longos”), e há aquelas que precisam de apenas cinco (“short sleepers” ou “dorminhocos curtos”). Long sleepers conseguem ser funcionais com nove horas de sono durante dias úteis, mas nos finais de semana ou em feriados podem chegar a dormir de 12 a 15 horas.

Estudos têm mostrado que as pessoas que são long sleepers representam apenas cerca de 2% da população e são um pouco mais propensos a serem do sexo masculino. Elas podem ter um maior risco de depressão e ansiedade, embora geralmente não apresentem muitos problemas de saúde. Aquelas que são short sleepers tendem a ser homens e a ter personalidades normais, mas podem ter alguns episódios de hipomania.

Apesar de ter oportunidades para dormir mais, as pessoas que são short sleepers ainda mantêm suas aproximadas cinco horas de sono, mesmo nos fins de semana. Short e long sleepers representam extremos do comportamento normal de sono. Ambos os distúrbios são raros, e tendem a ser hereditários. Estudos têm mostrado que as pessoas que são short sleepers tendem a morrer mais cedo do que aqueles que são long sleepers, apesar de praticarem atividade física.

7. Cataplexia

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Já riu tanto ou ficou tão assustado que entrou em colapso e não conseguiu mais se mover? A maioria das pessoas não passou por isso, mas os que sofrem com cataplexia estão familiarizados com a sensação. Se uma pessoa com cataplexia passa por uma emoção forte, seja feliz, como o riso ou a alegria, ou uma emoção negativa, como raiva ou medo, ela perde o tônus ​​muscular e, por vezes, pode parecer ela está dormindo. A pior parte? Foi demonstrado que o riso é o maior gatilho para estes ataques.

Ataques de cataplexia podem variar em gravidade de fraqueza muscular secundária à perda total de tônus ​​muscular, levando a pessoa a entrar em colapso. Muitas pessoas que têm narcolepsia – sonolência excessiva que às vezes resulta em ataques de sono – também podem sofrer de cataplexia. Embora incapaz de se mover, um paciente que tem narcolepsia com cataplexia também pode adormecer durante este período de tempo. A maioria destes ataques de cataplexia dura apenas alguns minutos, e geralmente a condição é tratada com medicação.

6. Distúrbio alimentar noturno relacionado ao sono

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Quem nunca levantou no meio da noite para atacar a geladeira não sabe o que é adrenalina. Mas, para algumas pessoas, o lanchinho da meia-noite vai ao extremo. Este distúrbio não deve ser confundido com a síndrome alimentar noturna (SAN), na qual as pessoas comem por impulso à noite. Pessoas com transtorno alimentar noturno relacionado ao sono não têm conhecimento de sua alimentação durante o sono.

Estas pessoas podem comer uma variedade de coisas, tais como doces, bebidas, alimentos crus, alimentos estragados, cola, madeira e até pontas de cigarro. Tudo isso sem lidar com os alimentos direito e fazendo uma bagunça, como, por exemplo, se ferir ao cortar coisas ou abrir latas de forma descuidada. Ganho de peso rápido pode acontecer durante curtos períodos de tempo, e as pessoas com este distúrbio geralmente sofrem de obesidade. Medicamentos ajudam alguns com o transtorno, mas não têm se mostrado eficazes para todas as pessoas. Alguns remédios prescritos podem induzir episódios do distúrbio, assim como agentes estressantes, como divórcio e abuso de drogas.

5. Distúrbio de movimento rítmico

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Pode ser muito perturbador para um pai ver seu filho bater sua cabeça no colchão ou cabeceira enquanto tenta dormir. As crianças que têm transtorno de movimento rítmico podem fazer isso, ou balançar seus corpos, ou rolar suas cabeças e corpos enquanto estão tentando pegar no sono. Na maioria das vezes, elas não sabem que estão fazendo isso. O movimento rítmico pode ser visto durante os períodos em que a criança está acordada, mas quase dormindo, e pode continuar ou ocorrer de novo durante as fases mais profundas do sono.

Os movimentos são geralmente vistos enquanto o pequeno está dormindo de barriga para cima ou de bruços, mas também têm sido observados quando a criança está sentada. Portadores do distúrbio de movimento rápido podem ter algum tipo de comprometimento do desenvolvimento como o autismo. Ele pode ocorrer em qualquer idade, mas é visto principalmente em bebês e crianças e pode desaparecer conforme a pessoa envelhece. Raramente necessita de tratamento. Para aqueles com movimentos violentos, forrar cama ou berço com materiais macios pode ser eficaz na prevenção de lesões.

4. Mioclonia noturna

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Também conhecido como movimento periódico dos membros durante o sono, este mal causa impulsos, saltos ou sensações de queda involuntárias que ocorrem apenas com uma pessoa está prestes a cair no sono. O empurrão correspondente é o suficiente para fazer com que alguém acorde de imediato e às vezes pode fazer com que ela tenha dificuldade de voltar a dormir devido à ansiedade em ter outro episódio.

As pessoas que têm padrões irregulares de sono, que consomem muita cafeína ou que estão passando por altos níveis de estresse em suas vidas são mais propensas a ter mioclonia noturna, mas 60 a 70% das pessoas já passaram por isso pelo menos uma vez. Este transtorno é muito comum e geralmente não requer tratamento. Normalmente, os pacientes são encorajados a tentar reduzir os níveis de estresse, ingestão de cafeína e dormir mais para ajudar com os episódios. Especialistas ainda não sabem por que as pessoas passam por este fenômeno, mas alguns acham que pode ser resultado da evolução. Ele também pode ser uma consequência de outra desordem do sono subjacente, tal como apneia do sono.

3. Distúrbio do sono de dependência de álcool

half full glass of wine on bedside table of early twenties woman in bed in a bedroom
Um drinque ou dois te ajudam a dormir melhor e mais rápido? Ótimo, mas não faça disso um hábito, já que há pessoas que levam seu uso do álcool como um auxílio para dormir a extremos. As pessoas que têm distúrbio do sono de dependência de álcool são as que usam a bebida como um sedativo antes de dormir por mais de um mês. Algumas pessoas podem pensar que isso é uma característica de um alcoólatra, mas o alcoolismo não é geralmente a causa deste transtorno.

Tipicamente, a doença pode causar alcoolismo pela supermedicalização. Como as pessoas usam o álcool continuamente como um meio para induzir o sono, os efeitos acabam por diminuir, o que pode levá-las a aumentar a dose e, como resultado, seu risco de alcoolismo. Os pacientes com distúrbio do sono de dependência de álcool se queixam de despertares frequentes durante os sonhos, sudorese, dor de cabeça, desidratação e sintoma de abstinência leve. Aqueles que param de usar o álcool como um auxílio para dormir podem descobrir que é muito difícil pegar no sono sem o uso de sua bebida.

2. Síndrome do atraso e do adiantamento das fases do sono

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Pessoas com síndrome de atraso de fase de sono e síndrome de avanço da fase de sono estão à nossa volta. Eles geralmente são os nossos primos adolescentes e nossos avós. A primeira destas síndromes é encontrada principalmente em adolescentes, já que o seu relógio interno é geralmente definido por ir para a cama um pouco mais tarde. Algumas pessoas que sofrem deste transtorno podem ficar acordadas por duas a quatro horas antes de finalmente caírem no sono. Geralmente, é mais difícil acordá-las pela manhã – como sabe qualquer um que já tentou tirar da cama alguém de 14 anos.

A fadiga e o cansaço se devem principalmente ao sono insuficiente causado pela escolha de muitos de ficar acordado até tarde e também por terem maus hábitos de sono. Mais recentemente, o abuso do uso de telefone celular entre os adolescentes tornou ainda mais fácil para eles ficarem alertas e não irem para a cama em um momento que lhes permitiria ter a quantidade adequada de sono para funcionar no período da manhã. Não surpreendentemente, as pessoas com síndrome de atraso de fase de sono geralmente se consideram “notívagos”.

No outro lado deste espectro, aqueles com síndrome de avanço da fase de sono são geralmente adultos com idade acima de 60 anos. Pessoas com esta condição tendem a ir para a cama muito cedo, entre 18h e 20h, e acordar muito cedo, entre 1h e 3h, no mais tardar às 5h da manhã. Em grau moderado, este comportamento geralmente está associado ao processo de envelhecimento normal. Sonecas diurnas também podem estar associadas com esta síndrome e portadores dela geralmente se descrevem como “madrugadores”.

1. Apneia do sono central

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A maioria das pessoas não sabe que existem diferentes tipos de apneia do sono. O tipo de apneia do qual maioria das pessoas sofre é chamado de apneia obstrutiva do sono, e ocorre quando a via aérea é bloqueada. Na apneia do sono central, o cérebro não dá um sinal para o corpo para respirar e a pessoa simplesmente prende a respiração. Isso pode ocorrer com pessoas que abusaram de medicamentos ou analgésicos, que sofreram traumas no crânio devido a acidentes de automotivos e acidentes vasculares cerebrais, ou que sofrem de doença cardíaca ou renal.

Embora o tratamento da apneia obstrutiva do sono seja com uma máquina de pressão positiva contínua, aqueles que têm apneia do sono central podem precisar de uma forma de terapia chamada BiPAP (na qual a pressão inalar e exalar é escolhida) ou uma máquina de servo-ventilação adaptável (que ajuda a regular a taxa respiratória). A apneia do sono central é tão perigosa quanto a apneia obstrutiva do sono e pode contribuir para a obesidade, diabetes, acidente vascular cerebral e parada cardíaca. [Listverse]

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