Cães espertos “conversam” para achar comida

Por , em 8.07.2009

Eles podem não ter tantas preocupações na hora de escolher a comida, mas os cães decidem onde procurar a comida cheirando o hálito dos outros. Quando foram desafiados a achar uma comida escondida, cachorros domésticos procuraram o conselho de companheiros com a mesma missão.

Este comportamento é comum no mundo animal. Ratos, galinhas e macacos são algumas das criaturas conhecidas por ter amigos e familiares que os direcionam a refeições nas proximidades. Chimpanzés costumam bater no ombro ou apontar com os olhos dos outros para levá-los até a comida.

Um dos exemplos mais conhecidos deste comportamento é das abelhas, que avisam a suas companheiras da colméia onde encontrar néctar através de uma dança coreografada. Estas evidências mostram que cães domésticos também deveriam aprender onde encontrar comida através da comunicação com seus companheiros, mas ainda faltavam provas para isso.

Clive Wynne, psicóloga da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, afirma que, porque os cachorros têm o costume de enterrar a comida, “é vantajoso para eles prestar atenção onde outro cachorro encontra uma comida e depois ir atrás dela”. Para verificar se os cães realmente fazem isso, Marianne Heberlein, do Instituto de Zoologia de Zurique, na Suíça, colocou cachorros para procurar por comida atrás de barreiras.

Os cachorros tinham sido mostrados onde a comida estava, então eles sempre iam ao mesmo lugar. Entretanto, para alguns dos 13 cachorros pesquisados, Heberlein tirou a comida do lugar, e o cão não achou nada para comer.

Os cachorros que foram enganados e os que encontraram a comida puderam interagir com 11 cães de um segundo grupo, que não sabiam onde a comida estava. Às vezes eles cheiravam o focinho dos outros. Cada um dos cachorros do segundo grupo então procurava por comida atrás das barreiras.

Se o primeiro cão não tinha tido sucesso na sua busca, o Segundo não mostrava preferência de cantos. Entretanto, quando o primeiro havia encontrado a comida em um canto, o outro ia procurar a comida no mesmo lugar – principalmente se o cão tivesse cheirado o hálito do outro.

Isto sugere que o segundo cachorro baseava sua busca no fato de ter ou não sentido cheiro de comida no hálito do outro, diz Heberlein. “É um estudo inteligente, e mostra um aspecto do comportamento, e não apenas do ponto de vista do cão”, afirma Wynne. [New Scientist]

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2 comentários

  • kati:

    Amooo, animais desde de criança,quando passa na tv alguma coisa sobre maltrato mudo logo de canal pois não aguento vê, por q se eu assistir fico dias triste pensando, como alguem pode fazer mal a criaturas tão lindas e inocentes?

  • Paula:

    quero mais assunto referente a biologia

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