5 mistérios históricos com explicações bobas

Por , em 2.08.2019

A história é cheia de mistérios persistentes, como o desaparecimento de 1937 da aviadora norte-americana Amelia Earhart no Oceano Pacífico. Mas de vez em quando algum historiador-detetive consegue resolver um desses mistérios e oferecer uma ótima resposta para ele.

Veja abaixo cinco mistérios que horam solucionados apenas para decepcionar muita gente com a explicação boba por trás do evento:

5. O papiro antigo que era só um panfleto que promovia o sexo

Papiro de difícil tradução era na verdade um aglomerado de panfletos

Por séculos, um papiro muito peculiar intrigou a família Amerbach da Alemanha, que passava o documento de geração em geração sem saber do que se tratava. Um belo dia o papiro acabou sob posse da Universidade de Basel (Suíça), e ficou conhecido como Papiro de Basel.

Lá, os pesquisadores passaram muito tempo tentando decifrar o material, que tinha um código muito estranho com letras espelhadas dos dois lados da folha. Finalmente em 2010 um arqueólogo conseguiu quebrar o código… que na verdade não era código nenhum.

Com ajuda de luz ultravioleta e infravermelho, os pesquisadores descobriram que o papiro era na verdade um conjunto de várias folhas soltas que acabaram se fundindo com o passar dos séculos. Isso explica porque as letras eram espelhadas.

Depois de separar essas camadas, os pesquisadores descobriram que os papiros continham informações provavelmente escritas por um dos primeiros cientistas da história, chamado Galen. Ele foi o pioneiro de várias metodologias médicas, como anatomia e farmacologia. Ele também escreveu a teoria da “apneia histérica”, um problema em que o útero sufocaria se não recebesse fluidos masculinos suficientes, ou seja, se a mulher não fizesse sexo com frequência.

O seu panfleto tentava convencer as mulheres da época que se elas não tivessem relação sexual com frequência os seus úteros ficariam desidratados.

4. Um som misterioso que quase deu início à Terceira Guerra Mundial veio de peixes

Herrings se comunicam soltando bolhas pelo ânus

A Suécia passou a década de 1980 em alerta contra submarinos soviéticos que poderiam estar interceptando informações da inteligência sueca. Mesmo com o fim da Guerra Fria, o país continuou em busca de sinais de que os russos estariam nas redondezas.

Em 1994, a Suécia começou a receber sinais sonoros que poderiam sinalizar a presença de russos. Eles captavam um chiado que parecia muito com o som feito por submarinos.

Apesar de não conseguirem encontrar nenhum submarino, as relações diplomáticas entre os dois países começaram a ficar tensas. O primeiro ministro sueco Carl Bildt enviou uma carta furiosa ao então presidente russo Boris Yeltsin mandando que ele parasse de rondar a Suécia.

Esse conflito diplomático durou até 2004, quando cientistas descobriram uma coisa que ninguém ia imaginar: o som na verdade era o pum do peixe Herring. Os pesquisadores Magnus Whalberg e Hakan Westerberg descobriram que o som vinha de bolhas de gás eliminadas pelo ânus dos peixes com propósito de comunicação entre eles.

A pesquisa rendeu aos cientistas o Prêmio IgNobel, que é agraciado para a descoberta científica mais estranha do ano. O nome desse prêmio vem da semelhança da palavra “ignobel” com “ignóbil”, algo não-nobre, desprezível. O prêmio foi criado pela revista de humor científico Annals of Improbable Research (Anais da Pesquisa Improvável).

3. Charadas de Vikins

Seria isso uma homenagem a Thor?

Desde o século XIX, arqueólogos encontraram mais de mil pequenos objetos metálicos com formato de T na Europa. Alguns historiadores achavam que esse era algum tipo de tributo a Thor. Mas esta hipótese nunca convenceu todos os estudiosos.

Finalmente em 2014 arqueólogos da Dinamarca encontraram um desses objetos com as marcações: “hmar x is”, que significa “isso é um martelo”. Essa mensagem super direta dos Vikins parece ter encerrado a discussão. Os objetos metálicos eram a ferramenta martelo, sem nenhum fim simbólico ou religioso.

Esses martelos não são a única mensagem literal dos Vikins. Por vários anos, arqueólogos ficaram confusos com runas em uma pedra. Será que aquela era uma mensagem religiosa importante? Um registro de algum evento importante? Que nada. Também em 2014, um pesquisador chamado Jonas Nordby conseguiu a tradução da mensagem criptografada: “Beije-me”. Ela provavelmente foi autoria de algum adolescente entediado.

2. O recorde histórico de temperatura tem sua causa definida

Termômetro Ballani-Six não é muito fácil de ler

A maior temperatura já registrada na história da humanidade foi de 58°C na Líbia em 1922. Por vários anos, pesquisadores tentaram descobrir o que estava por trás deste número tão destoante das outras temperaturas registradas no mesmo local.

No final das contas, em 2010, um grupo internacional de pesquisadores e historiadores conseguiu resolver este mistério. O meteorologista Khalid El Fadli encontrou documentos que mostram que na verdade tudo não passou de um erro de leitura do termômetro.

Em 1922, a estação meteorológica italiana responsável pelos registros usava termômetros Ballani-Six, que dificultava um pouco a leitura. Um novo funcionário realizou a leitura naquele dia, e adicionou sete graus inteiros na temperatura real.

A equipe apresentou essas evidências para a Organização Meteorológica Mundial e o registro de 1922 foi retirado como recorde de temperatura.

1. Criatura mítica marinha era só uma caricatura de um capitão

Simnia marina danica

O pesquisador Georg Wilhelm Steller foi um dos principais exploradores da história. Um dia, ele catalogou em seu diário a observação de um animal marinho novo enquanto fazia parte de uma expedição com o Capitão Vitus Bering.

De acordo com Steller, o monstro, chamado de simnia marina danica, tinha cerca de 1,80 m de comprimento, tinha cabeça de cachorro com orelhas pontudas, bigodes que caiam dos beiços, um corpo gordo e roliço e um cabelo avermelhado.

O problema foi que ninguém mais testemunhou a aparição desta criatura horrenda. Outros pesquisadores discutiram se aquilo teria sido uma invenção de Steller, mas chegaram à conclusão que ele não estragaria sua reputação impecável com uma loucura pontual.

Até que o ecologista de vida marinha Andrew Thaler descobriu  que o simnia marina danica era na verdade uma caricatura do Capitão Vering. Pelo jeito Steller não gostava muito de seu chefe, e resolveu se vingar com esta besta inspirada nele. Steller escreveu em seu diário que gostaria muito de atirar neste animal. O nome “simnia marina danica” significa “primata dinamarquês do mar”, e Steller nunca registrou oficialmente a existência deste animal. Essas duas dicas ajudaram Thaler a descobrir que o monstro era apenas um codinome para um chefe odiado. [Cracked]

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