De colisões ao canibalismo estelar: a surpreendente diversidade de anãs brancas em explosão
Astrofísicos descobriram uma surpreendente diversidade nas maneiras como as estrelas anãs brancas explodem no espaço profundo, após analisarem quase 4.000 desses eventos capturados em detalhes por um avançado levantamento astronômico. Essas descobertas podem nos ajudar a medir distâncias no universo com mais precisão e aprofundar nosso entendimento sobre a “energia escura”.
O Papel Crucial das Explosões de Anãs Brancas
As dramáticas explosões de estrelas anãs brancas, no final de suas vidas, há décadas desempenham um papel fundamental no estudo da energia escura — a misteriosa força responsável pela expansão acelerada do universo. Além disso, elas são responsáveis pela origem de muitos elementos da nossa tabela periódica, como titânio, ferro e níquel, formados nas condições extremamente densas e quentes durante suas explosões.
Um marco significativo foi atingido em nosso entendimento desses transientes explosivos com a liberação de um conjunto de dados significativo, e associado a 21 publicações em uma edição especial da revista Astronomy & Astrophysics.
Este conjunto de dados único, de quase 4.000 supernovas próximas, é muitas vezes maior que amostras semelhantes anteriores e permitiu avanços cruciais na compreensão de como essas anãs brancas explodem. A amostra foi obtida pelo Zwicky Transient Facility (ZTF), um levantamento astronômico liderado pelo Caltech, com envolvimento significativo de pesquisadores do Trinity College Dublin, liderados pela Prof. Kate Maguire na Escola de Física.
Variedade de Explosões Estelares
Cada estrela é uma supernova explodindo, com o tamanho indicando quão brilhante ela aparece e a cor indicando a cor da supernova. Elas vão de azul (mais quente) a amarelo (mais frio) à medida que envelhecem e esfriam.
Graças à habilidade única do ZTF de escanear o céu rapidamente e profundamente, foi possível descobrir novas explosões de estrelas até um milhão de vezes mais fracas que as estrelas mais tênues visíveis a olho nu, afirma a Prof. Maguire.
Um dos principais resultados, liderado pelo grupo do Trinity, é a descoberta de que há várias maneiras exóticas pelas quais as anãs brancas podem explodir, incluindo colisões de duas estrelas em espetáculos estelares luminosos, bem como o canibalismo de estrelas por suas companheiras em sistemas binários.
Implicações para a Medição do Universo
Isso só é possível com esta amostra devido à capacidade de descobrir blips muito tênues combinada com tamanhos de amostra grandes. A surpreendente diversidade pode ter implicações para o uso dessas supernovas na medição de distâncias no universo, já que as restrições sobre as propriedades da energia escura exigem que essas explosões possam ser padronizadas.
A diversidade das maneiras como as estrelas anãs brancas podem explodir é muito maior do que se esperava, resultando em explosões que variam de tão fracas que mal são visíveis a outras que são brilhantes o suficiente para serem vistas por muitos meses a anos depois, explica a Prof. Maguire.
Para mais informações, consulte a publicação na revista Astronomy & Astrophysics. Via Phys.org.
