Dia da Terra 2025: o planeta pede pausa e seguimos apertando o acelerador. Há esperança?

Em 22 de abril de 2025, o mundo celebra mais uma vez o Dia da Terra, data que nos convida a refletir sobre o futuro do planeta e as ações necessárias para garantir sua sustentabilidade. Entre os avanços promissores, destaca-se a crescente adoção de veículos elétricos (VEs) e as legislações que visam eliminar gradualmente os carros movidos a combustíveis fósseis.
Em 2024, o mercado brasileiro de veículos eletrificados atingiu um marco histórico, com 177.358 unidades vendidas — um crescimento de 89% em relação a 2023, quando foram comercializadas 93.927 unidades. Esse número superou as expectativas da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), que previa 150 mil emplacamentos no ano (ClimaInfo).
Os modelos 100% elétricos (BEV) e os híbridos plug-in (PHEV) lideraram as vendas, representando 71% do total, com 125.624 unidades comercializadas, segundo a ABVE. Esse crescimento reflete a maior aceitação dos consumidores e o avanço da infraestrutura de recarga no país.
Enquanto isso, legislações internacionais estão acelerando a transição energética. A União Europeia aprovou a proibição da venda de carros a gasolina e diesel a partir de 2035, exigindo que os veículos novos sejam livres de emissões de CO₂. Embora haja exceções para veículos que utilizem combustíveis sintéticos, a medida representa um passo significativo rumo à descarbonização do transporte, como relatado pela Veja.
Outros países também estão adotando metas semelhantes: o Reino Unido estabeleceu o ano de 2030 como limite, enquanto Noruega, Japão e Canadá planejam eliminar os carros movidos a combustíveis fósseis até 2040. Já no Brasil, embora ainda não haja uma legislação federal definitiva, tramita no Senado um projeto de lei que propõe proibir a venda de veículos movidos a gasolina, diesel e GNV a partir de 2030, e sua circulação a partir de 2040 — de acordo com matéria publicada na Gazeta do Povo.
A substituição de veículos a combustão por modelos elétricos é essencial para a redução das emissões de gases do efeito estufa e para a melhoria da qualidade do ar nas cidades. Os VEs não apenas eliminam as emissões diretas de CO₂ como também são mais eficientes energeticamente, reduzindo o consumo de energia por quilômetro rodado.
Contudo, a adoção em larga escala depende de políticas públicas bem estruturadas, incentivos fiscais e investimentos em infraestrutura — principalmente a expansão da rede de carregamento em áreas urbanas e rodovias. Também é necessário tornar os veículos mais acessíveis economicamente para a população, garantindo uma transição justa.
Diante disso, o Dia da Terra 2025 reforça a urgência de mudanças profundas. A transformação do setor automotivo é apenas uma entre muitas ações necessárias, mas ela representa um ponto de inflexão importante na luta por um planeta mais habitável e equilibrado. Que essa revolução silenciosa sobre rodas continue ganhando velocidade.
