Cometa interestelar que se esconde atrás do sol “está aprontando algo”, afirma astrônimo

Por , em 24.10.2025

No dia 29 de outubro de 2025, o 3I/ATLAS alcançará seu periélio — ou seja, o ponto mais próximo que vai chegar do Sol durante a sua passagem altamente excêntrica pelo Sistema Solar. Poucos dias antes, ele passou por conjunção solar, ou seja, ficou exatamente no lado oposto ao da Terra, escondido por trás do Sol.

O astrônomo da Harvard University, Avi Loeb, levantou a hipótese curiosa (e com leve tom humorístico) de que, caso o 3I/ATLAS seja uma espaçonave — sim, você leu certo — ela poderia estar aproveitando a gravidade do Sol para acelerar ou frear, e “se quiser tirar férias, tire antes de 29 de outubro”.

Essa ideia incomum ganha respaldo na noção de que em propulsão espacial o motor gera mais energia quando disparado num momento de maior velocidade orbital — o famoso Efeito Oberth.

Trajetória e composição — o que sabemos até agora

  • O 3I/ATLAS já foi confirmado como o terceiro objeto interestelar registrado passando por nosso Sistema Solar, depois de 1I/ʻOumuamua e 2I/Borisov.
  • Observações com o Hubble Space Telescope indicam que o núcleo sólido do 3I/ATLAS tem até cerca de 5,6 km de diâmetro (aproximadamente).
  • Estudos no infravermelho mostram uma coma dominada por dióxido de carbono (CO₂) em proporção bem acima da média para cometas do Sistema Solar — o que sugere origem em um ambiente bastante diferente.
  • Polarimetria revela um comportamento de luz refletida que combina com objetos trans-netunianos, ou seja, temos aqui um misto de gelo + poeira escura, pouco comum em cometas típicos.

A hipótese da nave-mãe alienígena

Loeb sugeriu que se o 3I/ATLAS for realmente uma nave-mãe (em vez de um cometa natural), ele poderia liberar sonda(s) em seu periélio usando a manobra de Oberth para direcionar essas sondas aos planetas do nosso Sistema Solar.

Ele também se pergunta se o fato de o objeto estar “em conjunção solar” no momento de mudança de velocidade é mera coincidência ou se há design orbital e astrodinâmico por trás.

Quanto à reação da comunidade científica, houve bastante ceticismo: a NASA e outros pesquisadores afirmam que o 3I/ATLAS se parece bastante com cometas conhecidos, mesmo tendo algumas diferenças intrigantes.

O que vem pela frente

A campanha global de monitoramento do 3I/ATLAS foi intensificada pelo International Asteroid Warning Network (IAWN) no período de novembro de 2025 a janeiro de 2026.

Se algo de anormal ocorrer — como emissão de jatos inesperados, mudança súbita de trajetória ou liberação de fragmentos — estaremos atentos. Mesmo que a hipótese “nave alienígena” seja de probabilidade muito baixa, o valor científico do 3I/ATLAS como amostra de outro sistema estelar é altíssimo.

Agora, se quiser, posso buscar os dados mais atualizados dos últimos dias sobre ele para inserir ao artigo.

No fim das contas, gosto de pensar que o 3I/ATLAS nos lembra o quão pequena e curiosa é a nossa presença no Universo — e que às vezes o que parece ficção pode impulsionar a ciência para descobertas reais.

Via Futurism

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