Cometa interestelar que se esconde atrás do sol “está aprontando algo”, afirma astrônimo

No dia 29 de outubro de 2025, o 3I/ATLAS alcançará seu periélio — ou seja, o ponto mais próximo que vai chegar do Sol durante a sua passagem altamente excêntrica pelo Sistema Solar. Poucos dias antes, ele passou por conjunção solar, ou seja, ficou exatamente no lado oposto ao da Terra, escondido por trás do Sol.
O astrônomo da Harvard University, Avi Loeb, levantou a hipótese curiosa (e com leve tom humorístico) de que, caso o 3I/ATLAS seja uma espaçonave — sim, você leu certo — ela poderia estar aproveitando a gravidade do Sol para acelerar ou frear, e “se quiser tirar férias, tire antes de 29 de outubro”.
Essa ideia incomum ganha respaldo na noção de que em propulsão espacial o motor gera mais energia quando disparado num momento de maior velocidade orbital — o famoso Efeito Oberth.
Trajetória e composição — o que sabemos até agora
- O 3I/ATLAS já foi confirmado como o terceiro objeto interestelar registrado passando por nosso Sistema Solar, depois de 1I/ʻOumuamua e 2I/Borisov.
- Observações com o Hubble Space Telescope indicam que o núcleo sólido do 3I/ATLAS tem até cerca de 5,6 km de diâmetro (aproximadamente).
- Estudos no infravermelho mostram uma coma dominada por dióxido de carbono (CO₂) em proporção bem acima da média para cometas do Sistema Solar — o que sugere origem em um ambiente bastante diferente.
- Polarimetria revela um comportamento de luz refletida que combina com objetos trans-netunianos, ou seja, temos aqui um misto de gelo + poeira escura, pouco comum em cometas típicos.
A hipótese da nave-mãe alienígena
Loeb sugeriu que se o 3I/ATLAS for realmente uma nave-mãe (em vez de um cometa natural), ele poderia liberar sonda(s) em seu periélio usando a manobra de Oberth para direcionar essas sondas aos planetas do nosso Sistema Solar.
Ele também se pergunta se o fato de o objeto estar “em conjunção solar” no momento de mudança de velocidade é mera coincidência ou se há design orbital e astrodinâmico por trás.
Quanto à reação da comunidade científica, houve bastante ceticismo: a NASA e outros pesquisadores afirmam que o 3I/ATLAS se parece bastante com cometas conhecidos, mesmo tendo algumas diferenças intrigantes.
O que vem pela frente
A campanha global de monitoramento do 3I/ATLAS foi intensificada pelo International Asteroid Warning Network (IAWN) no período de novembro de 2025 a janeiro de 2026.
Se algo de anormal ocorrer — como emissão de jatos inesperados, mudança súbita de trajetória ou liberação de fragmentos — estaremos atentos. Mesmo que a hipótese “nave alienígena” seja de probabilidade muito baixa, o valor científico do 3I/ATLAS como amostra de outro sistema estelar é altíssimo.
Agora, se quiser, posso buscar os dados mais atualizados dos últimos dias sobre ele para inserir ao artigo.
No fim das contas, gosto de pensar que o 3I/ATLAS nos lembra o quão pequena e curiosa é a nossa presença no Universo — e que às vezes o que parece ficção pode impulsionar a ciência para descobertas reais.
Via Futurism
