Balão espacial vai garantir que satélites velhos não fiquem em órbita

Por , em 15.08.2010

As pesquisas espaciais, atualmente, não se dedicam apenas a procurar novas formas de explorar o que há além da órbita terrestre, mas a limpar esse espaço. Agora, cientistas dos EUA e do Canadá pensam não em limpeza, mas em como evitar facilmente que mais lixo se acumule, já que as pesquisas espaciais não param. A solução: acoplar o satélite a um gigantesco balão de Hélio.

O lixo espacial é variado, vai desde satélites que pararam de funcionar até fragmentos de foguetes que se desprenderam do original. Esse lixo todo continua em órbita, e equipamentos avançados como o raio-trator estão em desenvolvimento para mover esses rejeitos.

Satélites desativados representam um perigo para naves em órbita, devido às chances de colisão. Em 2009, a órbita terrestre foi palco de um espetacular acidente entre um satélite ativo e outro já inútil, quebrando os dois em milhares de pedaços, o que criou mais algumas toneladas de lixo espacial. Para evitar que os satélites sem uso fiquem vagando pela órbita, deve-se lança-lo com combustível extra, para que possa se auto-impulsionar de volta à atmosfera ao final do período útil, incinerando-se na reentrada. Mas esse procedimento aumenta os custos, já altos, para o lançamento.

Como se trata de reduzir custos, os balões de hélio são uma alternativa barata para resolver o problema. Funciona da seguinte forma: qualquer novo satélite, a partir de agora, poderá ser lançado com um balão “anexado”. Uma vez que o satélite chega ao fim da sua vida útil, o balão é automaticamente inflado com hélio ou outro gás, forçando o satélite naturalmente de volta para a atmosfera.

Um balão de 37 metros de diâmetro, como foi concebido, levaria apenas um ano para arrastar um satélite de 1.200 kg em direção à atmosfera, a partir de uma órbita inicial de 830 quilômetros da entrada. Sem essa técnica, a descida de um equipamento desativado leva séculos. Além disso, o enorme balão pesa apenas 36 kg.

Contudo, há pouco gás disponível no espaço a mais de 36.000 km da Terra, limite para o qual o Balão não poderá inflar. Felizmente, os satélites não costumam subir tão alto assim. A desvantagem do método é que o balão do satélite seria um alvo ainda maior para colisões, devido ao grande tamanho. Mas os cientistas afirmam que não há risco de nenhum grande prejuízo se isso acontecer, o balão apenas estoura e o satélite segue funcionando normalmente.

Segundo os pesquisadores, o risco de colisão é pequeno comparado ao risco de se deixar mais um satélite sem uso em órbita; assim, uma coisa compensa a outra. A questão é que o ambiente espacial funciona exatamente como o planeta Terra: não basta dar um jeito de remover o lixo que já existe, é preciso minimizar a produção de mais lixo. [New Scientist]

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