Como 5 gigantes da tecnologia estão retribuindo para a sociedade

Por , em 16.11.2011

Para muitos de nós, tecnologia torna a vida mais fácil. Nós usamos muito tempo se comunicando com um diferente número de pessoas através de plataformas digitais, sem nem encostar em um telefone. Podemos comprar e fazer cursos online. Temos várias engenhocas e bugigangas.

Mas enquanto o consumo eletrônico é lugar-comum para muitos, devemos lembrar que, só nos EUA, 68% da população não tem acesso nenhum à internet. Além disso, 100 milhões de pessoas na América foram deixadas de lado no desenvolvimento da banda larga.

Para tornar o digital mais acessível e capacitar as pessoas na competitividade da economia global, algumas companhias de tecnologia e mídia estão trabalhando para aumentar o cenário online mundial. Aqui vemos cinco delas:

1 – Microsoft molda o futuro

Através da iniciativa “Microsoft Molda o Futuro”, a gigante da tecnologia está liberando ferramentas digitais para um milhão de crianças carentes no mundo. O programa oferece PCs, cursos de software, serviço de banda larga com desconto e treinamento de trabalho para aqueles que precisam.

Até agora, a iniciativa já atingiu 10 milhões de estudantes e famílias nos últimos cinco anos, em países como Azerbaijão, Malásia, Portugal, Inglaterra e Argentina, entre outros.

O vice-presidente da Microsoft, Anthony Salcito, é o líder da iniciativa. Ele diz que o programa tem sido fundamental para a moral da empresa. “O programa é baseado na crença de que a tecnologia tem um papel fundamental no desenvolvimento individual e da sociedade”, afirma Salcito.

2 – Intel – 10 Milhões de Professores

A Intel está em uma missão de trazer computadores para jovens em regiões em desenvolvimento. Parte de um programa da empresa, a companhia entregou mais de 5 milhões de PCs e treinou 10 milhões de professores em mais de 70 países. Essa inciativa não só dá a oportunidade aos empregados de viajar o mundo para entregar as máquinas, como a chance de receber a gratidão de ensinar.

Linda Qian, que trabalha na Intel, comenta que “apesar de sermos enviados como professores, acabamos aprendendo mais do que os alunos”.

A diretora de estratégia e comunicação da Intel, Suzanne Fallender, afirma que o programa de voluntários é estruturado para dar retorno às comunidades e construir unidade. “Nossa aproximação é baseada na crença de que podemos contribuir com filantropia e criar valores para a Intel e para a sociedade”, explica. “Podemos criar valor social e econômico enquanto criamos valor e oportunidade para a Intel”.

3 – Comcast e FCC fornecem internet

Para a Comcast e a FCC, comida e educação online deveriam andar juntas. Através do programa Internet Básica, estudantes que têm direito a refeições gratuitas pelo Programa Nacional de Merenda Escolar podem também receber internet de baixo custo, computadores com desconto e treinamento digital.

Famílias interessadas precisam se inscrever até o final de 2013. Elas podem ficar no programa se pelo menos uma das crianças da casa for parte do programa de merendas. Escolas americanas já estão promovendo a iniciativa.

4 – Time Warner Cable conecta milhões de mentes

Em 2009, a Time Warner Cable começou a divulgar a importância da educação de CTEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) através da cruzada Conectar Milhões de Mentes (CAMM). Já que os jovens têm perdido o interesse nos campos mencionados, a Time Warner Cable já dedicou cinco anos e quase 180 milhões de reais para criar campanhas CTEM e currículo para estudantes do ensino médio.

Até agora, os esforços da companhia já atraíram milhares de pessoas que entendem que os nerds vão herdar a Terra. “Menos de dois anos da criação do programa e parentes, professores e outros cidadãos preocupados empenharam-se em conectar mais de 400 mil mentes jovens para a CTEM”, comenta o diretor sênior de estratégias filantrópicas e assuntos da comunidade, da Time Warner Cable, Tessie Topol.

5 – Hewlett Packard – Inovação Social Global

Através do Escritório de Inovação Social Global, Hewlett Packard também está focando em educação CTEM. A Iniciativa Catalisadora da HP traz instituições educacionais e especialistas de todo o mundo para facilitar o sistema educacional transformador de CTEM.[Mashable]

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (1 votos, média: 1,00 de 5)

20 comentários

  • Alexandre:

    É entendo. Essas empresas realmente visam o lucro, pois se preocupam mais em oferecer conhecimentos de computação ao invés de ajudar a melhorar a situação deles comprando remédios, alimentos, água e etc.

    “Para a Comcast e a FCC, comida e educação online deveriam andar juntas.” O que eles tem na cabeça? Eles estão loucos?

    Vejam mais coisas de como eles incitam o consumismo:

    Quando quebra o computador, você observa dentro e é só uma pecinha de nada que deu problema, mas é preciso uma versão igual a essa para que volte a funcionar, só que não tem, então você é obrigado a jogar no lixão e comprar outro. Enquanto está no lixão, este objeto polui o ar, e essas mesmas crianças que eles tentam ajudar, são afetadas pelo lixo que eles mesmos criaram, pois isso poderia ter sido mudado se eles pensassem em sustentabilidade e fizessem versões para que essa peça mínima pudesse ser trocada.

    Gente, vamos valorizar nossas famílias em primeiro lugar, nossos pais, conjugês e filhos, pra que comprar algo que não vai precisar? só para acumular lixo? Tudo bem que computador é útil, mas e as coisas que compramos e não utilizamos?
    #ficaadica

  • Diogo Vieira:

    Novos consumidores surgem…

  • kaka:

    Bill gates eh uma pessoa, apple eh uma empresa, ele pode ate fazer doações particulares pra ter uma boa imagem diante da midia, mas a empresa em si(Microsoft)n pratica filantropia.

    • PredadorXD:

      O cara doou metade da fortuna dele e vc diz que ele faz isso só para ter uma boa imagem…

    • Luís Talora:

      Não, ele faz isso para ter uma boa imagem, porque não tem mais onde enfiar tanto dinheiro e porque é uma maneira de se sentir em paz consigo mesmo – algo como “comprar paz de espírito”, por assim dizer…

  • Jonatas:

    Máskaras, propagandas, e desenvolvimento de consumidores potenciais para tornar suas empresas ainda mais ricas e influentes, entre isso e os patrocínios para nomes de empresas em camisas de jogadores de futebol, a diferença está só nas aparências e nos métodos. Além disso, formar programadores de computadores em países pobres é uma super lucrativa forma de desenvolver mão de obra barata e qualificada. Mas que tiver oportunidade deve aproveitar, só não deve se iludir, essas mega empresas já perderam qualquer senso de humanidade, o seu propósito é o lucro.

    Eu trabalho com a bandeira do Software livre. Sou meio suspeto demais ao falar dessas empresas.

    • Jonatas:

      suspeito

    • Alexandre:

      boa observação

  • waldir:

    pergunto se é posivel ezestir algem que conheça para me ajudar com um parelho que poso ver atraves terra para achar obijeto enterrado

  • Kbo_MaM:

    Bill Gates “Inventou” o Windows, Steve Jobs “Mandou” seus funcionários inventarem o MAC, Dennis Richie foi o responsável pela criação do UNIX e da linguagem C, sem ele não existiria Windows ou mesmo o MAC.

    • Helio:

      Eu até entendo o que vc diz, mas qual relação essa sua afirmacao tem com a materia acima?

    • Luís Talora:

      Assista ao filme “Os Piratas do Vale do Silício”, de 1999. O filme dramatiza um pouco, mas conta mais ou menos o que houve: a Xerox inventou a interface gráfica (mas a diretoria da empresa não viu futuro na idéia), a Apple copiou e a Microsoft plagiou a interface da Apple para fazer as primeiras versões do Windows. Foi mais ou menos isso.

  • waldir:

    muintos sientista cosege ver as estrelas mas nao podem me aJudar ver pelomenos 5 metro para baicho da terra . que me mostrace o que esta entera

  • Glauco:

    Eu trabalho em uma dessas empresas, não vou dizer qual. Não entendo como elas podem dizer que estão retribuindo à sociedade fornecendo conhecimento e materiais pagos por alguém – não é de graça -, e que depois se tornarão consumidores de seus produtos. Acho que elas poderiam fazer muito mais do que isso.

  • Nivek:

    A Apple é muito boa em pegar algo já inventado e “reinventar”(melhorar)! Mas o Bill Gates e sua Microsoft que copião os produtos dos outros(mas também melhoram) tem o objetivo de obter um lucro, um lucro alto. E a Microsoft como o Bill Gates divide sim seu lucro, um exemplo é os projetos filantrópicos do Gates e sua mulher que visam ajudar as pessoas, disso a Apple não tem nada!

    • Marte:

      Ledo engano.

      Na verdade a Apple é mãe de vários brinquedinhos do nosso dia-a-dia. Em matéria de tecnologia então, dá banho. Neguinho fica generalizando essa história de copia/melhorado, mas não é bem assim: exemplos históricos não faltam.

  • Vinício Santana:

    E onde entra a Apple aí? Pelo que eu sei a Microsoft é apenas cópia do OS da Apple.

    • Mangalho Alves:

      “Bill Gates roubou sem pudor ideias dos outros” e quis ver Bill Gates antes de morrer

      POR AUGUSTO CORREIA

      O rival Bill Gates foi uma das últimas pessoas que Steve Jobs quis ver. O mentor do iPhone recusou ser operado para curar cancro, optando por medicinas alternativas, e gostava pouco de tomar banho. Revelações feitas pelo autor da biografia do fundador da Apple, que exigiu convite formal para falar com Obama, a quem disse que não seria reeleito.

      Steve Jobs morreu a cinco de Outubro, vítima de cancro. Budista, adepto das dietas macrobiológicas, foi diagnosticado com cancro do pâncreas em 2003 e preferiu tratar-se com sumos de frutas, acupunctura e remédios de medicina tradicional que encontrava na Internet.

      “Não queria que abrissem o meu corpo, que me violassem dessa forma”, disse Jobs, segundo o biógrafo, num excerto revelado da entrevista do autor da biografia do fundador da Apple, Walter Isaacson, ao programa “60 minutes”, da CBS.

      Pressionado pelas súplicas da mulher, irmã e filhos, o fundador da Apple aguentou nove meses até recorrer à medicina tradicional, mas já era tarde e terá desperdiçado tempo precioso. “Pensava que se ignorasse algo, se não quisesse que existisse, podia fazer magia com a mente. Antes já tinha funcionado. E arrependeu-se”, contou Walter Isaacson, no vídeo difundido pela CBS, que antecipa a biografia de Jobs.

      Mistura de frutos e LSD para “se concentrar”

      Presidente do Instituto Aspen e biógrafo de Franklin ou Kissinger, Isaacson fez cerca de 40 entrevistas a Jobs, amigos e familiares. O resultado chama-se “Steve Jobs” e tem 650 páginas. O fundador da Apple encontrou o nome para a empresa a meio de uma das suas dietas, depois de visitar um pomar de maçãs.

      Jobs estudou budismo durante vários anos e acreditava que a mistura de espiritualismo e dietas macrobióticas, que iniciou ainda adolescente, o protegeriam até do cancro. Segundo Isaacson, o fundador da Apple colaborou totalmente com o biógrafo, queria contar tudo, para que os filhos percebessem o trabalho que tanto tempo roubou à família.

      Segundo a biografia, que será publicada na próxima segunda-feira, em adolescente Jobs aprendeu a olhar nos olhos dos outros sem pestanejar. Na altura, deu início à mistura das dietas à base de frutos e legumes com LSD, acreditando que a “receita” o mantinha concentrado na imaginação e indiferente ao dinheiro.

      O “vil metal” terá sido uma das razões que levou ao divórcio com os co-fundadores da Apple. Antes de ser despedido, em 1985, acusou os executivos da empresa de carecerem de valores, de só se interessarem pelo dinheiro e considerou-os “corruptos”, conta Isaacson.

      “Bill Gates roubou sem pudor ideias dos outros”

      Extractos da biografia, publicados esta sexta-feira, no “New York Times” e no “Huffington Post”, revelam, ainda, algumas manias do fundador da Apple. No início da carreira, ficava tantas vezes centrado no trabalho que se esquecia de tomar banho. A empresa seguia-o de perto, para que não se desconcentrasse e tomasse banho com mais frequência.

      A indumentária que usava habitualmente, pólo preto de gola alta, calças de ganga e sapatilhas cinzentas, era um uniforme que o próprio se auto-instituiu, depois de uma viagem ao Japão, nos anos 80. Impressionado com a ideia nipónica de que todos os empregados eram iguais, quis impor o uniforme na Apple. Os colegas de Executivo impediram-no, mas não o demoveram a criar um uniforme peculiar para si próprio.

      O livro conta, também, que Bill Gates foi uma das últimas pessoas que Steve Jobs pediu para ver em vida. Depois do encontro, comentou com o biógrafo como encontrara o fundador da Microsoft feliz desde que se dedicara à filantropia.

      “Bill tem muito pouca imaginação e nunca inventou nada. Por isso creio que se sente mais cómodo com a filantropia do que com a tecnologia. Roubou sem pudor as ideias dos outros”, dizia Jobs. Apesar de tudo, contra Isaacson, o fundador da Apple apreciava o fundador da Microsoft e admirava “o incrível instinto do que funciona”, que reconhecia em Bill Gates.

      Enfrentamentos com Obama

      A biografia conta também, alguns ataques de soberba. No Outono de 2010, Jobs exigiu que Obama convocasse um encontro formal se o queria conhecer. O presidente dos EUA tinha manifestado o desejo e o fundador da Apple exigiu um convite formal.

      Apesar de ser Democrata e de se ter oferecido para desenhar o grafismo da campanha presidencial de 2012, Steve Jobs desancou Obama quando se encontraram, no aeroporto de San Francisco, nos EUA. “Vais ser presidente de um só mandato”, terá dito, acusando o actual líder norte-americano de ser demasiado de esquerda.

      Num outro frente-a-frente com Obama, Jobs consegui que fosse servida a tarte que queria. Aconteceu num jantar organizado pela Casa Branca com vários executivos norte-americanos de topo. O fundador da Apple insurgiu-se contra o menu, que considerou “demasiado chique” e quis escolher a sobremesa. E conseguiu, em detrimento dos desejos presidenciais.

    • Theo:

      que por sua vez e apenas uma copia do OS da IBM que ja nao existe mais pois foi sufocado…

    • Carlos Wagner:

      O S.O. dos primeiros Macs foi ‘inspirado’ numa interface gráfica inventada pela Xerox em um de seus laboratórios, que por sua vez foi copiada pela MS para os primeiros windows.

      Os windows 3.* foram inspirados no OS/2 da IBM, que perdeu mercado por ser muito caro e muito difícil conseguir as ferramentas de desenvolvimento, enquanto os da MS eram dados de graça.

      O Mac OS X é um retrabalho do NeXT, empresa fundada pelo Stevie Jobs quando este foi demitido da empresa que ele fundou junto com seu amigo e sócio Stevie Wozniak.

      Agora a interface gráfica da Apple roda sobre um núcleo (kernel) de um UNIX, sistema operacional portado para máquinas de pequeno porte nos anos 1970 pelo Dennis Ritchie, criador da linguagem C, que é usada para criar a maioria dos programas que de estrutura de computadores e outros dispositivos que usamos.

      Acho que as empresas de tecnologia ainda devem muito para a sociedade, não somente pelo que já receberam em forma de lucro, mas pela responsabilidade social para com a comunidade em que estão inseridas.

      Saúde e Paz

Deixe seu comentário!