Como o Xbox Kinect pode controlar dor de membro fantasma de amputados

Por , em 28.02.2012

Quase todo mundo já ouviu falar da síndrome do membro fantasma. Ela ocorre quando um membro, como um braço, é amputado, mas a mente do paciente ainda pensa que o membro está ligado ao corpo. Essas pessoas podem sentir muita dor e sensações anormais. Um pesquisador, chamado Ben, vem trabalhando em uma maneira de aliviar um pouco dessa dor e frustração associada ao membro fantasma a partir de um Kinect, óculos VR e um giroscópio.

Hoje, a maioria das terapias para a síndrome do membro fantasma é feita com uma caixa de espelhos Ramachandran. A teoria por trás da caixa de espelhos é muito simples: se alguém perdeu uma mão recentemente, basta inserir uma mão em um dos lados da caixa, e o braço com a mão amputada do outro lado. Olhando para o caixa na face que reflete a mão boa, o cérebro do paciente se engana, pensando que a mão amputada ainda está lá.

A teoria tem sido bem sucedida, mas Ben pensou que poderia fazer algo um pouco mais envolvente. Ele projetou um óculos para Kinect que coloca o paciente em um ambiente virtual. Com a ajuda de alguns giroscópios, a pessoa recebe uma representação virtual dela, com seu corpo completo, projetado em seus óculos.

A técnica não é muito diferente do tratamento de outras fobias com óculos VR, embora exista muito mais eletrônica e matemática envolvida no projeto de Ben. A primeira cobaia disse que sua dor estava diminuindo na mão amputada.

Confira abaixo o vídeo do tratamento criado por Ben. [HackADay]

Phantom Limb Pain therapy with Kinect from Benjamin Blundell on Vimeo.

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2 comentários

  • Zeca:

    É válida e louvável a iniciativa de desenvolver formas de tornar a dor mais suportável por meio da tecnologia, na grande maioria dos casos em que ela se faz necessária. Pessoalmente, acredito que há também uma outra direção, em que a MENTE da pessoa seja trabalhada, visto que é a fonte do problema, no caso. Já vi casos parecidos em que o paciente passa a fazer yoga, por exemplo, e melhora sensivelmente sua condição.

  • Milena Karla:

    Mas isso não faria a pessoa acreditar mais ainda que tem mesmo um membro ali quando na verdade não tem?

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