Como os astronautas impedem a contaminação de material em Marte

Por , em 29.06.2011

Uma das missões espaciais mais antigas é a procura pela vida em Marte. Porém, fica difícil dizer o que veio realmente do planeta se os trajes espaciais também podem levar micróbios da Terra ou ingredientes da vida aqui que poderiam contaminar qualquer potencial descoberta.

Esse perigo levou cientistas a simularem os riscos de contaminação com minúsculos traçadores fluorescentes em micróbios durante missões simuladas no deserto de Utah, EUA. Um laser brilhante permite que os pesquisadores detectem níveis de contaminação com base na resposta fluorescente.

Esses testes são fundamentais para garantir que a contaminação não coloque em risco toda a ciência de procurar vida em Marte. Além disso, o traje espacial agora pode se livrar da poeira de Marte que também pode trazer contaminação.

Entre 2007 e 2012, vários testes serão realizados. Os cientistas estão usando técnicas de emissão fluorescente induzida por laser para procurar micróbios presos no gelo da Antártida. Também simulam como naves poderiam procurar moléculas orgânicas em Marte.

Segundo os pesquisadores, uma vez que o sistema é calibrado, leva apenas alguns segundos para processar dados brutos se o alvo for uma amostra de campo desconhecida.

Se o laser revela um brilho fluorescente, câmeras digitais capturam as imagens e um laptop compara as assinaturas fluorescentes com aquelas pertencentes a moléculas orgânicas ou inorgânicas conhecidas.

O método pode não só detectar a contaminação em Marte por material da Terra, mas também perceber contaminação de astronautas ou seus trajes espaciais por material de Marte. As simulações mostraram que um traje espacial limpo poderia reunir cerca de 60 a 405 bactérias por centímetro quadrado em poucos minutos.

Detectar a contaminação é mais fácil do que se proteger contra ela. Contaminantes podem andar junto com a poeira marciana que se agarram aos trajes devido às forças eletrostáticas. Os equipamentos de vibração não conseguem livrar-se das partículas de poeira minúsculas.

Em vez disso, os futuros astronautas em Marte usarão uma bolsa de ar ligada ao traje espacial em um conector de alta tensão. A carga elétrica pode “levitar” a poeira para que um jato de ar a dissolva como fumaça de cigarro.

A nave ExoMars vai procurar ingredientes da vida em Marte. Programada para lançamento em 2018, pode levar uma câmera panorâmica com vários filtros para detectar assinaturas fluorescentes, desde os mais comuns hidrocarbonetos aromáticos policíclicos encontrados em meteoritos de Marte até coisas mais complexas. Portanto, é mais do que importante saber que o material encontrado não veio da Terra.[MSN]

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (1 votos, média: 5,00 de 5)

3 comentários

  • Ronaldo:

    também concordo que missões robóticas seriam mais viáveis e mais seguras, so que o homem sempre terá essa sede dele próprio explorar e conquistar novos mundos

  • Roberto:

    É bom que haja mesmo todo esse cuidado, no entanto não dá para acreditar que asolutamente nada dê errado. Ainda continuo a dizer que é inviável ficarmos explorando pessoalmente outros planetas. Melhor mesmo seriam missões robóticas e que mais atenção e cuidados sejam direcionados ao planeta Terra, onde vivemos, senão, corremos o risco de quando este planeta estiver esgotado, os demais já não poderão mais nos abrigar.

  • Giselle Hannah:

    Assim podem ser evitadas confusões e nenhuma bactéria terrestre levada por astronautas ao espaço pode correr o risco de ser categorizada como marciana. Excelente o trabalho realizado por esses cientistas.

Deixe seu comentário!