Como os planetas se formam

Por , em 4.10.2012


Em inglês. Ative a tradução das legendas

Um estudo da Universidade do Texas (EUA) está usando simulações avançadas para aprender mais sobre os discos protoestelares, discos de poeira e nuvens de gases que giram em torno de estrelas jovens e mais tarde formam os planetas.

Quando uma nuvem molecular colapsa em uma estrela jovem, as sobras de gás e poeira formam um disco em volta dela. Dentro desses discos, partículas colidem e se fundem ao longo de milhões de anos, compondo objetos cada vez maiores até um planeta tomar forma.

Segundo a principal autora do estudo, a astrônoma Sally Robinson Dodson, o objetivo das simulações é saber quais condições são boas para a formação de planetas, e quais não são.

Para tanto, fatores como a turbulência e a temperatura do disco são consideradas nas simulações. Saber como esses fatores afetam a formação dos planetas nos ajuda a entender quais são os melhores cenários para uma “Terra” ser criada.

Por exemplo, em um disco muito turbulento, as partículas se movem muito rápido e se afastam. Menos turbulência significa uma maior chance de coliderem e fundirem, formando um planeta.

Já a temperatura determina a quantidade de gelo em um planeta. Planetas gigantes precisam de mais gelo, enquanto planetas terrestres como a Terra não. Levando isso em conta, os cientistas poderiam dizer quais discos se tornarão gigantes e quais se tornarão planetas menores.

No momento, a equipe está trabalhando com renderizações 3D no Centro de Computação Avançada da universidade. “Estamos nos movendo em direção a um melhor entendimento do como este disco protoestelar parecia se estivéssemos passando sobre ele”, disse Dodson.

Entender as condições favoráveis para a formação de planetas ajudará os cientistas a descobrir mais deles, proporcionando uma maior compreensão da evolução da Terra e do nosso sistema solar.[LiveScience]

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6 comentários

  • Danilo Moço:

    Danilo Moço / 20.09.2012

    Tudo que existe na Terra-oceanos,rios,montanhas e campos férteis,florestas e flores,criaturas que flutuam,voam,rastejam ou sobemm em árvores,tudo-,incluindo nós mesmos,é na realidade contituído dos mesmos,emborareciclados,suprimentos iniciais,excetuada a pequena contribuição dos meteoros.Nosso mundo criou a si mesmo com novos arrajos,a partir dos mesmos átomos que surgiram no interior das estrelas,que em seguida formaram o metal fundido,a crosta rochosa e os gases do planeta recém-nascido,um planeta que se cobriu de mares e que está nesse momento pronto para dar prosseguimento á dança da vida.Um grande sistema de reciclagem para compreender como a poeiras estelar continua se tranformar em um planeta vivo,em t.o.d.a essa espantosa complexidade de nosso belo mundo.
    (Elisabet Sahtouris,em A Dança da Vida)

  • Glauco Ramalho:

    Censor, libera o comentário!

  • Andre Luis:

    Incrível este centro computacional avançado do Texas! Quando o computador foi inventado, ele era enorme, para fazer míseros processamento de dados. Com a tecnologia atual e ainda com todo este aparato físico mostrado no vídeo, deve ser díficil travar um programa nele rsrsrsrs

  • Jonatas:

    Os processos cósmicos são indescritivelmente vastos em tempo, espaço e variáveis, portanto só o que podemos é estimar como acontecem, segundo nosso conhecimento, observações, teorias e simulações, incapazes de compôr todas as dinâmicas envolvidas.
    No advento das descobertas dos exoplanetas está cada vez mais divertido a variedade nessa pluralidade de mundos, e não de Júpiteres convencionais, Júpiteres quentes e Júpiteres gelados; falo das superterras. Num primeiro momento, consistiu-se apenas em Planetas Rochosos pouco mais massivos que o nosso girando por aí. Mas estamos entrando na era de explorar detalhes de Zoo cósmico, e tudo que antes era uma simples categoria nova se dividirá em várias difíceis de padronizar, e já está: super terras oceânicas com densa massa de água, super terras com mais carbono que oxigênio – os chamados planetas carbono, com oceanos de hidrocarbonetos e planícies de diamantes e carvão – , super terras geladas – essencialmente “plutões gigantescos” -, etc.
    As teorias dos discos protoplanetários é muito boa visto que não só fazem sentido, mas o processo de acreção é natural do espaço – já vimos com grãos na estação espacial – e já os observamos ao redor das estrelas. Agora o complexo mesmo é que planetas formarão, é muito difícil estimar. A variedade das naturezas planetárias tende a ser muito mais intensa que aquela que já vemos nas naturezas estelares.
    Ou seja, o futuro reserva um verdadeiro safari interplanetário, e os lugares mais exóticos e inimagináveis estão por vir.

  • Glauco Ramalho:

    Não não não, vem de cometas. Nada como uma boa animação prá enganar os leigos. Igual aos espetáculos dos foguetes.

  • The Solar System:

    Legal!

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