Conheça um jeito fácil de impedir que as pessoas mintam

Qual a forma mais comum que companhias, governos, autoridades tem para garantir que as pessoas estão falando a verdade? No final de qualquer acordo ou contrato, eles pedem para a pessoa assinar uma declaração atestando a sua honestidade.

Pelo que nós já sabemos sobre o mundo, isso não parece funcionar 100% eficientemente.

Foi o que concluiu uma equipe de pesquisadores em uma série de quatro experimentos. Eles mostraram que a assinatura de uma declaração no final de uma declaração de imposto ou revisão de seguro não faz nada para promover a honestidade.

As pessoas que assinaram uma declaração desse tipo não eram mais ou menos propensas a mentir do que as que não assinaram.

Mas os cientistas descobriram uma maneira muito eficaz de promover o comportamento honesto: basta pedir as pessoas para assinar a declaração de ética no início do formulário – antes dele ser preenchido – e não no final.

Segundo os pesquisadores, simplesmente mudar a assinatura para o começo de um formulário trará os padrões morais em foco, quando a ética é mais necessária. Quando as pessoas assinam algo no final de um formulário, o “dano” já foi feito; os indivíduos já preencheram o formulário, já se envolveram em vários truques mentais e justificativas que lhes permitiram manter uma autoimagem positiva, apesar de ter “enganado” o sistema.

No primeiro experimento, os pesquisadores colaboraram com uma companhia de seguros. Eles revisaram 13.488 políticas que cobrem 20.741 carros. Em metade das declarações de revisão, as pessoas foram convidadas a assinar uma declaração dizendo:
“Prometo que a informação que eu estou oferecendo é verdadeira”, antes de estimar o quanto eles tinham conduzido no ano anterior. A outra metade assinou a declaração depois de fazer a estimativa.

Pessoas que assinaram primeiro disseram que tinham dirigido mais quilômetros. Em média, as pessoas que assinaram a declaração de honestidade antes de estimar sua quilometragem relataram dirigir 3.910 quilômetros a mais do que aqueles que assinaram no final.

Os participantes também foram convidados a falar seus rendimentos e despesas para o que parecia ser uma declaração normal de impostos. Assinar o formulário de imposto antes de preenchê-lo reduziu drasticamente as mentiras.

37% das pessoas que assinaram o formulário de imposto antes de iniciar os seus cálculos foram decobertas trapaceando. Dos que assinaram o formulário por último, depois de preenchê-lo, 79% trapacearam.[BussinessInsider]

Vote: 1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars
Curta no Facebook:

48 respostas para “Conheça um jeito fácil de impedir que as pessoas mintam”

  1. …o interessante é que tanto no grupo que assinou no início como no que assinou “a posteriori” contém indivíduos mentindo. Não importa se o percentual é maior ou menor. Mentiram em ambos. A mentira é inerente ao homem, talvez uma forma de defesa. Lamentável!

  2. Tem uma estória de um delegado de polícia, absolutamente incorruptível, que foi mandado para uma cidade onde a corrupção imperava…
    após trés meses lá, mandou uma carta aos seus superiores, pedindo para ser transferido imediatamente de lá.
    Indagado do porque, respondeu… ESTÃO CHEGANDO NO MEU PREÇO.
    Infelizmente é da natureza do ser humano, ser corrupto.
    Diz o ditado: OU FOI, OU É, OU SERÁ: E agora, os hipócritas que me contradigam.

    • Concordo plenamente. E tem mais, aqueles quecriticam ferrenhamente a corrupção é porque não teve ainda a oportunidade de praticá-la ou a prticaem nível inferior que acha-se não ter grandes influências. Na verdade éum sintoma de inveja.

    • Meu caro, sua “estória” apresenta contradições por si só, não é necessário que nós “hipócritas” ou- se me permite dizer- pessoas honestas contradigam o senhor.
      A primeira (contradição) e que mais chama atenção é o uso dos vocábulos “absolutamente incorruptível”. Visto que a palavra incorruptível significa:
      “Não sujeito a corrupção; que não se deixa subornar.” (http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=incorrupt%C3%ADvel)
      E logo, não há absolutamente incorruptível ou relativamente incorruptível. Ou seja, não existe meio termo, da mesma forma que não existe uma mulher que esteja meio grávida; ou se está ou não.

      Sanado esse erro, resta-nos esclarecer que se o delegado, da sua estória fosse “incorruptível”, logo ele não teria um preço, não se deixaria subornar.
      Infelizmente o fato é que perdemos o verdadeiro significado do que é ser “honesto”: honesto |é|
      adj.
      1. Casto; pudico.
      2. Virtuoso; recatado.
      3. Probo, honrado.
      4. Conveniente; próprio.
      5. Razoável, justo.

      (http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=incorrupt%u00edvel)

      Porém, eu não o culpo por isso, pois sei que você só é mais uma vítima de um sistema que prega que não há mais escapatória. Pois é exatamente isso que “eles” querem: que nós sejamos homens e mulheres sem esperança em um futuro melhor; e que aceitemos tudo de ruim de que eles nos apresentam de braços abertos; e que fiquemos calados e acuados dentro de nossas casas, pois afinal ninguém é honesto, não é?

    • caro amigo luis e demais…eu como pessoa leiga em estudos mais bom obserador da situação deste pais e dos demais ao nosso redor tenho o seguinte ponto de vista a honestidade nada mais é que uma maneira de vivermos bem com os outros e com nós mesmos tendo em vista que quando somos desonestos não conseguimos ter boa convivencia com ninguêm e quando somos trapaceados também não pois passamos a desconfiar das pessoas e isso tambén não é bom… o problema é quando a pessoa desonesta se sente bem com ela mesma sendo desonesto, é o caso de quem troca qualquer lucro ou coisas em prol de seu proprio beneficil sem se importar com os demais a sua volta ai tambén entra a falta de amor próprio…..

    • …e, quanto ao Corrupto? Pode ser: a) Corrupto? b)Relativamente Corrupto; c) Absolutamente Corrupto?
      Considerando o a gente da história.

    • Sim, o que vc falou faz sentido. Mas…já ouviu falar de psicologia, amigo ?
      O assunto ali é um artifício psicológico, não honestidade.

  3. Impressionante a inocência de todos, incluindo a dos “cientistas” “pesquisadores”….

    “37% das pessoas que assinaram o formulário de imposto antes de iniciar os seus cálculos foram decobertas trapaceando. Dos que assinaram o formulário por último, depois de preenchê-lo, 79% trapacearam”…

    Pode significar isso sim, como tb pode significar q os q assinaram antes ficaram mais atentos, encobriram melhor seus rastros… etc… O mais provável é que os resultados difiram por uma gama de fatores (o q chamamos de multifatorial).

    Além do mais, foram as mesmas pessoas? E o contexto político-social permanecia o mesmo? Foram em épocas, ou anos diferentes?

    Nossa… Método científico existe para quê? Me poupem…

    • Penso parecido Eric! A declaração no incío propõe o teste ético logo de cara mas, se a decisão de trapacear for imediata, o trapaceiro terá mais cuidado! Pode acabar conseguindo ser mais eficiente!

  4. Se um mentiroso falar que é mentiroso, ele deixa de ser mentiroso por estar falando a verdade. Mas se este mentiroso estiver falando a verdade ao assumir que é mentiroso, então, ele é mentiroso ou não.?..?.

  5. algumas pessoas falam gato na enrgia ou na agua pessoas com reda baixa que muitas fazem por nessecidade já os poticos roubam porque não tem vergonhana cara

    • E os deputados que têm a barriga transbordando de tão cheia,roubam porque????

    • É a necessidade humana de ferrar com o próximo + Oportunidade de ser mais rico ainda.

    • E você acha que todo pobre rouba? Existem pessoas pobres que tentam viver honestamente…o que só prova que necessidade não é desculpa.

    • Há pouco tempo acharam um super gato na rede de água que abastecia um super condomínio de luxo na barra.Oque dizer disso?

    • renda baixa=necessidade….
      politicos e renda alta = SAFADEZA!!!!

      adivinha onde se encaixa o caso em tela?

    • a ocasiao faz o ladrao é isso que vc quer dizer?

      porque se for assim, essa tambem se aplica aos politicos…

      honestidade e necessidade sao duas coisas diferentes….

      exemplo.. eu comprei e paguei 2 carros, mas o vizinho é pobre e nao pode ter nem uma moto, ele rouba 1 dos meus carros, seria justificavel?

  6. SE FALAMOS MAL DOS POLÍTICOS, ELES SAÍRAM DE NÓS, OU SEJA,
    É UM DE NÓS. SE RECLAMAMOS DELES, O QUE FARÍAMOS SE ESTIVÉSSEMOS LÁ, ELEITOS PELO POVO? SERÁ QUE A HONESTIDADE
    CONTINUARIA?

  7. No Brasil infelizmente “roubar” tá virando moda… pelo menos aqui no Rio todo mundo só sabe falar mal de políticos, mas continua usando “gato” na energia elétrica, no telefone, na água, na TV a cabo, internet e em onde mais puder usar, e fazem todos os “jeitinhos” possíveis pra pagar menos no imposto, não devolvem troco quando o atendente dá a mais… isso não é nada menos do que roubo! E querem ficar falando mal dos políticos? Pura hipocrisia…

  8. Mentir e trapacear não depende disso.É muito mais do caráter
    da educação desde a infãncia e da punição aos mentirosos.
    A mentira é coisa de covardes e desonestos.

    • Salve Pedreiro, a virtude deve ser usada como argamassa básica na construção social. A pedra fundamental dela deve ser aparada utilizando-se as ferramentas necessárias para que se encaixe devidamente no meio a que se destina. A imensa maioria infelizmente opta pelo “efeito Gerson”, o que é realmente uma pena. Mas, concordo com você em gênero, numero e Grau. Um triplo amplexo amistoso.

    • Mas isso é ensinado ONDE????!??… em Brasilia!!??…Os BONS exemplos devem vir de cima?!?! SERA?!?!

  9. eu conheço de cara um ladrao e um cara que nao rouba, o ladrao se faz de bonzinho e agrada tudo, ja o enrrolado fica exigindo puxando mais pro lado dele e o bonzinho não ta nem ai só assina ^^

    • Carlo Guilherme, muitas coisas parecem óbvias depois que são ditas. É como o famoso “ovo de Colombo”: “– assim é fácil” “– mas, por que não se pensou nisso antes?”…

    • Caro Guilherme, muitas coisas parecem óbvias depois que são ditas. É como o famoso “ovo de Colombo”: “– assim é fácil” “– mas, por que não se pensou nisso antes?”…

Deixe uma resposta