Desvendado o mistério da força dos dentes

Por , em 16.04.2009

Nossos dentes são testados todos os dias, submetidos a todas as mordidas e mastigações, em cada lanche, almoço e jantar. E haja resistência para conseguir tirar um pedaço daquele pé-de-moleque!

Um novo estudo sugere que essa resistência venha da forma microscópica do esmalte dentário, que lembra a trama de uma cesta. O esmalte é o que recobre nossos dentes, uma camada forte, porém quebradiça.

Sendo que a fragilidade dos dentes humanos é comparável à do vidro, é de se espantar que, quando bem cuidados, os dentes não se quebrem em pedacinhos e durem o tempo de uma vida.

Para buscar os motivos disso, cientistas estudaram os dentes de humanos, de lontras marinhas e de vários outros animais e compararam suas estruturas e formação. Eles testaram quanta força um dente pode suportar antes de se quebrar.

Foi descoberto, então, que a micro-estrutura do esmalte faz com que as rachaduras que, possivelmente, se formam não se espalhem pelo resto do dente, fazendo-o quebrar em mil pedacinhos.

“Pode-se examinar os dentes de pessoas mais velhas e descobrir que eles estão cheios de rachaduras, mas, mesmo assim, eles continuam intactos” declarou Brian Lawn, que coordenou as pesquisas, do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologias.

Lawn também diz que a espessura do esmalte mostra o tipo de dieta para qual cada espécie está preparada. Gorilas, por exemplo, têm dentes com mais esmalte do que os humanos, logo, conseguem comer coisas mais duras. Orangotangos e chimpanzés têm dentes similares, mas os primeiros têm mais esmalte, porque eles consomem nozes e outros alimentos de casca mais resistente.

Antropólogos podem usar as descobertas e comparar dentes dos nossos ancestrais e descobrir que tipo de dieta eles tinham.

Segundo Lawn, os implantes que usamos para substituir os dentes perdidos não se parecem em nada com os verdadeiros dentes em matéria de micro-estrutura – sendo assim, essas próteses têm menos resistência e mais chances de quebrarem. Se cientistas conseguirem criar um material que lembre a estrutura do esmalte dentário, poderiam ser produzidos implantes mais resistentes e que lembrem mais um dente normal. [Live Science]

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