Duas pessoas se comunicaram dentro de seus sonhos, de acordo com start up

A startup californiana REMspace causou burburinho ao afirmar que, finalmente, tornou possível que pessoas conversem enquanto dormem. Como? Elas dizem ter desenvolvido uma tecnologia revolucionária que viabiliza a comunicação entre sonhadores lúcidos. Parece roteiro de ficção científica? Pois bem, o anúncio oficial foi feito em setembro e ganhou alguns “detalhes extras” em outubro, mas a verificação independente, digamos… ainda está dormindo no ponto.
Sonho Lúcido: Sério que Isso é Para Conversar?
O conceito de sonho lúcido é até intrigante, afinal, quem nunca quis perceber que está sonhando e assumir o controle da aventura? Mas, vamos lá, até onde sabemos, esse estado permite ao sonhador brincar um pouco no próprio sonho, mas não esperávamos que ele fosse promovido a uma espécie de “operador de call center noturno”. É esse o ambiente que a REMspace promete hackear para que as conversas aconteçam – só que a confirmação externa dessa façanha está um tanto quanto, digamos, etérea.
Dispositivo Cabeça a Cabeça: A Engenharia da Linguagem “Remmyo”
O CEO da REMspace, Michael Raduga, garante que tudo acontece via um dispositivo que captura e envia palavras entre dois sonhadores lúcidos. A tecnologia funciona mais ou menos assim: a pessoa em um sonho lúcido recebe uma palavra aleatória e responde dentro do sonho. Depois, quando o segundo sonhador entra em cena, a resposta é enviada para ele, e o ciclo se fecha. Simples, certo? Só que, para ajudar nessa troca onírica, a empresa criou até uma linguagem própria, o “Remmyo”, feita sob medida para ser captada por movimentos faciais e padrões elétricos. Quem sabe, talvez logo esse novo idioma surja em aplicativos de dicionário.
Para ser justo, a inovação tem um quê de genial, mas a dúvida persiste: estamos falando de um avanço científico verificado ou apenas de um sonho mal contado? Até o momento, o processo que valida essas “conversas noturnas” não conta com uma revisão por pares que bata o martelo. E sem um “tradutor oficial” para garantir que alguém realmente entendeu o que o outro disse, os céticos estão com um pé atrás.
Raduga: Um Sonhador Persistente
Michael Raduga, o CEO sonhador, é quase uma lenda no meio. Sua fascinação pelo controle dos sonhos o levou a experiências bem radicais, como implantar um chip no próprio cérebro para testar o impacto da estimulação neural enquanto dormia. Depois dessa “aventura”, ele descontinuou o experimento e trouxe a REMspace da Rússia para os EUA, na esperança de provar, em território californiano, que o sono lúcido não precisa ser uma jornada solitária. Mas será que esse é realmente o grande salto da ciência do sono ou uma fantasia com final aberto?
O Grande Potencial dos Sonhos: Treinamento ou Terapia?
Além da promessa de conversas em sonho, a REMspace afirma que essa tecnologia pode ser usada em saúde mental, ajudando na superação de pesadelos e fobias, além de possibilitar um “treinamento de habilidades” enquanto se sonha. Embora a ideia de se livrar do medo de altura enquanto se flutua em um sonho seja cativante, a pergunta permanece: existe mesmo base para isso? Até agora, sem provas concretas e testes revisados por pares, a ideia permanece uma teoria bacana com potencial para virar um experimento.
Futuro Onírico: Uma Realidade Alternativa?
A REMspace ainda está longe de provar que a comunicação noturna é real. Raduga, no entanto, é otimista e promete que, em breve, conversar em sonhos será tão comum quanto enviar mensagens de texto. Ele prevê que, em alguns anos, as pessoas não só estarão interagindo no mundo dos sonhos como farão disso uma parte indispensável de suas vidas. Mas, até lá, os céticos ainda vão cochilar, aguardando pacientemente por uma comprovação real.
A tecnologia de comunicação onírica pode até soar revolucionária, mas, sem um certificado científico oficial, fica difícil acordar para a realidade dessas promessas.
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