Estudo mostra que hospitalizações da gestante aumentam a chance de autismo no filho

Por , em 13.03.2019

Já está mais do que comprovado que vacinação não causa autismo nas crianças, e agora um novo estudo traz mais pistas sobre uma possível verdadeira causa desse transtorno de desenvolvimento. Novos estudos estão apontando que é justamente a falta de vacina na mãe que pode causar o autismo no filho.

O estudo com quase 1,8 milhões de crianças na Suécia apontou que os riscos de autismo e transtornos psiquiátricos são significativamente maiores se a mãe for hospitalizada por causa de uma infecção durante a gestação.

Estes resultados fortalecem a ideia de que infecções que acontecem durante a gestação podem impactar o cérebro em formação da criança, aumentando os riscos de problemas psiquiátricos mais tarde, incluindo transtorno bipolar, esquizofrenia e depressão, além do autismo.

As pesquisas anteriores focavam em infecções mais fortes que poderiam estar causando o autismo no filho, como pneumonia, influenza e meningite. Mas a pesquisa mais recente observou que até infecções muito mais brandas, como infecção urinária, podem ter o mesmo resultado.

Isso indica que não é um vírus ou bactéria específico que parecem estar causando esses problemas, mas infecções em geral.

Portanto, o mais recomendado para evitar infecções na gestação é que a mãe esteja com a carteira de vacinação em dia, tomando a vacina contra a gripe e contra outras doenças.

Autismo: um problema, muitas causas

Detalhes do estudo

O trabalho analisou dados de quase 1,8 milhões de crianças nascidas na Suécia entre 1973 e 2014. Os pesquisadores observaram quantas mães foram hospitalizadas por causa de uma infecção durante as gestações, e cruzaram essa informação com o número de filhos que foram diagnosticados com autismo ou depressão mais tarde.

A análise estatística mostrou uma ligação entre a saúde mental dos filhos e o sistema imunológico das mães.

Crianças cujas mães foram hospitalizadas por causa de infecções tiveram 79% mais chance de serem autistas e 24% mais chance de terem depressão.

“De forma geral, encontramos evidência de que a exposição à infecção materna durante a vida fetal aumentou o risco de autismo e possivelmente depressão na criança”, dizem os autores do trabalho. “Enquanto o risco individual parece ser pequeno, os efeitos na população são potencialmente grandes”.

Vários outros estudos focam na causa genética para o autismo, mas é possível que exista aqui uma combinação dos dois fatores: infecção durante a formação do cérebro e genes.

O próximo passo é realizar outros estudos para tentar descobrir como o processo de infecção impacta o cérebro em formação do feto.

Até lá, a melhor coisa que toda gestante pode fazer para proteger seu bebê é seguir todas as orientações médicas e tomar todas as vacinas recomendadas. [Science Alert]

Uma a cada 59 crianças é autista

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