Ex-chefe do programa secreto de investigações de OVNIs do Pentágono faz revelações estranhas em novo documentário

Por , em 31.05.2019

O ex-líder de um programa ultrassecreto sobre OVNIs do governo dos EUA resolveu compartilhar algumas de suas histórias estranhas pela primeira vez, em um novo documentário intitulado “Unidentified: Inside America’s UFO”.

A série de episódios estreia hoje no Canal History nos Estados Unidos, e ainda não tem data marcada para passar no Brasil.

Confidencial

Enquanto conta com depoimentos de outros profissionais americanos, a grande estrela do documentário é o oficial de inteligência Luis Elizondo, ex-diretor do Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais (AATIP, na sigla em inglês) do Pentágono, uma iniciativa lançada em 2007 para estudar avistamentos de objetos voadores não identificados (OVNIs).

Elizondo saiu do Pentágono em 2011. Em 2017, deu sua primeira entrevista a repórteres do The New York Times, confirmando a existência da misteriosa agência e descrevendo sua missão.

Agora, Elizondo vai revelar ainda mais segredos do AATIP, programa que ele deixou por causa de uma resposta oficial fraca às descobertas realizadas por sua equipe. Segundo o oficial, o governo americano teria “relutância” em lidar com os riscos potenciais dos OVNIs.

OVNIs

(In)felizmente, o documentário não trará confirmações de espaçonaves alienígenas. O objetivo de Elizondo é justamente superar estigmas antigos e falar abertamente sobre essas misteriosas aeronaves, algumas das quais podem representar uma ameaça muito mais real do que aliens.

OVNIs causam perplexidade e fascinação há décadas. Também representam um desafio único para os agentes federais que tentam determinar se representam uma ameaça à segurança nacional.

Antes da AATIP, a Força Aérea dos EUA já havia lançado o Projeto Blue Book, que investigou mais de 12.000 aparições de OVNIs entre 1952 e 1969.

AATIP

Durante o mandato de Elizondo na AATIP, observadores relataram OVNIs voando a velocidades hipersônicas – mais de cinco vezes a velocidade do som. No entanto, eles não apresentavam nenhuma das assinaturas que normalmente acompanham aeronaves voando em velocidades tão fantásticas, como booms sonoros.

Os OVNIs também eram inesperadamente móveis, viajando tão rápido que teriam experimentado forças gravitacionais, ou forças G, que excedem em muito os limites de resistência para humanos e aeronaves. O F-16 Fighting Falcon, um dos aviões mais manobráveis ​​no arsenal dos EUA, atinge seu limite em torno de 16 a 18 Gs, enquanto o corpo humano pode suportar cerca de 9 Gs por um tempo muito curto antes de desmaiar.

“Essas coisas que estávamos observando suportavam de 400 a 500 Gs. Não tinham motores nem asas, e eram capazes de aparentemente desafiar os efeitos naturais da atração gravitacional da Terra”, explica Elizondo.

Alguns dos avistamentos reportados à AATIP foram resolvidos, como drones aéreos ou disparos de testes de novos tipos de mísseis vistos de um ângulo incomum. E, enquanto muitos OVNIs surpreendentes ainda desafiam explicações lógicas, simplesmente não há evidências suficientes para sugerir que pertenciam a extraterrestres, esclarece Elizondo.

Ameaça militar?

Uma possibilidade – talvez mais inquietante do que a perspectiva de uma invasão alienígena – é de que alguma nação ou grupo tenha desenvolvido secretamente tecnologias estrategicamente superiores e diferentes de tudo o que já foi feito antes.

De acordo com Elizondo, abordar essa potencial ameaça aos EUA é um passo necessário que os funcionários do governo – mesmo aqueles que apoiaram a AATIP – não levam suficientemente a sério.

Além do mais, o oficial crê que o sigilo que envolve as investigações oficiais de OVNIs apenas reforça a associação dos avistamentos com “histórias malucas e “ridículas”.

“Nós revelamos ao povo americano que a Coréia do Norte tem ogivas nucleares apontadas para Los Angeles, mas não revelamos o conhecimento de que há algo em nossos céus que não sabemos o que é? Me parece contraproducente”, afirmou Elizondo. [LiveScience]

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