Vídeos secretos de OVNIs feitos pela Marinha e Força Aérea americana são divulgados

Por , em 13.03.2018

Um ex-funcionário de inteligência do governo americano, Christopher Mellon, acredita que o Pentágono precisa urgentemente de um Fox Mulder da vida real.

Mellon argumentou que os militares não investigam devidamente relatos estranhos de OVNIs feitos por membros da Marinha e da Força Aérea dos EUA, e que estes, mesmo que não forem naves alienígenas, merecem atenção.

Em dezembro do ano passado, o Departamento de Defesa americano divulgou dois vídeos anteriormente classificados como confidenciais.

Neles, pilotos se mostravam surpresos ao encontrar objetos voadores não identificados que pareciam acelerar rapidamente, sem meios óbvios de propulsão. Semelhantes a manchas no céu, os OVNIs tinham cerca de 12 metros de comprimento e supostamente podiam mergulhar milhares de metros em alta velocidade:

Ceticismo

O jornal americano The New York Times informou em dezembro que o Departamento de Defesa gastou US$ 22 milhões entre 2007 e 2012 para investigar OVNIs.

A firma contratada para fazer o trabalho, Bigelow Aerospace, tinha ligas metálicas de objetos aéreos não identificados armazenadas em Las Vegas. Luis Elizondo, que dirigia o programa, denominado Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais, agora dirige programas de segurança global para a To the Stars Academy of Arts and Science, uma empresa privada de pesquisa em ciência e engenharia da qual Mellon é conselheiro.

A reação à matéria do New York Times e ao lançamento dos vídeos foi mista. Alguns, como Robert Sheaffer, ficaram céticos e argumentaram que todo o programa do Pentágono era um projeto defendido por verdadeiros crentes de OVNIs que apresentaram muito pouco material para compensar seus esforços. Outro fator é que o dono da Bigelow Aerospace foi um grande doador para a campanha do ex-senador Harry Reid, que liderou o estabelecimento do programa.

Outros ainda apontaram que a cadeia de custódia dos vídeos não era clara, de forma que eles podem ter sido alterados em algum momento.

Pode não ser aliens, mas temos que saber o que é

Mellon, no entanto, afirma que avistamentos de objetos estranhos são bem conhecidos entre o pessoal da defesa e inteligência, só que ninguém quer ser ridicularizado por chamar a atenção para os fenômenos inexplicados.

De acordo com o ex-funcionário do governo americano, não é necessário que o OVNI seja uma nave alienígena para ser digno de investigação. Os objetos podem ser exemplos de tecnologia avançada de militares estrangeiros, o que seria alarmante por si só.

“Um esforço verdadeiramente sério envolveria, entre outras coisas, analistas capazes de examinar dados infravermelhos de satélites, bancos de dados de radar NORAD e sinais e relatórios de inteligência humana”, escreveu Mellon para o The Washington Post.

O orçamento anual de inteligência dos EUA – US$ 50 bilhões – poderia cobrir esses custos. “O que falta acima de tudo é o reconhecimento de que esta questão merece um sério esforço de coleta e análise”, concluiu. [LiveScience]

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