Para emagrecer é melhor contar calorias ou jejum intermitente? Novo estudo descobre a resposta

Por , em 1.04.2025

Quando olhamos para o vasto universo de dietas e regimes alimentares que orbitam nosso cotidiano, encontramos um fenômeno tão intrigante quanto a formação de uma estrela: diminuir a ingestão calórica apenas três dias na semana pode proporcionar resultados superiores na perda de peso em comparação com restrições diárias. Um novo estudo astronômico – não no sentido literal, claro, mas certamente em sua importância – revela que esta abordagem pode superar outros métodos de “jejum intermitente” que tanto povoam o cosmos da nutrição moderna.

Pesquisadores publicaram recentemente no periódico Annals of Internal Medicine um estudo onde solicitaram aos participantes que reduzissem sua ingestão calórica para apenas 20% do necessário para manutenção do peso em três dias não consecutivos por semana. Nos outros quatro dias, embora não houvesse restrições específicas os participantes eram incentivados a fazer escolhas alimentares saudáveis – como se fossem astronautas selecionando cuidadosamente seus suprimentos para uma longa jornada espacial.

Ao longo de um ano terrestre – que, coincidentemente, é o mesmo tempo em Marte, exceto que lá dura 687 dias – os participantes do grupo de jejum intermitente perderam aproximadamente 7,7 quilos. Isso representa cerca de 60% mais do que aqueles que foram orientados a reduzir suas calorias diárias em um terço. Como diria um astrônomo observando um fenômeno celestial: fascinante!

A física da perda de peso: por que o jejum intermitente funciona?

A Dra. Victoria Catenacci, autora principal do estudo e professora associada de medicina na Universidade do Colorado, explicou à ABC News que este estilo de jejum intermitente “parece ser mais fácil de manter ao longo do tempo”. Assim como é difícil escapar da gravidade de um buraco negro, “é realmente difícil restringir calorias todos os dias”, observa ela. “É apenas mais uma estratégia para as pessoas considerarem.”

Curiosamente, nenhum dos grupos atingiu suas metas calóricas estabelecidas, mas aqueles que jejuaram alguns dias por semana acabaram consumindo menos calorias no total e demonstraram maior probabilidade de permanecer no plano. É como observar órbitas planetárias – alguns corpos celestes seguem trajetórias mais estáveis que outros.

Danielle Ostendorf, outra autora do estudo e professora assistente na Universidade de Knoxville, sugere que o jejum intermitente não havia mostrado este nível de sucesso em estudos anteriores porque a quantidade de dias de jejum era frequentemente muito baixa ou excessiva – tornando os planos ou ineficazes ou difíceis de seguir.

Três dias de jejum: o equilíbrio perfeito no universo nutricional

Segundo Ostendorf, jejuar por três dias é “algo como um ponto ideal”. Assim como a Terra está perfeitamente posicionada na “zona habitável” do Sistema Solar – nem muito perto nem muito longe do Sol – três dias parece ser a frequência ideal para maximizar os benefícios sem tornar o regime insuportável.

Os participantes também fizeram parte de um programa abrangente de mudança de estilo de vida. Estabeleceram metas de exercícios, compareceram a frequentes reuniões em grupo conduzidas por nutricionistas e receberam apoio personalizado.

Os autores enfatisam que esse suporte adicional fez uma diferença significativa. “Este programa realmente proporcionou responsabilidade para os participantes, e também apoio social. Eles puderam aprender uns com os outros”, compartilhou Ostendorf.

Explorando novos horizontes na nutrição personalizada

Nenhum participante relatou desvantagens relacionadas à dieta em si. No entanto, o estudo incluiu apenas adultos saudáveis e excluiu pessoas com condições sérias como diabetes. É como planejar uma caminhada espacial – nem todos os organismos estão preparados para as mesmas condições extremas.

Os autores recomendaram que qualquer pessoa considerando este tipo de jejum converse com seu médico e um nutricionista registrado. Participar de um grupo de apoio também pode ajudar com encorajamento e responsabilidade, aconselharam. Afinal, até os astronautas mais experientes precisam de uma equipe de suporte.

A Dra. Amy Rothberg, endocrinologista e diretora do Programa de Gerenciamento de Peso da Universidade de Michigan, apoia pacientes que experimentam novas dietas, desde que ainda equilibrem alimentos saudáveis. “Se isso é algo que eles acham que podem fazer, sou totalmente a favor”, afirmou ela.

A relatividade das dietas: encontrando seu próprio caminho

“Se você não quer contar calorias, rastrear e registrar sua ingestão de alimentos”, o jejum intermitente “pode ser benéfico para algumas pessoas”, disse Rothberg. Ainda assim, ela enfatizou que as pessoas devem escolher dietas com as quais possam manter-se a longo prazo, como uma espaçonave que precisa ser projetada para toda a duração de sua missão, não apenas para o lançamento.

O estudo não acompanhou os participantes além de um ano para verificar se a perda de peso foi mantida, o que seria como observar apenas a primeira fase de uma missão espacial sem acompanhar o retorno à Terra.

“Não existe uma abordagem dietética superior”, afirmou Rothberg. “Então você precisa encontrar uma abordagem que seja adequada para aquele indivíduo.” Assim como cada planeta tem sua própria composição e atmosfera, cada corpo humano responde de maneira única a diferentes regimes alimentares.

Catenacci adota uma visão semelhante com seus próprios pacientes, recomendando uma variedade de estratégias baseadas no interesse de cada pessoa Como um telescópio que pode ser ajustado para diferentes comprimentos de onda, a abordagem nutricional ideal varia de pessoa para pessoa.

“No final das contas, a melhor dieta para qualquer pessoa é aquela que ela sente que pode aderir ao longo do tempo”, concluiu Catenacci. Assim como, no universo da física, a trajetória mais eficiente nem sempre é a linha reta, no universo da nutrição, o caminho mais direto para a perda de peso pode não ser o mais sustentável.

Vale ressaltar que, assim como o espaço/tempo se curva ao redor de objetos massivos, nossas vidas se moldam em torno de nossos hábitos alimentares. Encontrar um regime que se alinhe naturalmente com seu estilo de vida pode ser a chave para o sucesso a longo prazo – seja você um astronauta, um astrônomo ou apenas alguém tentando navegar pelo complexo universo da nutrição moderna.

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