Não tem ideia do que seu bebê está pensando? O Exmobaby lhe dirá

Por , em 6.03.2012

Bebês não falam. Eles vazam, cheiram (por conta do vazamento) e fazem barulho, mas, tirando isso, não temos a menor ideia do que eles estão pensando. O novo sensor Exmobaby pode mudar isso.

O Exmobaby é um macacão para bebê equipado com sensores de não contato de eletrocardiograma (ECG) que monitora a taxa de coração do bebê, a temperatura da pele e seus movimentos e, em seguida, transmite os dados através de um dispositivo ZigBee conectado a um computador com Windows.

O sistema também envia alertas de texto e e-mails, automaticamente e em tempo real, conforme o estado do bebê muda.

O traje foi projetado para atender crianças de até um ano de idade e será comercializado para pais de primeira viagem. Atualmente, o Exmobaby está em fase de testes em hospitais e centros médicos selecionados, e pode ter a aprovação da Administração de Drogas e Alimentos americana e chegar ao mercado em breve.

Como funciona

Após dados suficientes serem registrados, o software associado ao macacão será capaz de prever o estado emocional do bebê.
Exmovere Holdings, o designer de Exmobaby, usou algoritmos de detecção de emoções que envolvem dois tipos de dados de sinais vitais: excitação (energia/alerta) e valência (humor).

O software compara a frequência cardíaca, temperatura e dados de movimento (excitação) para variabilidade da frequência cardíaca e temperatura da pele (valência).

Normalmente, estes dados, se acompanhados ao longo do tempo, permitem que um sistema “adivinhe” como está uma pessoa a partir de uma série de palavras que poderiam ser usadas para descrever um estado emocional: raiva, fadiga, depressão, alegria, etc.

Para isso funcionar, normalmente as pessoas confirmariam ou negariam a avaliação do sistema. Com o tempo, isto permite que os algoritmos de software tenham maior precisão. No caso dos bebês, Exmovere está pedindo aos seus usuários para experimentar algo novo: indicação.

O software Exmobaby monitora as tendências em estados vitais, e os pais serão convidados a nomear os estados, tais como “risonho” ou “mal-humorado”, para que o sistema possa alertá-los quando as leituras subjacentes corresponderem aos estados detectados.

A ideia é demonstrar a ligação entre as mudanças nos dados de sinais vitais e estados mentais. É também criar um nível mais profundo de comunicação entre bebês e seus pais no início de um relacionamento tão crítico.

Ainda não sabemos que preço terá o dispositivo.[Gizmodo]

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3 comentários

  • Andhros:

    A tecnologia da invenção não faz mal a ninguém, faz reconhecimento de padrões de sinais vitais após a confirmação de cada novo padrão na primeira ocorrência. A contribuição dessa tecnologia é auxiliar as pessoas no reconhecimento de emoções que possuam expressões físicas, até onde eu vi, ninguém está promovendo a substituição de seres humanos em campanha de marketing.

  • UTILIDADES VIRTUAIS:

    Discordo do título do texto. Acredito na teoria de Vigotiski de que o indivíduo precisa adquirir a linguagem para poder pensar, faça um teste, tente pensar sem a voz da consciencia ecoar na sua mente. A linguagem é crucial para o pensamento. Vale lembrar que o bebê age instintivamente, ele nasce com inteligencia, mas precisa de um certo tempo para aprender a usa-la de maneira eficiente.Quanto ao macacao tecnologico, este aponta o estado da criança e não exatamente o que ela supostamente pensa.

  • Jonatas:

    Mas olha, eu conheci mães, incluindo a minha, que superam qualquer aparelho no conhecimento de seu bebê. Já pensei até em telepatia, mas parece que o verdadeiro instinto materno é que garante esse entendimento.

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