O Universo é pelo menos 250 vezes maior do que podemos ver

Por , em 6.02.2011

Quão grande é o universo? Nós sabemos que ele tem ao menos 14 bilhões de anos, e sabemos o quanto a luz é capaz de viajar durante um ano. Portanto, de modo aparente, o universo visível está contido em um raio de 14 bilhões de anos-luz. Mas nós também sabemos que o universo está se expandindo, e os objetos visíveis mais longínquos na realidade estão mais distantes do que isso.

Além do mais, os fótons da radiação cósmica de fundo viajaram cerca de 45 bilhões de anos-luz para chegar a Terra, o que dá ao universo um diâmetro aparente de pelo menos 90 bilhões de anos luz. Dessa forma, quão grande é o universo? Segundo uma nova análise matemática, o cosmo é ao menos 250 vezes maior do que o universo visível. E isso é muito, muito grande.

Esse não é o maior tamanho proposto ao universo. Os cosmologistas utilizam diferentes modelos para dar valores à curvatura do cosmo e, em consequência, o seu tamanho. Mas como não sabemos qual é a real forma do universo (plano, infinito…), diversas referências são usadas para o palpite, o que leva a uma enorme gama de resultados – nenhuma delas provada como definitiva.

Levando cada uma dessas análises em consideração, pesquisadores de Oxford fizeram o que parece ser bastante simples, mas na verdade é muito difícil: calcularam uma média de todos os esses resultados, utilizando uma técnica matemática conhecida como método Bayesiano, que produz uma solução simplificada para modelos complexos.

Os resultados apontam que a curvatura do universo é próxima a zero, ou seja, o cosmo é provavelmente plano. Além disso, seu tamanho é pelo menos 250 vezes maior daquilo que podemos ver. [PopSci]

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (2 votos, média: 3,50 de 5)

29 comentários

  • Joao Paulo:

    Deus é sim a resposta pra td, porque ele nem precisa dar aula em uma sala basta simplesmente transportar a resposta das dúvidas pro nosso pequeno cérebro, e pronto, o fato é que damos importância demais ao conhecimento que não nos levará a lugar algum porque estamos muito limitados aos recursos para tal, mas isso não significa que devemos parar de buscar deixar as buscas em um patamar racional seria suficiente.

  • Allan Ricardo:

    o melhor cientista da história poderia usar 100% do seu cérebro e ser imortal que já mais chegara há uma conclusão absoluta até por que as descobertas sobre o espaço sao infinitas , mas temos esperanças de sempre descobrirmos fatos mais avançados sobre o universo e até a nossa tecnologia pode ir muito além do que imaginamos . estamos no “tempo da pedra” ainda !

  • Joao Paulo:

    Qualquer coisa que puder imaginar,pode ser um conceito aplicável, o simples fato de imaginar, algo com relação ao futuro ou o que ele nos reserva, ou mesmo desenvolvimento técnológico de como podemos estar a daqui 20 ou trinta anos, novos recursos e novidades é algo que supera qualquer previsão, é como disse é mesmo infinito.
    .

  • Alisson:

    Como tudo ocupa um espaço, então universo é infinito, porque até o vácuo o ocupa espaço

  • Alberto Carvalhal Campos:

    Em cosmologia, parece que está tudo errado. Essa inflação cosmológica me deixa irritado. Como é possivel velocidades fóra das regras e outras irregularidades. Temos que rever esta teoria do big bang. Veja em “olhando o universo”, uma nova opção para se entender o universo.

  • Willian:

    As nossas conclusões sobre o universo são do tamanho dele,se o mesmo for infinito, nossas conclusões também serão.

  • Joao Paulo:

    Boa teoria, é como as milhares existentes que um homem mortal nunca poderá provar.

  • Alisson:

    O universo é igual ao limite, sempre tendendo ao infinito

  • Felipe2:

    Juliano,

    vc está parcialmente certo, exceto pelo fato de que a expansão do universo não respeita os limites da velocidade da luz.

    Veja bem, a expansão do universo se dá através da expansão do espaço e do tempo, a matéria se expande dentro do limite que vai sendo estabelecido, o limite da velocidade da luz se aplica à matéria e à própria luz dentro desse espaço, e sabemos que o tempo e o espaço vazio não são formados por nenhum deles.

    No início, o universo foi do tamanho de um átomo ao tamanho de uma laranja em menos de um trilhonésimo de segundo, um tempo despresível. Em 100 segundos ele tinha o tamanho do nosso sistema solar, cujo raio a luz leva pouco mais de um dia para atravessar.

    Então sim, é possível que o universo tenha 90 bilhões de anos-luz de tamanho, enquanto sua idade é de apenas 14.

    Frito master,

    Felipe2 tbm é cultura 😀

    Abraços!!!

  • cesar pi:

    pra começarmos a pensar em outros universos se faz necessário entendermos este, o que ainda não conseguimos satisfatóriamente;
    mas algumas propostas são indiscutíveis…se o universo possui realmente uma aceleração na expansão, ele é aberto, tendendo a infinito;
    por ser a matemática é a melhor ferramenta de pesquisa, e eu considero firmemente a possibilidade de um universo transfinito, onde existe dentro de si mesmo a possibilidade de recriação, haja vista, como exemplo, a condensação do “grande atrator”
    http://super.abril.com.br/superarquivo/1988/conteudo_111302.shtml……………………………………
    http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=2767&bd=1&pg=1&lg=

  • clarice:

    putz é grande heimmmm!!!!!!

  • HUGO SM:

    Nos “humanos” animais inteligentes que habitam um grão de poeira jamais teremos condição de “entender” o infinito.O simbolo bidimensional do Ying Yang é pra mim a expressão mais coerente que o homem criou de este paradigma..olhem e tentem fazer dele um objeto tridimensional..uma esfera sem principio nem fim…se for seccionada em qualquer corte aparecera sempre o simbolo original que é semelhante ao usado na matemática ocidental “8”

  • Juliano:

    Curti bastante a explicação do Felipe2. Isso tudo é muito interessante mas é difícil provar!!!

  • Marcio:

    Felipe2,

    Parabéns pela excelente explicação!

  • Anderson Dantas:

    Eu sabia!!!!

  • Felipe2:

    Márcio,

    Na verdade, há teorias de pelo menos 4 níveis de Universos paralelos;

    Nível 1: onde todos os universos paralelos estão localizados neste mesmo universo (que é infinito), mas estão tão distantes que não podemos vê-lo e a luz nem sequer chegou aqui, por exemplo, é como se os parênteses fosse nosso espaço tempo e o “o” fosse tudo que existe no universo, então este modelo seria representado assim:

    (0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0)

    é como se cada “o” fosse um universo paralelo em quantidades infinitas dentro da mesma área.

    Nível 2: onde cada universo está localizado dentro de uma espécie de bolha cósmica, que estariam flutuando em um mar cósmico de universos. Nesta versão este número de universos tbm é infinito, mas os universos em si, são finitos. Tomando o exemplo acima ficaria assim:

    ( o ) ( o ) ( o ) ( o ) ( o ) ( o ) ( o )

    cada grupo de parênteses com o “o” representa um universo fechado, num mar de bolhas de universos. Podendo ainda, cada bolha dessas de nível 2, possuir infinitos universos nível 1 dentro delas.

    Nível 3: O universo existe em um tipo de membrana, uma coisa mole que fica ondulando em um tipo de hiper espaço e em cada membrana poderia haver um universo paralelo a aoutro universo , em números infinitos tanto em quantidade quanto em tamanho. neste caso o exemplo mais adequado aqui seria esse:

    |||||||| node cada traço seria um universo.

    Nível 4: Todos os universos ocupariam o mesmo lugar no espaço e no tempo, mas “vibrando” em uma frequência diferente, se tornando inacessível aos outros universos.

    Me corrijam se eu tiver expressado mal algum destes níveis.

    Abraços!!!

  • Márcio:

    E se o que existe fora do raio do nosso universo sejam outros universos? Usando o exemplo do Felipe2, caso visualisemos nosso universo como uma bola de basquete, seria possível que houvesse várias bolas por aí?

  • criancinha:

    Às vezes eu fico espantado, como a nossa existência é tão – absurdamente – assustadora!

    Nem “Deus”, nem o “Nada” nem o “Infinito” parecem ser respostas suficientes, mas uma delas é necessária.

  • Juliano:

    “Nós sabemos que ele tem ao menos 14 bilhões de anos”

    “os fótons da radiação cósmica de fundo viajaram cerca de 45 bilhões de anos-luz para chegar a Terra”… Ô.Ô

    como podemos ver fótons que estão á 45 bi de anos-luz se eles só puderam viajar durante 14 bi de anos??? eles ainda levarão 30 bi de anos para chegar até nós, certo??? Outra questão: se o Universo tem 14 bi de anos, como pode ele ter um diâmetro de 90 bi de anos-luz??? Pelo que sei, tanta matéria assim não viajaria muito mais rápido que a velocidade da luz!!! Alguém tem uma resposta convincente á isso?

  • Rodrigo Gomes:

    explica melhor ai césar se possivel, ou indique o caminho pra pesquisas no assunto…

    abraçços!!

  • Cesar:

    Cuidado com as expressões de geometria usadas na cosmologia.

    Por exemplo, esta noção da “curvatura do espaço” é simples e muito enganosa. Falar que a curvatura é quase zero e que o Universo é quase plano ou talvez seja plano dá a idéia que o Universo seja uma superfície bidimensional, só que o Universo é um objeto tridimensional, e os conceitos de curvatura do espaço tem que ser tomados com cuidado por quem não conhece as nuances da geometria usada na Cosmologia.

  • Felipe2:

    Mas este Universo pode sim ser curvo sem que tenhamos a mínima idéia disso.

    Bem, se considerarmos, por exemplo, um universo cujos os habitantes percebem somente as dimensões planas ( direita, esquerda, frete e atrás, além do tempo ) mas existisse uma terceira dimensão à qual eles não tem acesso ( acima e abaixo ), seu universo poderia ser curvo na terceira dimensão, então eles teriam um universo finito, mas sem fronteiras, pois poderiam perseguir o que eles achariam ser uma linha reta, mas que na verdade é curva na dimensão que eles não percebem ( para baixo ou para cima ).

    Invariavelmente passariam pelo mesmo ponto e ficariam sem entender o que aconteceu, pois eles deram uma volta completa em seu universo mas não percebem a dimensão na qual seu universo se curva.

    Para visualizar este exemplo imagine esse universo plano como uma bola de basquete e que seus habitantes só conseguem ver e viver na parte plana da bola, nós a vemos como uma bola, mas eles a enxergam como um plano.

    Então talvez, caso exista uma dimensão à qual não temos acesso, nosso universo pode se curvar nela e teríamos um universo finito, mas sem fronteiras e ninguém nem nenhum equipamento neste plano feito para observá-lo jamais perceberia essa curvatura.

    Felipe2 tbm é cultura 😀

    Abraços!!!

  • Prego mestre:

    Bom, o universo deve ser infinito, porque se não for, alguém sabe dizer o que existe além do limite do raio do universo? -Porque mesmo que seja o nada, nada também é alguma coisa.

  • Joao Paulo:

    Quando o homem irá consegui responder a todas as perguntas concernente a algo intocável por ele?

  • Aristides Neto:

    Tendo uma curvatura diferente de zero, temos uma superfície não plana. O que pode indicar que temos uma universo muito maior do que foi calculado.
    Uma curvatura tendendo a zero indica um raio tendendo ao infinito.
    Imagine uma linha com uma leve curva. Tão leve que parecerá reta. Essa linha é apenas uma parte que podemos ver. Sua curvatura é quase zero. Podemos deduzir duas coisas:
    1- Se a curvatura é quase zero, a linha é quase reta.

    2- Se pudermos imaginar o restante da linha com a mesma curvatura, sempre. Teremos ao final um encontro das extremidades da linha, formando uma circunferência. Temos então, uma circunferência que possui pequenos arcos aparentando segmentos de reta, cujo raio tende ao infinito.

    Esse tema é muito interessante e dará bons debates.

  • jose pelik:

    para mim essa materia emuito importante espero seja p outros. parabem

  • Pensador:

    O universo é inacreditavelmente gigantesco. Ele está muito além da compreensão de qualquer ser humano deste grão de poeira chamado Terra.

Deixe seu comentário!