Pais descobrem que filha morreu por receber pulmão de um fumante

Por , em 23.06.2010

Em fevereiro do ano passado, a britânica Lynsey Scott, de 28 anos, recebeu um pulmão por transplante. Cinco meses depois, ela morreu de pneumonia. Agora, um ano depois da morte, seus pais descobriram algo chocante: o pulmão que Lynsey herdou na operação pertenceu a um homem que havia fumado por 30 anos.

Lynsey era portadora de uma doença hereditária chamada fibrose cística (que afeta vários órgãos do corpo, e no pulmão, especificamente, causa graves infecções resistentes à maioria dos antibióticos), e recebeu o transplante após ter agravado seu quadro de saúde. O problema é que ela trocou seu pulmão avariado pela doença, não por um saudável, e sim por um deteriorado pela fumaça do tabaco durante três décadas.

Os pais de Lynsey desconheciam esse fato até o final do mês passado, quando pediram informações mais detalhadas sobre a operação da filha. O transplante de pulmão é classificado como “marginal”, em que o paciente sabe que existe determinado risco, embora seja considerado seguro. Mas os pais afirmam que Lynsey não faria a operação se soubesse como era o pulmão que iria receber.

O hospital que operou Lynsey (University Hospital of South Manchester – UHSM) afirmou que todos os órgãos passam pela “avaliação de qualidade”, e que pulmões como aquele, pertencentes a um fumante de longa data, são aceitos porque a quantidade de doações de pulmão é baixíssima. Assim, órgãos “marginais” passam para a faixa de “seguros” para que possa haver mais transplantes. [BBC Brasil]

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13 comentários

  • Djou Scooter Stare:

    De facto, quem fuma, o pulmão fica uma merda.

  • DEYVSON:

    POJA QUE PENA O HOSPITAL DEVERIA SER CUIDADOSO EM RELACAO A TRASPLATES

  • Erik:

    Caramba, um pulmao totalmente poluído, por 30 anos, ainda é considerado seguro ? Nossa, hospitalzinho vagabundo. –‘

  • Nei:

    Concordo. O corpo de alguém deveria pertencer ao estado, que utilidade tem um cadáver para os parentes?

    • Tiago Campos:

      Concordo…
      Deveria ser obrigatorio a doação dos orgãos… eu mesmo quando morrer quero que levem tudo, desde que isso ajude alguem, pq ja vou estar morto e n vou precisar de mais nada.

    • Humberto Barbosa:

      Queisso, cara? Comunismo?
      A nossa cultura como povo que deveria ser de boa qualidade, assim as pessoas iriam ser sensatas e doar órgãos.

    • Cesar Grossmann:

      “O mineiro só é solidário no câncer”, e olha lá…

  • Renato Bueno:

    Lia, ela entrou quase morrendo e saiu viva, continuou viva por 5 meses… Mas não tinha saida, ou aceitava ou morria… Aí vai de cada um.

  • Thiago:

    E se não tivesse recebido o pulmçao do fumante, morria 5 meses antes.

  • Cesar:

    Para acabar com isto, a doação tinha que ser compulsória. Está vivo, é doador quando morrer. Sem conversa fiada.

    • Patricia:

      Que absurdo um pulmão neste estado ser considerado como útil em um transplante. Claro que se fosse com alguém de uma família cujo algum membro é representativo no hospital isto não aconteceria “coisas de mundo hipócrita.

    • André Muniz:

      Bem que o estado poderia cobrir todas as despesas funerárias em troca da doação dos órgãos. Aumentaria bastante a quantidade de doadores!

    • Cesar Grossmann:

      Desde que o enterro fosse padrão, ou seja, nada de enterros faraônicos. Talvez fosse melhor um “bolsa funeral”. Os parentes declaram em tempo que o falecido é doador, e recebem um auxílio padrão para o enterro. O problema é usar um valor único para todo o país…

      De qualquer forma, boa ideia, fale com seu deputado.

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