Matrix: pesquisadores criam sistema de aprendizado instantâneo

Por , em 1.03.2016

Pesquisadores dos Laboratórios HRL, de propriedade da Boeing e da General Motors, descobriram que é possível usar um sistema de estimulação cerebral para fazer uma pessoa aprender “instantaneamente” uma habilidade.

Seus testes mostraram que, usando estimulação transcraniana por corrente direta para enviar a atividade cerebral de pilotos comerciais e militares experientes na cabeça de pilotos principiantes, estes podiam aprender a voar em um simulador realista.

Em outras palavras, os indivíduos que receberam a estimulação cerebral através de toucas na cabeça com eletrodos melhoraram suas habilidades de pilotagem.

“À medida que descobrirmos mais sobre a otimização, personalizando e adaptando protocolos de estimulação do cérebro, vamos provavelmente ver essas tecnologias tornarem-se rotina em ambientes de treinamento e sala de aula”, disse o Dr. Matthew Phillips, um dos cientistas envolvidos na pesquisa.

Neuroplasticidade

Quando você aprende algo, seu cérebro se altera fisicamente. Conexões são feitas e fortalecidas em um processo chamado de neuroplasticidade.

Certas funções cerebrais, como a memória, são concentradas em certas regiões do órgão. O sistema desenvolvido pelo pessoal dos Laboratórios HRL alveja essas alterações em regiões específicas do cérebro conforme você aprende.

Eles querem personalizar essa simulação para que seja o mais eficaz possível. Os cientistas convidaram pilotos experts para o experimento a fim de observar como o seu cérebro se parece enquanto eles desenvolvem tarefas complexas. Em seguida, tentaram fazer o cérebro de pilotos inexperientes funcionar da mesma maneira.

Os pesquisadores visualizaram em tempo real as alterações que estavam induzindo nos cérebros dos pilotos principiantes, para poderem adaptar a tecnologia conforme as necessidades individuais (nem sempre o que funciona para uma pessoa, funciona para outra).

Melhora de 33%

Os pilotos inexperientes tiveram uma melhora de 33% em suas habilidades depois de receber a estimulação cerebral, em comparação com pilotos que não receberam.

No entanto, esse campo de estudo ainda é muito novo, e os cientistas apontam que precisa ser aperfeiçoado. Logo, a tecnologia está longe de se tornar comercial.

No futuro, “é possível que a estimulação do cérebro seja implementada em classes como formação de condutores, preparação para vestibular e aprendizagem de línguas”, disse Phillips. Além disso, pode ajudar pessoas com lesões ou doenças que as impedem de ter funções cerebrais normais. [TechCrunch]

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