Pesquisadores testemunham giro atômico pela primeira vez

Por , em 3.05.2010

Você pode estar se perguntando para que isso serve, se não para bonito? Acontece que ao manipular a forma com que elétrons giram em seus átomos, poderíamos aumentar incrivelmente a capacidade computacional.

Cientistas alemães viram o processo pela primeira vez e capturaram algumas imagens para provar o seu feito. A equipe construiu um microscópio com uma ponta de ferro, para que elétrons de cobalto fossem atraídos em sua direção. Colocando cuidadosamente átomos de cobalto em uma lâmina de manganês os cientistas conseguiram mudar a direção com que os elétrons giram.

A pesquisa mostra que é possível manipular elétrons em um nível quântico.

E a notícia, apesar de parecer abstrata, é realmente boa. Se conseguirmos progredir nesse campo os eletrônicos que conhecemos hoje serão substituídos por aparelhos ainda menores e mais poderosos.

Mais ainda: poderemos melhorar a capacidade de processamento dos computadores, direcionando o giro dos átomos.

Mas isso ainda está distante. Para comercializar um aparelho desses, cientistas devem, primeiro, aprender a controlar o giro dos átomos em temperatura ambiente (agora eles estão há mais de 300 graus distantes dessa conquista). Os átomos de cobalto precisaram ser resfriados a temperaturas baixíssimas para que pudessem ser controlados.

No entanto, a confirmação visual do fato já é um grande avanço e mostra que o controle dos elétrons é possível. [Gizmodo]

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10 comentários

  • Marcos:

    Érico, tenha um pouco mais de paciência … Pode ser um mero detalhe técnico e não uma perseguição a voce …
    Fica aqui que é bemvindo (com ou sem hífem ?) hehehe …
    Abraços a todos !
    Isso vale para voce, Felipe !
    Agora, falando sério, o site não pretende ser de uma profundidade ímpar, só dar as notícias por alto e aí, quem quiser, aprofunde-se em outras fontes … Acho que é isso …

  • Felipe:

    BOA Érico, aconteçe comigo também!!!

  • Érico:

    Cansei de tentar comentar. Só comento quando realmente tenho algo construtivo a acrescentar. Pesquiso links, busco fontes… enfim, me esforço para que o comentário seja totalmente pertinente ou mesmo complementar ao que está escrito ou aos comentários dos demais leitores. E dá trabalho. No entanto, nunca vi um comentário meu publicado. Não sei se é por desorganização dos administradores do site, problema do servidor ou qual é o motivo, mas certamente não é pelos comentários serem “pouco educados, irrelevantes, com grafia muito pobre, ofensivos, injusta ou exageradamente críticos”. A qualidade da informação aqui neste site é sofrível mas, por algum motivo, consegue atrair muitos leitores, e por isso o leio, como pessoa interessada nos pormenores do trabalho de divulgação científica. Acho, no entanto, que vou desistir. Há outros sites, com menos contra-exemplos da boa informação e, consequentemente, com mais conhecimento a oferecer. Até mais.

  • Denis Lima:

    Vídeo de demonstração?!? oO

  • Rogério:

    ac/dc não sei se já ouviu falar em diodos e transistores??? são components semicondutores… não sei se vc sabe mas a base para se fazer memória de computadores, placas-mãe, circuitos integrados, peças lógicas são justamente os dois….
    não se em que mundo vc vive, mas nenhum desses casos são “áreas bem restritas” como voce disse.

  • AC/DC:

    Cara isso me lembra os supercondutores que foram anunciados como muito promissores nos anos 80,mas só são utilizados hoje em áreas bem restritas,enfim há muitas promessas que nunca saíram do papel…

  • Rodrigo:

    Tiraram fotos para provar e cade elas?

  • Érico:

    Francisco, realmente, há limitações quanto ao tamanho dos objetos que podemos enxergar por meio da ampliação óptica devido ao comprimento mínimo de onda visível (se não me engano, 0,2 micrômetros).

    Mas concordo também com o William. Falaram o tempo todo no texto sobre uma “confirmação visual” e ela não foi acrescentada (talvez por questões de direitos autorais da imagem, talvez por uma falha jornalística mesmo). Uma imagem pode ser vista no site onde aparentemente a divulgação começou, da própria Universidade de Ohio: http://www.ohio.edu/research/communications/spin.cfm. O trabalho original foi publicado na Nature Nanotechnology, aqui:

    http://www.nature.com/nnano/journal/vaop/ncurrent/abs/nnano.2010.64.html (resumo)

    Infelizmente parece que apenas assinantes individuais podem ter acesso ao texto completo; não consegui acesso de dentro da universidade..

  • Francisco:

    Não é como se desse pra filmar um átomo, sabe.

  • william:

    se fosse verdade teria um vídeo de demonstração

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