Por que agimos de maneira tão estranha nos elevadores?

Por , em 13.10.2012

Quem mora ou trabalha em um prédio tem que entrar em elevadores todos os dias – a não ser que seja um atleta e goste de ir pelas escadas. Esse meio de locomoção é absolutamente comum nas cidades, mas parece que as pessoas nunca se sentem plenamente confortáveis em um elevador, seja por medo dele parar de funcionar ou por constrangimento pelas pessoas desconhecidas que estão no mesmo cubículo, a poucos centímetros de você.

Mas, afinal, por que agimos de maneira tão estranha nos elevadores? De acordo com a psicóloga Babette Renneberg, da Universidade Livre de Berlim (Alemanha), o problema é que não temos espaço suficiente dentro dele.

Falta de espaço

Normalmente, quando nos relacionamos com as pessoas, a distância para conversar é de pelo menos um braço de distância. Mas isso não é possível na maioria dos elevadores, em que desconhecidos ou colegas de trabalho ficam muito mais próximos do que o habitual.

Nessa situação, as pessoas normalmente começam a se movimentar como se estivessem dançando em uma quadrilha. Se a primeira pessoa está no centro do elevador e chega outra, ela muda de posição, e cada uma fica de um lado. Quando a terceira pessoa entra, as três, inconscientemente, formam um triângulo. Se há quatro pessoas, elas formam um quadrado. Cada um no seu canto. O quinto passageiro fica no único local que restou, no meio.

Um simples trajeto no elevador pode fazer com que 15 segundos se transformem em horas. Nesse espaço pequeno e fechado, as pessoas normalmente tentam não parecer ameaçadoras ou estranhas. Por isso, evitam contato visual, checando o celular ou olhando para o relógio.

No fundo, tudo isso revela que quase todas as pessoas são um pouco ansiosas. Ninguém gosta de ficar em um lugar fechado por muito tempo. Quanto antes sairmos do elevador, melhor.

Manias estranhas

O site de empregos CareerBuilder’s listou as manias estranhas mais comuns das pessoas no elevador. Você certamente já passou por algumas dessas situações:

• Falar ao celular;
• Se espremer para entrar em um elevador já lotado;
• Não segurar a porta quando outros estão correndo para alcançar o elevador;
• Não deixar outras pessoas entrarem quando ainda há espaço;
• Apertar mais de um botão errado, atrasando a subida ou descida;
• Ficar de costas para o elevador, enquanto todos estão olhando para a porta.

Você se sente constrangido quando está em um elevador? Já passou por alguma situação bizarra? Deixe sua opinião nos comentários! [BBC/The Work Buzz]

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10 comentários

  • Genioso Irreligioso:

    Quando uso elevadores costumo exclamar “Sr. Scott; ativar!/ sala de transporte; ativar!” Só os trekers entenderão! 😉

  • Marcos-DF2:

    Olá a todos !
    Realmente é um comportamento estranho hehehehe …
    Abraços

  • Guga Caldeira:

    Eu moro no Décimo Quinto andar e por isso ir de escada nunca é uma alternativa. O que eu noto aqui no Prédio é que as pessoas normalmente não olham para trás ao entrar no elevador, muitas vezes não perguntam se quem vem no corredor do prédio vai entrar no elevador, pois aqui são três. Outra coisa é que ninguém fala com ninguém, ou seja, somos todos visinhos anônimos, ninguém fala com ninguém, ninguém conhece ninguém. Eu ainda tenho o costume de antes de sair do elevador mandar o mesmo descer, tenho o conceito de que é melhor esperar o elevador subir até o seu andar do que chegar cansado ou com vontade de ir no banheiro e ter que esperar o elevador descer ao térreo.

  • Esmeraldino Paulo Silva:

    Realmente. E muito erritante.

  • mkbraga:

    Eu prefiro ir pelas escadas…

  • Rafael2:

    Me pareceu meio exageradas as situações no artigo, talvez típicas de pessoas claustrofóbicas, mas entre as ditas “manias estranhas”, eu me volto contra a porta do elevador, ainda que me volte a uma pessoa (quando longe do andar). Aliás, não acho estranho, pois sinto uma sensação muito indelicada de ficar de costas para as pessoas nele. Também já usei teclas erradas para atrasar a subida estranhamente, quando muito adiantado, mas apenas se tiver sozinho nele! : )

  • David Quirino:

    Este foi um assunto ao qual não me dei ao trabalho de prestar muita atenção, pois considerei-o ridículo: Há muito mais pessoas que gostam de andar se esfregando nos elevadores e nas conduções lotadas, que as claustrofóbicas. O único problema com o elevador é que ele serve a pessoas que quase nunca se vêem e, mesmo quando se vêem amiúde, fazem-no em trânsito e, se são bem educadas, limitam-se a um cumprimento formal… nã sabem para quais andares vão “a” ou “b”; o que fazem lá… coisas assim. Mesmo em uma empresa que ocupe um edifício de porte médio, sendo servida, portanto, por elevadores, as pessoas que os utilizam, são de variados andares e mal se conhecem de vista. Eu garanto que se pessoas que trabalham em uma mesma sala, ou em um mesmo andar, tivessem o privilégio de saírem todas no mesmo horário, como uma turma de um turno de uma fábrica, onde: terminado e expediente, vão todos pro ôlho da rua, não podendo permanecer fazendo cêra, e fossem fossem servidas por elevadores destinados a, únicamente, transportá-las nesse horário, aconteceria de tudo nesses elevadores:… negócios, programações, brincadeiras ridículas… até mesmo romances que acabariam em casamentos e formações de novas famílias. …Quer dizer:… Tem nada a ver esse papo de que é por que é no elevador!

  • Clara Telis:

    Geralmente me dá vontade rir ! aí eu fico sorrindo pra todo mundo e se ninguém sorri de volta eu pego o celular e fico jogando … triste :/

  • Rone100theone:

    ” começam a movimentar-se como se estivesse dançando quadrilha” e muito mais. Trabalhando atualmente observando câmeras de segurança em elevadores. A questão é cultural, e de perda de certos valores. O oposto, em ambiente aberto as pessoas antigamente na rua em estradas de terra mesmo sem se conhecer se cumprimentavam. Isto ocorre ainda em regiões rurais. Em um ambiente fechado a tendência, mesmo sem querer é a de repelir pessoas estranhas. Devido a violência crescente nos nossos dias. Como diz um velho ditado: ” Quem vê cara ( mesmo de bem pertinho) não vê coração”.

  • gloria:

    Eu fui ao apartamento de meu filho ,no sétimo andar ,permaneci lá uns 40 minutos então tive vontade de fazer xixi,ñ fui porque eu e minha nora sabemos muito bem o q uma pensa da outra.Agente dá beijinhos e se cumprimenta sorrindo mas…então sai e peguei o elevador p\ descer, aí ele deu uns solavancos, quase fiz xixi na roupa de tanto medo q ele parasse, tenho terror de ficar presa e ainda sòzinha e “apertada ao extremo p\ fazer xixi. Pensei- E agora? Se essa merda estraga , como eu ia fazer, pois há câmeras e circuito interno ,se eu fizesse ali o zelador estaria assistindo ,o porteiro e muitos outros moradores q estivessem c\ a tv ligada naquele canal do prédio, foi um alívio quando o elevador parou de sacudir e desceu até o térreo, Nunca mais entro em elevadores c\ vontade de numero um ou numero dois.

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