Por que dá prazer presentear?

Por , em 21.12.2008

Se formos pensar logicamente ao dar um presente estamos subtraindo a nós mesmos de recursos que poderíamos utilizar em benefício próprio. Uma camiseta que damos para um amigo pode representar uma peça a menos no nosso próprio guarda-roupas, além de custar também tempo e esforço.

Mas o cérebro se beneficia ao dar um presente em mais de uma maneira. Um dos benefícios que nos faz bem é a expressão de alegria de quem recebe. Para nós aquele que ganha o presente fica mais belo ao demonstrar um sorriso.

É bom dar presentes também porque o sorriso da outra pessoa ativa o córtex orbito-frontal, logo na frente do cérebro, entre nossos olhos. Essa ativação transforma o prazer do outro em prazer próprio, principalmente se somos a causa dessa alegria.

Depois disso, ao vermos o sorriso na face daquele que recebeu o presente, também sorrimos. Neurônios-espelho no córtex pré-motor nos fazem imitar o outro.

Logo depois disso uma série de sensações advém de toda essa ação neurológica. Apenas o pensamento de fazer um bem à outra pessoa já aciona o sistema de recompensa do cérebro, também do córtex órbito-frontal.

Parece que presentear não é um ato tão altruísta assim, pois mesmo que indiretamente, nos beneficiamos do ato de fazer o bem. Mas na realidade esse é um mecanismo evolutivo que permite que nos estimulemos a fazer o bem ao nos sentiemos melhor.

Assista abaixo a reportagem completa do Fantástico sobre o assunto.

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4 comentários

  • Ana Lígia:

    Eu amo e me sinto muito bem em presentear alguém que eu goste ou até mesmo meus filhos e meu marido, do que comprar pra mim mesma, pois quando dou presente fico muito mais que feliz é uma sensação gostosa que cinto, mais não sei explicar. E não só dou presente no final de ano não ou quando é algo importante, também presenteio quando não é tempo de nada…
    Lígia

  • Igcoyote:

    Dar presentes é apenas um caso particular de um tipo de ação mais amplo que é o de fazer algo em benefício dos outros. Embora concorde com o fato de nos beneficiarmos ao fazer o bem, devemos levar em conta também que compramos mais coisas para nós mesmos do que para os outros e que se “fazer o bem” fosse tão disseminado assim não existiriam tantas atrocidades no mundo.

    Reduzir o altruísmo a um tipo de compensação mecanicista é uma forma de raciocínio por demasiado simplista. E o que dizer, por exemplo, dos atos de altruísmo em que a pessoa da a própria vida em benefício dos outros? Como se poderia explicar tal tipo de compensação se o “cérebro” que receberia tal compensação não estaria mais presente para recebê-lo?

  • Thiago:

    Então pessoas que promovem o bem são mais felizes que as que promovem o mau? Ou as que pomovem o mau tem o mesmo tipo de sensação de “bem estar” ao ver as outras pessoas se ferrando?

    Taí uma sugestão de tema para continuar com a matéria!

    Ótimo site! 😀

  • Andrew:

    Acho que a pergunta na verdade deveria ser: “porque que todas as nossas ações devem ser para benefício próprio?” .. Parece que hoje esquecemos que somos animais sociais. Precisamos uns dos outros para sobreviver, não podemos viver isolados. Fazer as coisas pensando apenas em si não deveria ser nosso ‘natural’. É verdade que sempre existe interesse nas relações, mesmo que seja de puro prazer em ver o outro estar feliz. Acho que deviamos largar um pouco desse egoísmo capitalista e ser mais altruísta com nossos semelhantes

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